segunda-feira, 15 de março de 2021

MENINOS DE BELFORD ROXO: ESPÍRITO SANTO, SÃO PAULO, PEDOFILIA OU MORTE?

 



  "A polícia cogita todas as possibilidades, embora a linha principal seja o envolvimento do tráfico, conforme já declarou o delegado Uriel Alcântara. Isto indica que os investigadores estão dando um peso maior à versão que aponta o envolvimento das crianças no roubo de uma gaiola que pertencia a familiares de um traficante da região".




    As imagens divulgadas, há 3 dias, pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) colocam em dúvida a eficácia dos trabalhos de investigação da polícia, a partir do momento em que anteriormente o material examinado estava nas mãos dos investigadores e não foi encontrado vestígio algum dos 3 meninos desaparecidos - Lucas Matheus, 8 anos, Alexandre da Silva, 10 anos, e Fernando Henrique Ribeiro Soares, 11 anos -, através dos registros das câmeras de segurança. 



 Segundo nota da polícia, a descoberta não  alterou significativamente os rumos das investigações, mas é certo que a constatação do trabalho do MPRJ, a captura de imagens dos menores, pode levar ao mesmo procedimento em relação a outras câmeras de segurança da rua Malópia, que devem trazer  mais detalhes à tona  sobre o real destino dos meninos naquele 27/12/2020, dia em que desapareceram.  

        



     A polícia cogita todas as possibilidades, embora a linha principal seja o envolvimento do tráfico, conforme já declarou o delegado Uriel Alcântara. Isto indica que os investigadores estão dando um peso maior à versão que aponta o envolvimento das crianças no roubo de uma gaiola que pertencia a familiares de um traficante da região. Também existem denúncias que contém relatos de avistamento das crianças em outros estados, São Paulo e Espírito Santo, além do suposto ataque de um pedófilo e da triste possibilidade de morte das crianças.




    Renato Lombardi, comentarista de segurança da Rede Record, fez críticas à atuação dos investigadores. Afirmou que até agora a "polícia investigou mal". Também acrescentou que a obtenção mais rápida das imagens favoreceria o reconhecimento dos garotos por parte das pessoas residentes na região  em que ocorreu o desaparecimento, pois os fatos seriam recentes e as lembranças das testemunhas mais claras. O comentário foi encerrado com a frase: "Não existe crime perfeito. Existe crime mal investigado". 




sexta-feira, 12 de março de 2021

FILMAGENS MOSTRAM OS MENINOS DE BELFORD ROXO

        


"Câmeras de segurança registraram a passagem dos meninos Lucas Matheus, Alexandre da Silva e Fernando Henrique, respectivamente 8 , 10 e 11 anos. As imagens comprovam que os garotos desapareceram após caminharem pela rua Malopa, acesso à feira da Areia Branca, local em que algumas testemunhas afirmam ter avistado as crianças".




    Câmeras de segurança registraram a passagem dos meninos Lucas Matheus, Alexandre da Silva e Fernando Henrique, respectivamente 8 , 10 e 11 anos. As imagens comprovam que os garotos desapareceram após caminharem pela rua Malopa, acesso à feira da Areia Branca, local em que algumas testemunhas afirmam ter avistado as crianças. Portanto existe a comprovação de que eles chegaram ao destino, restringindo a ocorrência do desaparecimento a uma área, de forma que a polícia já trabalha com um espaço limitado, em relação ao panorama anterior, para investigar o desparecimento. 



    Estas imagens são fruto de ação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que fez uma varredura das câmeras de segurança da região em que os menores desapareceram, em um  laboratório. Daí a revelação do paradeiro dos menores, pouco antes do instante em que desapareceram, trazendo à tona uma pista que torna muito mais evidente a possibilidade de os garotos terem sido sequestrados na feira da Areia Branca. A polícia, que detinha o material e não localizou as imagens, já trabalha com esta hipótese como a mais viável, embora não veja progresso relevante na descoberta, considerando  que " não há alteração significativa na atual investigação", conforme nota publicada em 11/3/2021.



    A questão da investigação não sofrer uma reviravolta e praticamente permanecer no estágio atual, mesmo com a descoberta das imagens, é resultante da falta de indícios em relação ao destino dos meninos. Os investigadores afirmam que eles sumiram na feira da Areia Branca, mas não sabem para onde foram levados e ignoram quem os raptou . Falta outro elemento que esclareça o que aconteceu posteriormente. Já chegou aos familiares a versão de que os garotos tentaram roubar uma gaiola de passarinho e foram alvejados por traficantes. Porém , até então, a história não passa de uma suposição, pois não foi comprovada.




    A polícia cogita a possibilidade do envolvimento de traficantes neste caso, reforçando a possibilidade a partir das ações de um protesto feito em frente à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), ocasião em que ocorreu a queima de um ônibus, atitude característica do tráfico. A partir desta linha várias diligências já foram realizadas, inclusive na comunidade Castelar, ocorrendo troca de tiros e a morte de traficantes. Os trabalhos de busca não tiveram êxito. Nem o envolvimento direto de autoridades como o Governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, a Ministra Damares Alves e o empenho de entidades como a Fundação para a Infância e Adolescência (FIA) viabilizaram a localização das crianças desaparecidas, cujo paradeiro é ignorado há quase 3 meses.   

  



quarta-feira, 10 de março de 2021

CRIANÇA DESAPARECIDA NO PR : LUIZ FELIPE DOS SANTOS MACHADO

    



 "Em 2018, 1 ano após o desaparecimento, a polícia afirmou não ter pistas sobre o que aconteceu ao menino. Não havia suspeitos ou presos, embora seja certo que a criança foi sequestrada".



    O desaparecimento de Luiz Felipe dos Santos Machado é um dos casos ainda não resolvidos pelo Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (SICRIDE). Desde o dia 27/6/2017, o paradeiro da criança, à época tinha apenas 2 anos e 9 meses, é ignorado. Ele, que vivia com os pais e mais 2 irmãs, foi avistado pela última vez, brincando na porta de casa, em Telêmaco Borba, no Paraná. 




    Em 2018, 1 ano após o desaparecimento, a polícia afirmou não ter pistas sobre o que aconteceu ao menino. Não havia suspeitos ou presos, embora seja certo que a criança foi sequestrada. O delegado Nilson Rodrigues da Silva disse ao G1 não existir uma linha de investigação a ser seguida. Mesmo assim, os trabalhos investigativos permaneciam em andamento.



    Em 2019, ao final do mês de janeiro, a esperança dos pais em reencontrar o filho, depois de momentos de muita preocupação, veio com a notícia de uma criança encontrada na cidade de Francisco Beltrão. Um menino tinha as mesmas características físicas de Luiz Felipe. Os pais, Lucimara Machado e Rodrigo Machado, foram ao local, mas o menor não era o filho.  



    A apreensão da mãe de Luiz Felipe aumenta a medida que o tempo passa. Ela tem ciência de que as dificuldades aumentam, a partir do momento em que o período sem informações se estende, de forma que as pistas iniciais se diluem e os trabalhos de busca e localização apresentam uma possibilidade de êxito menor. Lucimara declarou: "  Com esse tempo, 1 ano, as coisas vão se dificultando. Isso que a gente pede para Deus: O maior sonho do momento é ter nosso filho de volta".

    




    

segunda-feira, 8 de março de 2021

REDUÇÃO DO DESAPARECIMENTO INFANTIL NO PARANÁ EM 2020

   


 "É importante ressaltar que ainda no mês de janeiro de 2020, período em que a pandemia, aparentemente, não havia chegado ao Brasil,  o número de crianças desaparecidas foi maior em comparação com os demais meses do ano. Portanto a ligação entre a pandemia e a redução dos casos fica ainda mais evidente".





    A diminuição das ocorrências de desaparecimento infantil no Paraná é atribuída à quarentena, devido à pandemia de COVID - 19. O menor número de crianças nas ruas resultou em um registro quase 25% menor de casos em 2020. Porém em fevereiro de 2021, 27 crianças estavam desaparecidas no estado. Entre os casos, desaparecimentos conhecidos do público, como  as ocorrências de Stefani Vitória Rochinsk e dos meninos  João Rafael Kovalski e Brayan Raab Fonseca.     

       


    É importante ressaltar que ainda no mês de janeiro de 2020, período em que a pandemia, aparentemente, não havia chegado ao Brasil,  o número de crianças desaparecidas foi maior em comparação com os demais meses do ano. Portanto a ligação entre a pandemia e a redução dos casos fica ainda mais evidente. Infelizmente a boa notícia vem à tona em um ano atípico, que não traz um panorama dentro da normalidade da situação.

  



    No ano passado, o estado do Paraná registrou o desaparecimento de 169 crianças. Os casos envolvendo meninas foram a maioria, 86 ao todo. Também foi constatado que as crianças de 11 anos de idade sumiram com mais frequência. Foram contabilizados 53 casos de desaparecimento de menores  nesta faixa etária.






    Os desaparecimentos destas crianças, segundo o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas -  SICRIDE - não foram resultado de sequestro. As fugas e saídas repentinas, encontros com conhecidos de redes sociais e os conflitos familiares, este um problema extremamente sério, vinculado ao contexto social, foram as causas mais frequentes dentro do intervalo de tempo focado. 

        



sexta-feira, 5 de março de 2021

MENINOS DE BELFORD ROXO: ANÁLISE DE IMAGENS EM LABORATÓRIO

    



 "Imagens das câmeras de segurança da região na qual desapareceram os 3 meninos de Belford Roxo - Lucas Matheus da Silva, 8 anos,  Alexandre da Silva, 10 anos,  e Fernando Henrique Ribeiro Soares 11 anos - serão analisadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) através de laboratório". 




     Imagens das câmeras de segurança da região na qual desapareceram os 3 meninos de Belford Roxo - Lucas Matheus da Silva, 8 anos,  Alexandre da Silva, 10 anos,  e Fernando Henrique Ribeiro Soares 11 anos - serão analisadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) através de laboratório. Por meio deste recurso será possível confirmar se as crianças estiveram no local, pois há dúvidas em relação ao caminho que eles percorreram no dia 27/12/2020, data do desaparecimento.




     Por meio do trabalho laboratorial, as imagens apresentarão mais nitidez, facilitando o reconhecimento das crianças nas fitas. Já ocorreu uma análise anterior do material, inclusive parentes já assistiram ao conteúdo, mas não identificaram os menores. O ponto que está levando o MPRJ a fazer um exame mais detalhado deste item são os relatos de duas testemunhas que afirmam ter visto as crianças no local, uma feira livre.



    Caso seja constatada a presença dos meninos na feira, será ratificada a versão dos familiares  dos desaparecidos, que em depoimento à polícia afirmaram que as crianças disseram que iriam ao local comprar ração para passarinhos. Deste modo, se o trio chegou ao destino, a área em que desapareceram fica mais restrita, descartando-se outros pontos no decorrer do trajeto, como, por exemplo, um atalho de mata fechada, que supostamente os garotos percorreram.




    A Polícia Civil  permanece investigando o caso.  A linha mais forte, considerada pelos agentes de segurança, é a participação do tráfico no desaparecimento das crianças. As informações nãos são trazidas a público de forma detalhada. A prova disto é que os próprios familiares dos meninos não sabem como o processo investigativo está evoluindo. Sobre a situação, Silvia Regina Silva, avó de Lucas Matheus e Alexandre, disse ao jornal Extra: " A polícia não passou pra gente. Continuamos sem saber o que aconteceu com os meninos. A única coisa que falam pra gente é que continuam investigando".




quarta-feira, 3 de março de 2021

DESAPARECIMENTO INFANTIL NA BAIXADA FLUMINENSE








"É importante, muito relevante, a divulgação de um caso de desparecimento, seja recente ou antigo. Obviamente as chances de resgate da criança desaparecida há pouco tempo são maiores. As primeiras 72 horas são fundamentais para a localização de um desparecido, mas as chances de resolução da ocorrência existem, mesmo além deste período estabelecido".
















     O sumiço dos meninos de Belford Roxo, certamente pelas características particulares e atípicas, considerando os casos de desaparecimento em geral,  veio chamar a atenção do grande número de ocorrências semelhantes na Baixada Fluminense.  A região concentra o maior número de desaparecidos no estado do Rio de Janeiro. Soma 60% dos casos, incluindo as crianças. Já foram abordados aqui no CCDesap o caso citado e o desaparecimento de uma menina de 12 anos, Rebeca Fernandes Monteiro, no município de Nova Iguaçu, além de outras ocorrências ainda mais antigas,  insolúveis há mais de 10 anos. 



    Luciane Torres da Silva é um exemplo. Desapareceu em 30/8/2009, aos 9 anos, no município de Nova Iguaçu, altura do Km 32. A menina foi à padaria e não retornou para casa. O paradeiro da menor, hoje uma adulta com aproximadamente 22 anos, é ignorado há mais de uma década. Informações sobre o paradeiro da jovem devem ser repassadas ao SOS Crianças Desaparecidas - (21) 2286-8337 - , ao Disque Denúncia - (21) 2253-1177- ou à Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) - (21) 2202- 0338-. 







    É importante, muito relevante, a divulgação de um caso de desparecimento, seja recente ou antigo. Obviamente as chances de resgate da criança desaparecida há pouco tempo são maiores. As primeiras 72 horas são fundamentais para a localização de um desparecido, mas as chances de resolução da ocorrência existem, mesmo além deste período estabelecido. A prova disto é o caso de um jovem morador do Morro do Alemão, desaparecido em dezembro de 2020, no município de Niterói / RJ . O menino de 14 anos foi encontrado com vida e retornou ao convívio familiar, mesmo com as as investigações sendo iniciadas com atraso, pois a família foi erroneamente orientada na delegacia a aguardar 24 horas para o registro ser feito. A Lei da Busca Imediata foi Ignorada. 



     Sobre a Lei da Busca Imediata - Lei 11259/05 - , tanto na Baixada Fluminense, quanto na capital Rio de Janeiro,existem negligências em relação a esta. Não há cumprimento da lei por parte de certas autoridades, que impõem aos familiares de desaparecidos,  a burocracia de aguardar 24 horas para efetuar o  Registro de Ocorrência. A atitude se torna mais desumana, a partir do momento em que a situação requer ação por parte das autoridades competentes, dentro de um curto espaço de tempo, no qual as pistas ainda estejam presentes, facilitando os trabalhos de busca e, consequentemente, viabilizando a localização da criança. Sobre este cenário, a mãe de Luciane Torres da Silva, Luciene Pimenta Torres, declarou: " As famílias dos desaparecidos continuam vítimas de atendimentos precários e descasos nas delegacias, que continuam reproduzindo o mito das 24 horas".




    

segunda-feira, 1 de março de 2021

MENINA DE 12 ANOS DESAPARECE NA BAIXADA FLUMINENSE



"Rebeca Fernandes Monteiro, 12 anos, desapareceu em Nova Iguaçu  o maior município da Baixada Fluminense. Foi avistada pela última vez no dia 4 / 2 / 2021. O paradeiro da menina é ignorado há quase 1 mês.  O número do Registro de Ocorrência é 056-01007/2021". 



   Rebeca Fernandes Monteiro, 12 anos, desapareceu em Nova Iguaçu  o maior município da Baixada Fluminense. Foi avistada pela última vez no dia 4 / 2 / 2021. O paradeiro da menina é ignorado há quase 1 mês.  O número do Registro de Ocorrência é 056-01007/2021. 



      O sumiço de Rebeca é mais um caso na Baixada Fluminense que vai entrar para as estatísticas que apontam a região como a área com maior índice de desaparecimento no Estado do Rio de Janeiro, tendo 60% das ocorrências, segundo dados do Instituto de Segurança Pública. Os dados expõem que as medidas preventivas devem ser intensificadas nesta parte da cidade para, pelo menos, reduzir os números relativos a este tipo de acontecimento.



    Outro caso ocorrido na Baixada Fluminense ocorreu ano passado, em 27/12/2020, no município de Belford Roxo. Os meninos Lucas Matheus, Alexandre da Silva e Fernando Henrique Ribeiro Soares, respectivamente 8, 10 e 11 anos, desapareceram nos arredores do condomínio em que moravam. Foram a um campinho próximo de casa e não retornaram. As investigações estão em andamento, sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).



    Qualquer informação sobre o paradeiro da menina Rebeca Fernandes Monteiro deve ser repassada ao SOS Crianças Desaparecidas pelo telefone (21) 2286-8337. O órgão é ligado à Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), entidade do Governo do Estado que já localizou mais de 3 mil crianças desaparecidas, divulgando os casos nas redes sociais e trabalhando no auxílio às famílias dos menores com paradeiro ignorado.