segunda-feira, 3 de maio de 2021

SEMANA DAS MÃES NO @CCDESAP

     



    O @ccdesap dedica esta semana às mães das crianças desaparecidas, procurando mostrar o quanto a ausência dos filhos não só no Dia das Mães, como também em todos os outros dias, é um imenso deserto que pode ser irrigado por inteiro com apenas uma gota, capaz de fazer toda a diferença positivamente: o retorno das crianças. 





      Cada postagem desta semana, começando por hoje, será composta por três histórias de mães que convivem diariamente com a falta dos filhos, abordando o ponto de vista  delas em relação ao desaparecimento de sua respectiva criança, expondo os reflexos deste drama no meio familiar. As opiniões maternas acerca das investigações, incluindo os trabalhos de busca e localização das crianças desaparecidas, também serão citadas.



    Os casos serão mostrados cronologicamente. Esta primeira postagem conta as histórias de Maria da Conceição Ramires da Costa,Vera Lúcia Ranu e Ivanise Esperidião da Silva.



  Maria da Conceição Ramires da Costa, mãe de sete filhos, perdeu Carlinhos, 10 anos, sequestrado dentro de casa, no dia 2/8/1973. O fato ocorreu na rua Alice, no bairro de Santa Teresa, Rio de Janeiro. Após o sumiço do filho, o casamento com João Ramires da Costa , pai do menino, chegou ao fim. Ela acusou a família do ex-marido pelo desaparecimento da criança, conforme mostrado no programa Linha Direta Justiça, exibido em 2003 na TV Globo. O caso permanece sem solução. Vários homens se apresentaram, anos depois, como Carlinhos, mas exames descartaram a possibilidade. Atualmente, se estiver vivo, Carlinhos tem 57 anos.  




    Fabiana Renata Gonçalves, 13 anos, desapareceu quando seguia para o colégio. Foi avistada pela última vez no dia 12/11/1992, em São Paulo, no bairro Jardim Ipanema, zona oeste da cidade. O caso permanece sem solução. A mãe da menina,  Vera Lúcia Ranu, tornou-se uma ativista da causa dos desaparecidos. O descaso das autoridades em relação ao desaparecimento de sua filha fez com que ela fundasse, em 1996, o Mães da Sé, junto com Ivanise Esperidião da Silva, e posteriormente criar,  em 2005, a ONG Mães em Luta. A entidade ganhou vida no simbólico Dia Internacional da Mulher, 8 de março. O objetivo era complementar os trabalhos dos órgãos e autoridades competentes, suprindo as necessidades que estes, no cumprimento de suas tarefas, não cobriam. 

 


   Ivanise Esperidião Silva Santos é mãe de Fabiana Esperidião da Silva, 13 anos. A menina desapareceu, no dia 23/12/1995, em São Paulo. Ivanise está à frente do Mães da Sé, entidade criada em 31/3/1996, que atua no combate ao desaparecimento infantil, realizando o cadastramento de desaparecidos, além de divulgar os casos. Entre as ações principais estão a assistência aos familiares de desaparecidos, o desenvolvimento do aplicativo Family Faces, parceria com a Microsoft, e o encontro quinzenal das mães de desaparecidos, na Praça da Sé, em São Paulo. Atualmente as reuniões estão suspensas, devido à pandemia. A sede fica no bairro de Pirituba, São Paulo. 




sexta-feira, 30 de abril de 2021

KAMILLY RODRIGUES SALES: HOMEM É VÍTIMA OU SEQUESTRADOR?

   



"Kamilly Rodrigues Sales, 8 anos, desapareceu em 7/11/2011. A criança foi avistada pela última vez em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. Estava acompanhada pelo namorado da avó, Ricardo José das Neves, 44 anos. O homem levava a menina na garupa da moto. Ambos tem o paradeiro ignorado há quase 10 anos".

    

   Kamilly Rodrigues Sales, 8 anos, desapareceu em 7/11/2011. A criança foi avistada pela última vez em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. Estava acompanhada pelo namorado da avó, Ricardo José das Neves, 44 anos. O homem levava a menina na garupa da moto. Ambos tem o paradeiro ignorado há quase 10 anos. Domícia Damiana da Silva expôs a preocupação que sente em relação ao desaparecimento da neta ao site G1 em reportagem publicada em 2012. Ela disse: "Isso é uma horrível, sem saber onde ela está, o que está acontecendo, se está viva ou morta. É muito doloroso".



    A polícia considerou várias linhas de investigação, cogitando até as mortes de Kamilly e Ricardo. O sequestro também estava inserido no leque de opções, sendo que neste segmento o homem deixaria de ser uma das vítimas e se tornaria o algoz, o sequestrador. A probabilidade dele ter levado a menina para fora de Pernambuco, segundo a delegada Gleise Ângelo, que estava à frente do caso, era grande. Ainda mais que a polícia encontrou provas de que Ricardo ganhou na loteria. 





    A possível da morte de Ricardo foi  descartada após o relato de uma testemunha que o  avistou  em um ônibus, na semana seguinte ao desaparecimento de kamilly. A pessoa, que não embarcou no coletivo, ignorava a situação envolvendo o sumiço da criança. Conversou com o suspeito, mas não soube dizer em que ponto o homem desceu. O encontro foi na última parada da Conde da Boa Vista, segundo o texto publicado na página do S.O.S Crianças Desaparecidas em 2017. Confirmado este fato, a vertente que sinaliza para um possível sequestro ganha mais força.





    Baseado no depoimento da testemunha e no princípio de que as investigações só evoluem quando são apresentadas novas pistas, o desaparecimento de kamilly terá um impulso muito significativo, levando-se em conta os trabalhos de busca e localização, caso Ricardo seja encontrado. O ex-companheiro da avó da menina pode, sim, elucidar o caso, 10 anos depois, mesmo que seja em parte. É uma peça fundamental para o desfecho do caso, capaz de trazer à tona vários esclarecimentos pendentes acerca do paradeiro de kamilly Rodrigues Sales. 




quarta-feira, 28 de abril de 2021

CRIANÇAS DESAPARECIDAS DADAS COMO MORTAS SEM OS CORPOS LOCALIZADOS

     


"O passar do tempo aliado a um processo investigativo que corre baseado em pistas, que as famílias fornecem à polícia, levam à falta de resultado. O fato não é surpreendente, pois uma mãe, abalada pelo sumiço repentino do filho, está longe de ter condições de exercer a função de "investigadora"." 



    O fato de algumas crianças desaparecerem sem deixar rastros expõe erro no processo investigativo ou trata-se de um suposto sequestro considerado um crime "perfeito"? Vale destacar que as investigações já começam em desvantagem. As primeiras 72 horas são essenciais no que diz respeito a pistas, mas as apurações são iniciadas posteriormente. Esta demora  prejudica significativamente o processo, somando-se ao descaso dos órgãos competentes, conforme as declarações de vários familiares de crianças desaparecidas relatadas ao @ccdesap. Um ponto que atrasa ainda mais os trabalhos de apuração é o "mito das 24 horas", um desrespeito de autoridades  à Lei da Busca Imediata.





  O passar do tempo aliado a um processo investigativo que corre baseado em pistas, que as famílias fornecem à polícia, levam à falta de resultado. O fato não é surpreendente, pois uma mãe, abalada pelo sumiço repentino do filho, está longe de ter condições de exercer a função de "investigadora". As informações das famílias acabam se esgotando. Se a polícia não consegue seguir adiante,  através de dados obtidos por meio de relatos de pessoas próximas ao desaparecido, infelizmente, a investigação ficará parada e a tendência é que em seguida o caso seja fechado. Pior do que o fechamento do inquérito é a conclusão de uma  investigação que aponta para a suposta morte da criança desaparecida, mesmo sem a localização do corpo. O @ccdesap levantou 2 casos, no Rio e Janeiro e em Goiás, que retratam esta situação.




  Vitória Nunes Barcellos dos Santos desapareceu  em 9/1/2015, no Rio de Janeiro, bairro de Benfica, aos 3 anos.  O caso foi abordado pelo @ccdesap nas postagens "O Desaparecimento de Vitória" (2015),  "CasoVitória Nunes Barcellos dos Santos" (2020) e "Vitória Nunes Barcellos dos Santos: Investigações Encerradas" (2021). A criança  foi dada como morta pela polícia. As investigações da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) concluíram que a menina caiu em um rio e se afogou. O fato é que nada comprova este desfecho. A delegada Hellen Souto  comunicou o encerramento do caso, apontando a suposta morte de Vitória. Ela afirmou que dificilmente erra em uma investigação, segundo declaração de Flávia Cristina Nunes Barcellos, mãe da criança.  Flávia também expôs ao @ccdesap como se sentiu: " Isso me deixou destruída. Como uma profissional afirma uma coisa sem ter provas? Foi desumano o que ela fez. Até hoje buscamos por nós mesmos resposta". 




 Em Aparecida de Goiânia, Goiás, Murilo Soares,  desaparecido em 22/4/2005, aos 12 anos, também foi dado como morto. A mãe, Maria das Graças Soares,  recebeu a certidão de óbito do menino em 2019, mesmo sem a comprovação da morte. "Eu nunca desisti do meu filho", disse ela à reportagem do site G1. Murilo estava em um carro, acompanhando um amigo da família, Paulo Sérgio Pereira Rodrigues, 21 anos. O adulto tinha passagem por homicídio. Segundo testemunhas, o veículo dirigido por Paulo Sérgio  foi parado por  policiais da ROTAM. O motorista e o menor foram levados pelos PMs em uma viatura. A partir daí, não foram mais vistos. O automóvel de Paulo Sérgio foi encontrado queimado no dia seguinte. Não havia corpos. Os 8 policiais envolvidos foram presos, mas depois soltos por falta de provas. O inquérito foi arquivado. O Ministério Público de Goiás (MPGO) se pronunciou sobre o caso em nota. Considerou a reabertura das investigações, desde que sejam apresentados novos elementos.




segunda-feira, 26 de abril de 2021

CRIANÇA DESAPARECIDA: DOUGLAS RAFAEL DA SILVA LIMA BRAZ

     



"Douglas Rafael da Silva Lima Braz, 10 anos, desapareceu em 7/9/2018. Foi avistado pela última vez em Belford Roxo, município da Baixada Fluminense". 


    Douglas Rafael da Silva Lima Braz, 10 anos, desapareceu em 7/9/2018. Foi avistado pela última vez em Belford Roxo, município da Baixada Fluminense. A região é o epicentro de casos de desaparecimento no estado do Rio de Janeiro, contabilizando 60% das ocorrências registradas oficialmente.




        A mãe de Douglas, Andreia da Silva, relatou ao  @ccdesap, que o menino tinha o costume de frequentar uma lan house perto de casa. No dia do desaparecimento, ele manteve o hábito. Foi ao local, porém não retornou ao lar. Seguiu para o centro de Belford Roxo. Andreia só tomou conhecimento da situação à noite, pois imaginava que o filho estivesse próximo de casa, brincando com os colegas. Impossibilitada de procurar o garoto, devido a uma operação policial, residia em Bom Pastor, ela saiu em busca de Douglas no dia seguinte. 



    Andreia contou ao @ccdesap que a última pessoa a avistar seu filho foi um colega. O garoto disse que esteve com ele por volta das 17 horas do dia anterior. Douglas afirmou que iria ao shopping. Na delegacia, cogitaram puxar as imagens do circuito interno de segurança do local, mas nada foi feito. A mãe falou sobre a  situação:  " Todas as vezes em que eu chego à delegacia, eles não me respondem nada. Eles não falam nada. Disseram para mim que iriam "puxar" as câmeras. Não me deram resposta".  




   Ela também citou  os testemunhos de  avistamentos do filho desaparecido na Central do Brasil, em Belford Roxo e até em Santos. Andreia disse: "Fiquei ouvindo boatos que o Douglas estava em Belford Roxo, que viram o Douglas em Santos. Eu fui parar em Santos. Não achei meu filho. Então desde quando meu filho desapareceu, a minha rotina é essa. Só não estou indo, agora, procurar ele no Rio, por causa dessa pandemia. Eu tenho problema de bronquite e asma e a condição também. Eu queria pedir a quem puder, divulgue a foto do meu filho. Quanto mais divulgação é muito melhor pra mim. Eu só tenho a agradecer".




    

sexta-feira, 23 de abril de 2021

MENINOS DE BELFORD ROXO: IMAGENS SÃO A ÚLTIMA PISTA

     







 "A Polícia Civil do Rio de Janeiro trabalha, atualmente, com uma linha de investigação. Considera que o tráfico tem envolvimento direto no desaparecimento das crianças e cogita a morte dos meninos". 


    No dia 27/4/2021, o desaparecimento dos 3 meninos de Belford Roxo - Lucas Matheus, Alexandre da Silva e Fernando Henrique Ribeiro Soares - completará 4 meses. Conforme já foi exposto, os meninos foram jogar futebol em um campo próximo ao condomínio onde moram e não retornaram. O indício mais concreto da localização dos desaparecidos são as imagens de câmeras de segurança, localizadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro ( MPRJ), através de uma análise em laboratório. 




    A Defensoria Pública do Rio de Janeiro alega que a falta de informações acerca do processo investigativo, os familiares não sabem em que estágio estão os trabalhos de busca e localização, acontece, porque a polícia está demorando a transmitir ao órgão os dados referentes às apurações. Nem a criação de uma força tarefa composta por membros da DHBF, agentes da Subsecretaria de Inteligência e integrantes da DDPA trouxe resultados.



       A Defensoria Pública enviou ofício à Polícia Civil, endereçado à DHBF, pedindo esclarecimentos acerca das investigações, segundo matéria do UOL veiculada em 20/4/2021. Também foi requisitada uma reunião com a força tarefa que está à frente do caso.  Esta atitude tem a ver com a transparência nas investigações, vinculada à ciência em relação ao que está sendo realizado e ao que virá a ser feito, dentro do processo investigativo, de maneira que as partes interessadas, principalmente as famílias, tenham conhecimento do estágio no qual estão os trabalhos de apuração efetuados pelas autoridades competentes.




   A Polícia Civil do Rio de Janeiro trabalha, atualmente, com uma linha de investigação. Considera que o tráfico tem envolvimento direto no desaparecimento das crianças e cogita a morte dos meninos. A possibilidade já havia sido levantada antes, conforme foi publicado na postagem do @ccdesap " MENINOS DE BELFORD ROXO: INVESTIGAÇÕES APONTAM PARA O TRÁFICO". Sobre a situação, a defensora pública Gislane kepe declarou ao site UOL: "Não há nada de concreto até o momento, mas o importante é que as diligências não pararam. Tenho grande expectativa que a polícia vai resolver o caso".

   



quarta-feira, 21 de abril de 2021

GISELA ANDRADE DE JESUS : COMO ESTÁ O CASO EM 2021?

 


"Até hoje não sei quem levou a minha filha. Notícias quase não tenho. Procurar ligar ou ir à delegacia é um descaso total, não só comigo como também com as outras famílias. É horrível conviver com este descaso e você não saber o que aconteceu com nossos filhos".


    O @ccdesap já fez uma postagem sobre o desaparecimento de Gisela Andrade de Jesus em novembro de 2015, "CRIANÇA DESAPARECIDA: GISELA ANDRADE DE JESUS".   A menina desapareceu, aos 8 anos, em 25/2/2010, quando seguia para casa no Parque da Maré. Ela retornava da Escola Municipal Bahia. O sumiço aconteceu no Rio de Janeiro, em um posto de gasolina na Avenida Brasil. Que desfecho teve esta ocorrência? 




  A mãe de Gisela, Lenivanda Souza Andrade, aceitou falar com o @ccdesap e contar a história do desaparecimento da filha , desde o dia em que a criança sumiu, passando pelo martírio da incerteza constante acerca da integridade física da criança, até o descaso das investigações. Que o relato de Lenivanda seja mais uma referência do quanto sofrem as mães que tem um filho arrebatado de suas vidas. Trata-se do drama do desaparecimento infantil.


 Lenivanda  fez questão de ressaltar  algumas características que podem ajudar na identificação de Gisela, hoje com 19 anos. Citou os cabelos castanhos cacheados, a pele branca e um sinal avermelhado na testa. Terminada a descrição, ela falou abertamente sobre o desaparecimento e o andamento das investigações: "Até hoje não sei quem levou a minha filha. Notícias quase não tenho. Procurar ligar ou ir à delegacia é um descaso total, não só comigo como também com as outras famílias. É horrível conviver com este descaso e você não saber o que aconteceu com nossos filhos".



    Ela também falou sobre o que disseram  as crianças que acompanhavam Gisela, últimas pessoas a avistarem a menina, e comentou sobre uma busca policial da época que não teve êxito: " Suas amiguinhas de colégio contaram que ela disse que queria ir sozinha para casa e foi a última vez que a viram. Procurando pistas, a polícia percorreu o percurso de 1km que Gisela faria e o entorno. Foram solicitadas às empresas da região imagens gravadas pelas câmeras de segurança, para saber de alguma pista sobre o desaparecimento".  





segunda-feira, 19 de abril de 2021

AS SUBNOTIFICAÇÕES NO UNIVERSO DOS DESAPARECIDOS

  





"Trazendo o contexto das subnotificações para uma abordagem mais específica, focando o desaparecimento de crianças, a estimativa oficial é  que 40 mil menores desaparecem por ano no Brasil,  os dados se tornam mais alarmantes e as preocupações se intensificam com a existência de um maior número de casos. O quadro é muito mais difícil do que parece".

    Entre  2018 e 2019, o Brasil registrou oficialmente 157.182 mil desaparecimentos.  Os dados foram publicados no 14º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Porém estes números são estimativas.  Indícios apontam que a quantidade de  desaparecimentos no país é maior. Muitas pessoas não fazem o Registro de Ocorrência (R.O.) quando um familiar some. Portanto os dados oficiais, referências para ações de combate ao desaparecimento de pessoas, não condizem com  a realidade. 



    Estas informações oficiais expõem a realidade em parte e refletem diretamente nas  medidas preventivas colocadas em prática. Elas são planejadas para atender um número menor de cidadãos, pois o problema é exposto em parte. Considerando que dentro do contexto conhecido deste universo já existem  dificuldades significativas para corresponder às expectativas de localização de alguém desaparecido, em um cenário ampliado, mais próximo da situação verdadeira, a limitação ficará ainda maior.



*Estatísticas das principais causas de desaparecimento expostas no site do MPRJ, atualizado em 6/4/2021.


 Segundo Ivanise Esperidião da Silva - Mães da Sé - declarou à reportagem do UOL, estima-se que 200 mil pessoas desaparecem anualmente no Brasil. A informação é baseada em  uma pesquisa da Universidade de Brasília, solicitada pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos, realizada no final da década de 90. O trabalho, que integra a Rede Virtual de Bibliotecas, tem quase 30 anos. É certo que estes números aumentaram, acompanhando o crescimento da população. Haja vista que entre 2007 e 2016, somente entre os casos contabilizados, foram registrados , em média, 69 mil desaparecimentos por ano. Acrescente a esta marca as ocorrências ignoradas. 




     Trazendo o contexto das subnotificações para uma abordagem mais específica, focando o desaparecimento de crianças, a estimativa oficial é  que 40 mil menores desaparecem por ano no Brasil,  os dados se tornam mais alarmantes e as preocupações se intensificam com a existência de um maior número de casos. O quadro é muito mais difícil do que parece. Basta dizer que os recursos até então adotados, têm sido insuficientes para atender à demanda de casos registrados. Daí a necessidade de modernizar os instrumentos de combate ao desaparecimento de pessoas já existentes ou criar novos artifícios que venham, ao menos, influenciar positivamente no processo investigativo destas ocorrências das quais as autoridades estão cientes.