quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

CRIANÇA DESAPARECIDA NO RJ: LUIZ GUILHERME DA SILVA CASAGRANDE

       





  "Luiz Guilherme da Silva Casagrande desapareceu, aos 15 anos, no Rio e Janeiro, município de Araruama, no dia 15/1/2021. O caso foi divulgado nas redes sociais da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA)". 




  Luiz Guilherme da Silva Casagrande desapareceu, aos 15 anos, no Rio e Janeiro, município de Araruama, no dia 15/1/2021. O caso foi divulgado nas redes sociais da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA). Não há maiores informações sobre o desaparecimento, apenas os dados básicos, nome, local, data do desaparecimento e número do registro de ocorrência. Portanto as circunstâncias que levaram ao sumiço não foram expostas, com a notícia ficando restrita apenas ao fato em si. 




    O SOS Crianças Desaparecidas, entidade ligada à FIA, também anunciou o desaparecimento de Luiz Guilherme nas redes sociais, acrescentando às informações básicas da ocorrência, o nome da mãe do menor, identificada como Marinéia da Silva Casagrande e a data de nascimento do menino desaparecido, 21/1/2006. 




    O desaparecimento de Luiz Guilherme não teve grande divulgação por parte da mídia, ficando restrito aos canais de comunicação da FIA. Ao todo, até então, a postagem no Facebook, comunicando o desaparecimento do jovem, alcançou 69 compartilhamentos. Considerando a exposição permanente neste perfil e em outras redes sociais, além do site do SOS Crianças Desaparecidas, a divulgação do caso tende a se expandir, aumentando as chances de reconhecimento e localização. 


     




    Sobre as investigações, não há qualquer informação sobre o andamento. A linha adotada pela polícia, procedimentos e possíveis rumos ligados à busca de Guilherme ou um suposto responsável pelo desaparecimento não  foram divulgados. Deste modo não há uma referência que indique evolução no caso ou uma possível estagnação.  O que há de concreto no contexto investigativo é o número do registro de ocorrência: 118-00303/2021.





segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

MENINOS DE BELFORD ROXO: INVESTIGAÇÕES APONTAM PARA O TRÁFICO

 




" A polícia está cada vez mais convicta em relação à participação do tráfico no desaparecimento dos 3 meninos de Belford Roxo. Inclusive a versão de que os garotos lucas Matheus, Alexandre e Fernando Henrique foram mortos, porque tentaram roubar o passarinho de um parente de traficante da comunidade Castelar foi citada pelo delegado Uriel Alcântara".




        A polícia está cada vez mais convicta em relação à participação do tráfico no desaparecimento dos 3 meninos de Belford Roxo. Inclusive a versão de que os garotos lucas Matheus, Alexandre e Fernando Henrique foram mortos, porque tentaram roubar uma gaiola de passarinho que pertencia a um familiar  de traficante da comunidade Castelar foi citada pelo delegado Uriel Alcântara.  É importante ressaltar que Sílvia Regina da Silva,  avó de Alexandre, um dos meninos desaparecidos, confirmou a afeição do garoto por pássaros.  Ela disse ao G1: "O Xande gosta mais de soltar pipa e de passarinhos. Todo dia ele acordava, cuidava dos passarinhos, colocava lá fora para pegar sol. Agora abro a porta e fico olhando para o nada, para o lugar onde Xande colocava os passarinhos". 









    Uma suposta participação do tráfico também descartaria o envolvimento do suspeito levado à força para a delegacia. O homem foi apontado por moradores da comunidade Castelar como o responsável pelo sumiço das crianças, mas depois foi constatado pela polícia que a "confissão" foi resultado da tortura que sofreu nas mãos de traficantes da região. Foi encontrado no celular do investigado material de pornografia infantil, mas nenhuma evidência ligava ele ao desaparecimento dos menores. O exame de DNA relativo ao sangue encontrado em uma roupa, que estava na casa do suposto sequestrador, será definitivo para apontar  ou não o envolvimento dele no caso.  



     A linha de investigação considera a hipótese do envolvimento do tráfico no desaparecimento dos meninos. A apresentação de um "culpado" seria  um artifício de traficantes para desviar a atenção dos investigadores. Seguindo esta linha de raciocínio, conclui-se que o protesto ocorrido em frente à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) visava pressionar a polícia a manter o homem encarcerado. A culpa teria que recair, de qualquer maneira, sobre ele. Isto significaria o encerramento das investigações. Daí as atitudes extremas de interditar a rua e queimar um ônibus, ações que reforçaram uma provável ligação de traficantes com o caso, considerando a forma de agir. Neste cenário, os familiares das vítimas seriam massa de manobra, induzidos a crer na versão mais conveniente para os traficantes locais.



    Outro ponto destacado por Uriel Alcântara é que o suposto sequestrador foi mantido vivo. O procedimento normal, levando-se em conta a forma de agir dos traficantes, seria a eliminação do elemento. Porém ele não foi morto, mesmo confessando ligação com o sumiço das crianças. O delegado comentou sobre esta contradição e fez a seguinte declaração ao G1: " Como é que um cara aparece torturado com eles, dizendo que era o cara? Amarrado, com um cartaz? O cara confessa e o tráfico não mata, seja o que for que ele tenha confessado.Então isso é estranho. Se passou muito tempo. A gente achava que não seria possível isso no início. Depois de praticamente um mês, a gente começa a repensar a possibilidade de ter sido o tráfico".

    




sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

MENINOS DE BELFORD ROXO: ATUALIZAÇÃO

 





"Também foi destacado que a participação de traficantes do morro Castelar é o foco principal dos investigadores. Procedendo esta informação, conclui-se que o resultado de exame de DNA das roupas sujas de sangue é relevante, porém não é a prioridade da linha de investigação determinada pela polícia".



    Diante das especulações não confirmadas, envolvendo até a possibilidade de morte dos menores, a Polícia Civil do RJ, por meio da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), trabalha na busca pelos meninos. As investigações estão em andamento, o governador em exercício Cláudio Castro disponibilizou toda as forças de segurança do estado e apelou à população que informasse à polícia, caso tivesse alguma pista que levasse à localização dos garotos.




   A polícia já checou câmeras de segurança, fez incursões em comunidades, chegou a trocar tiros com traficantes, caminhou por trilhas e nenhum sinal das crianças foi encontrado. É justamente esta falta de evidências, não há sequer um elemento que aponte para uma provável localização dos 3 desaparecidos, que reforça a importância do resultado do exame de DNA das roupas ensanguentadas encontradas com o suspeito.



    Em 27/1/2020, quando o sumiço das crianças completou 1 mês,  reportagem do jornalista Leandro Resende, publicada no site da CNN, relatava que a polícia já ouviu mais de 29 pessoas nas investigações relativas ao desaparecimento dos meninos. Também foi destacado que a participação de traficantes do morro Castelar é o foco principal dos investigadores. Procedendo esta informação, conclui-se que o resultado de exame de DNA das roupas sujas de sangue é relevante, porém não é a prioridade da linha de investigação determinada pela polícia.



    Os dados citados sobre o caso são os pontos que vieram a público. Segundo a reportagem citada anteriormente, existem mais elementos. Porém estão mantidos  sob sigilo. O Disque-Denúncia RJ - contato 2253-1177 - já recebeu ligações que delataram o envolvimento de milicianos e um possível avistamento das crianças no Espírito Santo. Nada foi comprovado até então. Ainda sobre as informações que estão chegando à polícia, o Secretário Geral de Polícia Civil, Alan Turnovsky, afirmou: "Várias pistas estão surgindo, umas sendo seguidas e outras descartadas". 





quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

CRIANÇAS DESAPARECIDAS: MÁRTIRES




"Segundo o dicionário Caldas Aulete, mártir é "quem sofre intensamente por alguma coisa, vítima". O termo se enquadra perfeitamente ao contexto das crianças desaparecidas. Muitas delas foram literalmente martirizadas por criminosos em todas as partes do mundo". 



    

  Segundo o dicionário Caldas Aulete, mártir é "quem sofre intensamente por alguma coisa, vítima". O termo se enquadra perfeitamente ao contexto das crianças desaparecidas. Muitas delas foram literalmente martirizadas por criminosos em todas as partes do mundo. Considerando o Brasil, o caso Carlinhos, ocorrido há quase 50 anos, é o desaparecimento de maior notoriedade. Expandindo a abrangência para os Estados Unidos, há 2 ocorrências icônicas. Etan Patz e Amber Hagerman. Os sequestros aconteceram no final dos anos 70 e em meados dos anos 90, respectivamente. Na europa, o desaparecimento  da pequena Madeleine McCain, ocorrido no final da década de 2000, é referência entre as crianças de paradeiro ignorado. Destes 4 casos, 2  apresentaram finais trágicos. Os outros não foram concluídos, deixando dúvidas permanentes em relação à vida ou morte dos desaparecidos, diante da falta de pistas, que vão se esvaindo com o  passar do tempo. O quadro gera uma associação direta entre a falta de respostas e o aumento da tensão dos familiares.Um meio no qual imperam suposições e probabilidades,  elementos  contrários às certezas almejadas.



    Em termos de Brasil, o caso Carlinhos, desaparecimento ocorrido em 1973, é o mais marcante. Quase 50 anos depois, o sequestro não teve solução. Certamente pelas falhas nas investigações, um trabalho amador realizado na época, ainda mais se comparado aos procedimentos atuais.  O garoto foi arrebatado dentro de casa, no bairro de Santa Tereza, Rio de Janeiro. Informações desencontradas, conflitos familiares, prisões e o final do casamento dos pais foram parte da história que permanece em aberto. Até hoje não há sinais do menino, na época estava com apenas 10 anos. Vários homens já se apresentaram como o desaparecido, mas exames de DNA provaram o contrário. Embora Carlinhos esteja sendo lembrado aqui como um mártir dentro do contexto das crianças desaparecidas brasileiras, seu corpo, ao contrário de outras crianças que infelizmente tiveram o fim trágico constatado, nunca foi encontrado. Portanto a morte jamais foi confirmada. A citação é vinculada à referência na qual se tornou o menino, dentro da abordagem histórica do caso.  Sem dúvida, qualquer pesquisa ou estudo acerca de crianças desaparecidas no Brasil, terá o nome de Carlos Ramires em seu conteúdo.   






   Etan Patz desapareceu em 25 /5/1979, aos 6 anos. Posteriormente, 4 anos depois, a data veio a ser conhecida como o Dia Internacional da Criança Desaparecida. O menino, que saíra sozinho pela primeira vez,  estava a caminho da escola. Se dirigia a um ponto de ônibus, no bairro de Lower, Nova York,  mas houve algo no trajeto. O garoto jamais chegou ao destino. O desaparecimento teve grande repercussão nos Estados Unidos. Influenciou no movimento por crianças desaparecidas, impulsionando novas leis e procedimentos  para localizar menores que tivessem o paradeiro ignorado. Infelizmente os novos recursos técnicos, nem mesmo as fotos estampadas no verso das caixas de leite, foram insuficientes para se chegar  à localização de Etan. A prova disto é que em 2001 a morte do menino foi oficialmente reconhecida, embora o corpo não tenha sido encontrado. As investigações foram reabertas em 2010. Os resultados apareceram 2 anos depois. Pedro Hernandez, na época do desaparecimento tinha 18 anos e trabalhava em uma bodega da vizinhança, confessou ter sequestrado e matado Etan. Ele conta que abordou o menino na rua. Prometeu uma soda e atraiu a criança para um porão, local em que estrangulou a vítima. O corpo foi jogado no lixo. O argumento da defesa, alegando que o réu assumiu a culpa porque era esquizofrênico, não adiantou. A sentença final veio  em 18/4/2017. O assassino foi condenado à prisão perpétua, mas há possibilidade de deixar o cárcere após cumprir 25 anos.




     Amber Hagerman andava de bicicleta, no Texas, em janeiro de 1996, quando foi arrastada por um estranho para dentro de uma pick-up. Ficou desaparecida por 4 dias. As buscas terminaram quando um homem, que passeava com o cachorro, encontrou o corpo da menina a 12 Km do local do sequestro. Amber, de apenas 9 anos, estava despida e tinha a garganta cortada. O criminoso não foi encontrado. Porém o assassinato brutal teve como consequências a Lei de Proteção à Criança Amber Hagerman, redigida pelo congressista Martin Frost,  a sanção, por parte do presidente Bill Clinton, do projeto de criação do cadastro de criminosos sexuais e o  Alerta Amber. Este último é muito relevante. Ajudou na localização de 767 crianças entre abril e julho de 2015, um curto espaço de tempo. Trata-se de uma rede de comunicação baseada em ações entre o meio público e o privado. Autoridades competentes, veículos de comunicação - emissoras de rádio, canais de TV e internet - atuam no processo de divulgação de crianças desaparecidas.  Além dos Estados Unidos, outros países adotaram o sistema.  México, Holanda Austrália, Canadá, França e Reino Unido são exemplos. Estrutura semelhante, envolvendo as operadoras de telefonia celular, será implantada no Rio de Janeiro em 2021. 



    Outra mártir infantil conhecida mundialmente é a inglesa Madeleine McCann, desaparecida em Portugal. Ela estava hospedada com os pais em um hotel. Em 3/5/2007, o casal deixou a filha, de apenas 3 anos, sozinha no quarto. Saíram para jantar. Quando voltaram não encontraram a criança. Hoje, 13 anos depois, as investigações estão em andamento. Até o envolvimento dos pais foi cogitado e posteriormente descartado. Também apareceram garotas que poderiam ser Madeleine, alarmes falsos. Em 2020, a polícia chegou a  Christian B. Um alemão de 43 anos envolvido com pedofilia. Ele está detido em Kiel. Ele morava na região do Algarve entre 1995 e 2007. Envolvimento com tráfico de drogas e roubo foram outros fatores que levaram o homem a ter mais problemas com a justiça. O progresso nas investigações ainda não trouxe resultados. Até então a criança não foi localizada e indícios apontam para uma possível morte, segundo o  promotor de Braunschweig, Hans Christian Wolters. Porém o corpo não foi encontrado. Por isto a polícia inglesa, parte integrante da equipe de investigação,  ainda trata o caso como desaparecimento.





        

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

DESAPARECIMENTO INFANTIL NO RIO DE JANEIRO

     












 "A criação da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) foi um alento diante do cenário desfavorável. Familiares de desaparecidos, incluindo as crianças, passaram a ter uma referência em relação às ocorrências, contando com um órgão de ação mais específica, setorizada. Trata-se de uma abordagem especializada". 





    O desaparecimento dos 3  meninos de Belford Roxo, Lucas Matheus, Alexandre da Silva e Fernando Henrique, respectivamente 8, 10 e 11 anos de idade, completará 1 mês em 27/1/2021. Até então a polícia não tem conhecimento do paradeiro das crianças. As investigações, responsabilidade da DHBF, correm em meio a vários relatos desencontrados, trotes e informações não comprovadas. Até a versão de que os garotos estão mortos chegou a familiares, porém nada foi confirmado. O dado mais concreto foi a prisão de um suspeito que possuía no celular material de pornografia com menores  e tinha em casa roupas infantis sujas de sangue. A expectativa fica por conta do exame de  DNA. O material genético de familiares dos menores desaparecidos foi coletado. 













      Este caso de Belford Roxo não é uma exceção à regra no Rio de Janeiro. Aqui no Ccdesap  já foram abordadas várias ocorrências sem solução. Há crianças desaparecidas por um longo tempo.  Alguns desaparecimentos já completaram mais de uma década. Outros estão próximos de completar 20 anos. Várias postagens já abordaram este tema. " CRIANÇAS DESAPARECIDAS: MENINAS DO RIO" e "SEQUESTROS EM SÉRIE NO RIO" , ambas publicadas em 2015, são exemplos. Os questionamentos permanecem, principalmente, em relação ao estado em que se encontram as crianças, hoje adultas, no que diz respeito à integridade física. A dúvida de vida ou morte é fato comum nesta situação, ficando ainda mais intensa nos casos não solucionados. Trata-se de um cenário no qual o tempo é o pior inimigo. 










    A criação da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) foi um alento diante do cenário desfavorável. Familiares de desaparecidos, incluindo as crianças, passaram a ter uma referência em relação às ocorrências, contando com um órgão de ação mais específica, setorizada. Trata-se de uma abordagem especializada. A utilização de técnicas como a progressão digital de idade, realizadas pelo Núcleo de Envelhecimento da unidade policial, são um exemplo. Porém esta estrutura ainda não é suficiente para solucionar determinados casos. 









   Um ponto positivo no Rio de Janeiro é que a Fundação para a Infância e Adolescência (FIA) já atuou na localização de mais de 3 mil crianças. Tendo como referência o mês de janeiro de 2021, a entidade divulgou neste período, até o dia 24, a localização de  11 crianças com idade de 8 a 16 anos, desaparecidas entre os dias 11/12/2020 e 22/01/2021. Destaca-se que entre estas ocorrências concluídas houve uma exceção, cuja resolução foi mais demorada. Trata-se de uma menor que tinha o paradeiro ignorado desde setembro de 2019.  A atuação da FIA também ajudou em um caso além das divisas do estado. Uma menina desaparecida em  Belo Horizonte está entre as crianças localizadas.





sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

CRIANÇA DESAPARECIDA: CASO BRAYAN RAAB FONSECA

   



"Brayan Raab Fonseca desapareceu em  19 /6/2017, com apenas 1 ano e 11 meses, prestes a completar 2 anos de idade. Foi avistado pela última vez próximo à casa em que morava, perto do rio Ribeira, no município de Cerro Azul / PR". 






  Brayan Raab Fonseca desapareceu em  19 /6/2017, com apenas 1 ano e 11 meses, prestes a completar 2 anos de idade. Foi avistado pela última vez próximo à casa em que morava, perto do rio Ribeira, no município de Cerro Azul / PR. Ele estava brincando, enquanto os pais trabalhavam com lenha no quintal.  O paradeiro do menino é ignorado há quase 4 anos. 




    A hipótese da criança ter caído no rio foi cogitada. O relato de um vizinho, dizendo ter visto rastros às margens do rio, reforçou a possibilidade. Porém o fato não se confirmou. Várias buscas foram realizadas na região, contando até com cães farejadores do Corpo de Bombeiros, sem êxito. Vale destacar que os trabalhos, comandados pelo capitão Daniel Lorenzetto - Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) -  foram a longo prazo. Duraram cerca de 20 dias, abrangendo as proximidades do rio e a vizinhança.




    O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (SICIRIDE) tem a responsabilidade de investigar o caso. Sem pistas acerca do paradeiro da criança, atualmente deve ter por volta de 4 anos, o site da delegacia especializada expõe a foto do menino, divulgando informações como data e local de desaparecimento, as características físicas do garoto e as roupas que trajava, quando foi avistado pela última vez. Em novembro de 2017, a Polícia Civil do Estado do Paraná emitiu nota sobre o caso.  Destacou a atuação do SICRIDE nas investigações, defendendo que a unidade adotou, "de forma imediata", os procedimentos necessários para a localização de Brayan.



    A mãe de Brayan, katrini Raab, manifestou-se nas redes sociais - página Em Busca de Brayan - , quando o desaparecimento do filho completou 3 anos. Ela escreveu: Hoje faz três anos que nossa vida foi roubada de nós, é impossível explicar a dor da saudade, só quem está na mesma situação sabe, são dias de noite de uma dor que não tem remédio onde a única cura é a morte, mas ao seu redor existem pessoas que precisam de você que dependem e você, então você tenta ser forte, mas de repente você desaba , você não vê mais a luz no fim do túnel então você começa a viver por viver, vive pelos outros não mais por você".




      

    

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

MENINOS DE BELFORD ROXO: COLETA DE MATERIAL GENÉTICO DAS MÃES

 



"As investigações continuam. O envolvimento de traficantes é considerado e várias diligências já foram realizadas. Também foram checadas imagens em câmeras de segurança, mas não houve êxito. A expectativa fica por conta do resultado do exame de DNA, focando as roupas sujas de sangue encontradas com o suspeito". 



    

     As roupas infantis sujas de sangue, encontradas na casa do suspeito de envolvimento no sumiço dos 3 meninos de Belford Roxo/RJ, - Lucas Matheus, Alexandre e Fernando Henrique - podem trazer novas pistas para o caso. O material genético das mães será coletado para confirmar, via exame de DNA, se o sangue é das crianças.  A possibilidade aumenta a tensão dos familiares, ainda mais que, até então, não surgiram indícios que apontassem para uma provável localização dos menores.







    Desde o dia 27/12/2020, data do desaparecimento dos meninos, informações falsas e trotes chegaram aos familiares dos desaparecidos e à polícia. Relatos de avistamento dos meninos em vários lugares, Baixada Fluminense, passando pela zona oeste e chegando ao centro do Rio, não foram confirmados. Até uma suposta fotografia dos 3 garotos em um ônibus foi exposta nas redes sociais, mas não há certeza se as crianças da foto são eles. 





    A demora na localização traz à tona mais incertezas. A possibilidade de morte das crianças passou a ser cogitada. A mãe do menino Fernando Henrique não descarta a hipótese. A Avó dos primos Lucas Matheus e Alexandre teve acesso a uma versão não confirmada de que os netos foram baleados pelas costas, quando fugiam, após a tentativa de roubarem um pássaro. Neste mesmo episódio, o garoto Fernando Henrique teria sido vítima de pauladas.





    A polícia não confirma estes fatos. As investigações continuam. O envolvimento de traficantes é considerado e várias diligências já foram realizadas. Também foram checadas imagens em câmeras de segurança, mas não houve êxito. A expectativa fica por conta do resultado do exame de DNA, focando as roupas sujas de sangue encontradas com o suspeito. Este, sem dúvida, pode ser um divisor de águas na apuração dos fatos, aproximando o caso de um desfecho.