sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O FUTEBOL E AS CRIANÇAS DESAPARECIDAS

    



A ação inédita , envolvendo futebol e crianças desaparecidas, foi parte da campanha - desenvolvida pela agência de publicidade Kempertrautmann,  para a instituição Initiative Vermisste Kinder -  "Alemanha, Ajude a me Achar".



          *Confira o abaixo - assinado clicando no link : http://www.abaixoassinadobrasil.com.br/

      O futebol é o esporte mais popular do mundo. É praticado por milhões de pessoas em vários países, ganhando adeptos, diariamente, em todos os continentes. Este apelo junto aos povos do globo, incluindo ricos e pobres, viabiliza a maior proximidade dos torcedores em relação a variadas ações ligadas a clubes e seleções, contando com a paixão interminável do público alvo. Baseado neste princípio, o Bayern de Munique, referência do futebol alemão, inovou e, priorizando o lado humano em um meio extremamente profissional, trouxe para dentro de campo o drama das crianças desaparecidas. O fato memorável ocorreu em 2010, antes de uma partida contra o Real Madrid da Espanha.

    

      A ação inédita , envolvendo futebol e crianças desaparecidas, foi parte da campanha - desenvolvida pela agência de publicidade Kempertrautmann,  para a instituição Initiative Vermisste Kinder -  "Alemanha, Ajude a me Achar". Jogadores do Bayern  entraram em campo acompanhados por crianças, exceto o então capitão da equipe alemã, o volante holandês Mark van Bommel. Ele trazia nas mãos um pôster com a foto de uma criança desaparecida desde 1996. Era a menina Deborah Sassen. A manifestação foi tocante, a ponto de levar às lágrimas o jogador, mexendo também com a emoção dos torcedores presentes no estádio.



  
  Vídeo da campanha "Alemanha, Ajude a me Achar" 



  Segundo divulgou, na época, o site Clube da Criação, especializado em publicidade,  a campanha "Alemanha Ajude a me Achar" era voluntária, tendo como base o apoio nas redes sociais. Portanto, o engajamento das pessoas contra o desaparecimento infantil era a mola mestra capaz de impulsionar a disseminação desta propaganda. O objetivo era viralizar o conteúdo da campanha na grande rede e conseguir o máximo de apoio dos internautas. O resultado foi satisfatório. No primeiro dia de campanha a Fan Page, no Facebook, alcançou mais de 2.200 membros. Vale destacar que um brasileiro teve participação importante neste trabalho.Bruno Luglio era o diretor de arte da Kempertrautmann em 2010. 





       No Brasil, o país do futebol,   a paixão pelos clubes e pela seleção brasileira ultrapassa os limites da normalidade. Os campeonatos regionais e nacionais levam, por ano, milhões de pessoas aos estádios. Cada partida de futebol é um evento de massa. O cenário seria propício para uma ação social focando o desaparecimento infantil.Valeria muito seguir o exemplo do futebol alemão e trazer algo semelhante para os gramados tupiniquins, contando também com a adesão das redes sociais. Se em cada rodada da Copa do Brasil ou do Campeonato Brasileiro,  um clube entrasse em campo exibindo fotos  de crianças desaparecidas, sem dúvida, seria uma grande ajuda para a causa.Traria resultados positivos, dando fim ao sofrimento de muitas famílias.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

CASO STEFANI VITÓRIA ROCHINSKI

         





          As buscas por Stefani começaram com o auxílio de amigos e parentes A família deu por falta da menina, ela retornava do colégio por volta do meio-dia, e resolveu procurá-la por conta própria. A constatação de que a criança não estava no trabalho da mãe foi a confirmação de que algo anormal havia acontecido.





     Stefani Vitória Rochinski, desapareceu aos 10 anos, no dia 4 de maio de 2012, em Porto Amazonas, Paraná. Ela saiu de casa por volta das 6h e 30 da manhã para ir à escola e não voltou para casa. Naquela sexta-feira,  Stefani nem chegou ao Colégio Estadual Coronel Amazonas, onde cursava a 5ª série do Ensino Fundamental. Segundo alguns relatos, a garota foi avistada pela última vez nas proximidades do colégio acompanhada por uma mulher loira. A estudante não entrou em sala de aula, na ocasião, conforme informaram  ao irmão de Stefani, Ednildo Rochinski,  alunos e professores.
     
     

     As buscas por Stefani começaram com o auxílio de amigos e parentes A família deu por falta da menina, ela retornava do colégio por volta do meio-dia, e resolveu procurá-la por conta própria. A constatação de que a criança não estava no trabalho da mãe foi a confirmação de que algo anormal havia acontecido. Sem êxito na procura pela garota, foi necessário avisar à policia e ao Conselho Tutelar. Além da polícia de Porto Amazonas, o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas  - SICRIDE - também assumiu as investigações sobre o desaparecimento da menor.



       Os cães farejadores da polícia seguiram o trajeto que Stefani estava acostumada a fazer todas as manhãs para ir ao colégio. Os cachorros detectaram sinais da menina na casa de um vizinho. O suspeito foi levado para uma delegacia em Ponta Grossa e teve a prisão preventiva decretada. A falta de provas que ligassem o homem ao desaparecimento da criança permitiu que ele fosse liberado posteriormente. Deste modo, o foco passou a ser a mulher desconhecida vista com Stefani nos arredores do colégio em que a menina estudava. Os indícios do envolvimento desta desconhecida no sumiço da menor ganharam ainda mais força com os depoimentos de algumas testemunhas, que relataram ter visto Stefani em 2 carros, na região de Porto Amazonas, ambos dirigidos por mulheres. A provável sequestradora contava com uma cúmplice.





      Em maio de  2015, 3 anos após o desaparecimento de Stefani, os pais da criança não perdem a esperança de encontrá-la. A presença de uma nova delegada à frente do caso trouxe novas expectativas.  Edgar Rochinski, pai de Stefani, afirmou ao site G1: "A fé em Deus é o que nos mantém em pé. Estamos sempre orando, esperando por uma notícia." A mãe da menina, Zenilda Rochinski, diz aposta em um final feliz para o caso e elogia o empenho da polícia no processo investigativo. Ela declara: "A gente confia no trabalho deles e acreditamos que vai dar tudo certo." Infelizmente, apesar do otimismo dos familiares e das mudanças no comando das investigações, o caso Stefani permanece estagnado. Até então não há novas pistas sobre o paradeiro da garota.


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

CASO FLAVINHO










Flávio Henrique da Silva, o Flavinho, desapareceu aos 2 anos de idade em Peixoto Azevedo, no Mato Grosso. Em 18 de janeiro de 2015, ele estava no sítio do avô, onde foi avistado pela última vez, acompanhado pelos pais e por outros familiares.






 Flávio Henrique da Silva, o Flavinho, desapareceu aos 2 anos de idade em Peixoto Azevedo, no Mato Grosso. Em 18 de janeiro de 2015, ele estava no sítio do avô, onde foi avistado pela última vez, acompanhado pelos pais e por outros familiares. O pastor evangélico Flávio da Conceição Silva, pai do menino, atribuiu o desaparecimento do filho a um descuido. Ele declarou ao site G1: “Nós estávamos na casa e descuidamos dele por uns 10 minutos. Começamos a procurar por todo lado. Fiquei procurando de moto  até a madrugada. Daí começou a chover e parei.”
     






     Os bombeiros e a polícia também participaram das buscas. No dia seguinte ao sumiço de Flavinho, parentes e amigos, aproximadamente 50 pessoas, ajudaram na procura da criança. A família também espalhou vários cartazes com a foto do garoto pela região. O empenho não adiantou. Tudo leva a crer que Flavinho foi levado por algum carro que passava por uma estrada próxima ao sítio. Outra hipótese levantada foi a possibilidade do garoto ter sido atropelado, nesta mesma estrada,  e o autor do crime ter escondido o corpo. Também cogitou-se o ataque mortal de algum animal.





      Em abril, o site Olhar Cidade noticiou que as investigações policiais para encontrar o paradeiro de Flavinho não estavam correspondendo às expectativas da família. Parentes do menor desaparecido consideraram que  a apuração do desaparecimento do garoto estava lenta. Testemunhas deixaram de ser ouvidas e denúncias foram ignoradas. Este procedimento dos investigadores deixou indignados não só familiares da criança, como também as autoridades da Secretaria de Segurança Pública e políticos, que exigem respostas. A situação se agrava ainda mais com os rumores de que o caso será encerrado.




     A lentidão no processo investigativo levou os familiares de Flavinho a buscarem  outras alternativas para reencontrar o desaparecido. A página Procura-se Flavinho é uma tentativa de obter novas informações sobre o paradeiro da criança via internet. Seguindo a mesma linha de sites dedicados a outras crianças desaparecidas, o espaço é destinado à divulgação de fotos do garoto e à publicação de reportagens e vídeos sobre o caso.  A atualização mais recente foi em 19 de abril. Diante da falta de resultados nas investigações, causada pela morosidade das autoridades competentes, a postagem pede ajuda a Luciano Huck, alimentando a esperança de que o apresentador possa fazer uma reportagem sobre o desaparecimento de Flavinho em seu programa de televisão.


*Próxima atualização, quarta-feira.





sábado, 5 de setembro de 2015

O BRT RIO E AS CRIANÇAS DESAPARECIDAS


  



 A presença da FIA nesta parceria com o BRT Rio também é um indício de bons resultados. Os 2857 casos  de crianças desaparecidas solucionados deixam claro  que a instituição, atuante em várias vertentes sociais, realiza esforços que podem render frutos, viabilizando a reintegração dos menores às famílias.











      O BRT Rio em parceria com a Fundação da Infância e Adolescência do Governo do Estado do Rio de Janeiro (FIA) está divulgando fotos de crianças desaparecidas. Vários cartazes serão expostos nas redes sociais, aproveitando os mais de 180 mil seguidores. A campanha é identificada pela hashtag #BRTCidadão. O objetivo, além de diminuir a angústia de várias famílias, é conseguir o máximo de compartilhamentos, colaborando na divulgação de casos de desaparecimento infantil. Deste modo, a elucidação das ocorrências é facilitada. Trata-se de uma ação direta contra o desaparecimento de crianças no Rio.







 Entre as crianças desaparecidas mostradas nas fotografias estão Leandro Zacarias Otávio, desaparecido em março deste ano e dado como localizado no site SOS Crianças Desaparecidas, e Ana Gabriela da Silva Vieira, desaparecida 1 mês antes. A menina permanece com  paradeiro ignorado. Não há informações sobre a menor desaparecida. Até então, as investigações não trouxeram novos dados. Tudo gira em torno de hipóteses, acentuando as incertezas que pairam sobre o caso. A situação instável, um fato comum  neste cenário enevoado, só aumenta a tensão dos familiares que vivenciam o drama.






  Caso proceda, a notícia da localização de Leandro Zacarias Otávio é um resultado positivo  e uma prova de que nem todos os casos de crianças desaparecidas têm um final trágico. Embora seja dado como localizado no SOS Crianças Desaparecidas , o  jovem aparece na primeira peça desta campanha #BRTCidadão, que é mais um recurso importante na busca por crianças e adolescentes com paradeiros ignorados. A população apoia a iniciativa. A prova disto é que o cartaz de Leandro teve 85 compartilhamentos apenas nas primeiras 24 horas. A tendência é que a adesão popular aumente com a divulgação periódica de novos casos. Isto se confirma com a participação dos internautas em uma outra ocorrência, envolvendo uma criança de 3 anos,  que obteve 147mil visitas , atingindo mais de 800 compartilhamentos.



























A presença da FIA nesta parceria com o BRT Rio também é um indício de bons resultados. Os 2857 casos  de crianças desaparecidas solucionados deixam claro  que a instituição, atuante em várias vertentes sociais, realiza esforços que podem render frutos, viabilizando a reintegração dos menores às famílias. Este tipo de atitude somada a outras de igual importância - a criação da DDPA, uma unidade de polícia especializada em casos de desaparecimentos é um exemplo -  pode trazer evoluções significativas, aumentando as chances de êxito nas investigações relacionadas aos casos de desaparecimento infantil.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

CASO BRUNA MARQUES MELO

    


  Hoje, praticamente, 6 anos após o sumiço de Bruna, as dúvidas continuam. O paradeiro da garota permanece ignorado. As investigações policiais não trouxeram novidades. A página Todos Juntos por Bruna Marques é mais um recurso utilizado para tentar localizar a menina.






     Bruna Marques Melo desapareceu em Frutal, Minas Gerais, aos 4 anos de idade. Não há sinais da menina desde o dia 23 de outubro de 2009.  Ela brincava na porta de casa com amigos da mesma idade e o irmão gêmeo, por volta das 14 horas e 30 minutos, quando passou na rua um carro de som, anunciando a chegada de um circo à cidade. As crianças receberam convites e entraram em casa para mostrar o brinde à mãe de Bruna, Joseli Melo. A menina não estava junto com o grupo. Joseli foi até a porta buscá-la. Encontrou apenas a bicicleta embaixo de uma árvore. Nenhum vestígio da filha.
    




     Ciente de que algo estava errado, Joseli pediu ajuda aos vizinhos. Aproximadamente 80 pessoas procuraram por Bruna em toda a cidade. A grande mobilização da comunidade não adiantou. Infelizmente, apesar dos esforços, a criança não foi encontrada. A única pista foi o relato de uma pessoa que disse ter visto a menina entrando em um carro preto parado próximo ao local em que ela brincava. A repercussão do desaparecimento da garota fez com que informações sobre o paradeiro da criança chegassem de todas as partes do Brasil, mas nenhuma denúncia levou a polícia à localização exata da menor desaparecida.



         Uma das hipóteses levantadas é que ciganos, eles acampavam nas proximidades da região em que estava o circo, sequestraram Bruna. A mãe da menina afirma que chegou a seguir o grupo por algum tempo, mas não encontrou a menor com os suspeitos. Esta cogitação é reforçada pelo relato de uma tia da desaparecida. Hilda Muniz Souza de Melo afirma que o irmão dela identificou Bruna entre 6 crianças ciganas na cidade de Brasnorte, 4 meses após o desaparecimento. Estavam sob os cuidados de uma mulher com dentes de ouro. Posteriormente, Hilda se aproximou desta cigana sob o pretexto de ler a sorte. Alarmada, os traços comuns entre a tia e Bruna evidenciam o parentesco,   a mulher avisou ao grupo, que deixou a cidade. A polícia local alertou outros municípios e a Polícia Rodoviária Federal, mas ninguém foi encontrado.






       Hoje, praticamente, 6 anos após o sumiço de Bruna, as dúvidas continuam. O paradeiro da garota permanece ignorado. As investigações policiais não trouxeram novidades. A página Todos Juntos por Bruna Marques é mais um recurso utilizado para tentar localizar a menina. O espaço descreve a história do desaparecimento da menor e expõe várias fotos da criança, abordando o desaparecimento infantil e as suas causas, fazendo referência, inclusive, ao tráfico humano. A divulgação de eventos relacionados às crianças desaparecidas e vídeos com reportagens ligadas ao assunto buscam dar fim ao drama da família de Bruna e de muitas outras famílias brasileiras, que convivem, diariamente, com as incertezas em relação ao paradeiro de seus filhos desaparecidos.


*Próxima atualização, sábado.
    

terça-feira, 1 de setembro de 2015

CASO LUKAS WESLEY








 O desamparo da família de Lukas demonstra o quanto o Brasil ainda precisa evoluir no que diz respeito à assistência prestada aos familiares de desaparecidos. Tanto em âmbito estadual como em âmbito federal é preciso dar um suporte às pessoas que passam a lidar com este quadro atípico, ter um parente desaparecido, por meio de programas de grande abrangência que envolvam não só a estrutura dos trabalhos investigativos, como também o auxílio psicológico e até social aos envolvidos neste drama.




     Lukas Wesley da Silva desapareceu, aos 3 anos, em 23/09/2012, no bairro Jardim Tango, em São Paulo. Ele desapareceu enquanto seguia, sozinho, da casa de sua mãe para a casa da tia. Os endereços são próximos, a distância é menor do que 30 metros,  localizados na mesma calçada. O desaparecimento ocorreu por volta das 19 horas de um domingo. Sem câmeras de segurança na vizinhança, as dúvidas sobre o destino do garoto aumentam. Um menor de idade, 12 anos, que foi visto por uma testemunha acompanhando  Lukas, foi pego pela polícia e confessou ter matado a criança. Também  disse que jogou  o corpo em um córrego. O cadáver, até então, não foi encontrado. Além disto, o  suposto assassino afirmou em depoimento que abusou sexualmente de Lukas.  A mãe da criança  desaparecida, Cíntia da Silva Barbosa, contesta este relato, pois o jovem apontado como culpado tem problemas mentais.
     




       Cíntia acredita que o filho foi sequestrado e vendido. Através de uma denúncia, tomou ciência de que o garoto Lukas foi entregue a uma mulher, conhecida como Severina, para ser negociado. Segundo ela, a polícia não demonstrou empenho nas buscas, chegando ao ponto de tentar se inteirar do caso por meio de informações obtidas junto a familiares de Lukas, quando estes se dirigiam à delegacia para saber novidades sobre as investigações, surpreendentemente,  já arquivadas. A situação gerou protestos da família. A página Queremos Lukas Wesley da Silva de Volta , espaço dedicado ao caso Lukas, expõe várias reclamações e questionamentos sobre esta atitude. A indiferença das autoridades faz a mãe da criança sentir-se injustiçada. Em relação aos policiais, ela diz: "Eles não fazem nada para ajudar a gente." 
     



      Diante do entrave nas investigações,  Cíntia chegou a escrever, via e-mail,  para a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e para o Ministério Público de São Paulo pedindo a reabertura do caso de seu filho. A mensagem - publicada no site do Desaparecidos do Brasil - possui várias contestações em relação ao arquivamento do caso Lukas Wesley, argumentando, por meio de uma longa explanação,  que este procedimento não foi uma atitude correta. Em um dos pontos a mãe do menor desaparecido cita o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e destaca  a Lei da Busca |Imediata. Infelizmente, nenhuma providência foi tomada e o caso continua arquivado. A polícia leva em consideração a versão que dá o menino como morto, embora o corpo não tenha sido encontrado. 

    


       O desamparo da família de Lukas demonstra o quanto o Brasil ainda precisa evoluir no que diz respeito à assistência prestada aos familiares de desaparecidos. Tanto em âmbito estadual como em âmbito federal é preciso dar um suporte às pessoas que passam a lidar com este quadro atípico, ter um parente desaparecido, por meio de programas de grande abrangência que envolvam não só a estrutura dos trabalhos investigativos, como também o auxílio psicológico e até social aos envolvidos neste drama. Vale destacar que os casos de desaparecimentos que incluem  crianças, merecem uma atenção maior, a partir do momento em que a vítima apresenta uma estrutura física mais frágil, limitando as suas alternativas de defesa contra um agressor mais forte. Por isto, a agilidade por parte da polícia é essencial ao extremo para aumentar as chances de êxito nas investigações.


        *Próxima atualização, quinta-feira.
      
           
         


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

CASO EMILLY FERRARI




   


    Emilly Ketlen Ferrari Campos desapareceu aos 7 anos em Rio Pardo, Minas Gerais, no dia 4 de maio de 2013. Ela brincava na porta de casa quando sumiu. Ninguém viu o que aconteceu. A criança “evaporou”, levando embaixo do braço uma bonequinha, sem deixar pistas. 
















      Emilly Ketlen Ferrari Campos desapareceu aos 7 anos em Rio Pardo, Minas Gerais, no dia 4 de maio de 2013. Ela brincava na porta de casa quando sumiu. Ninguém viu o que aconteceu. A criança “evaporou”, levando embaixo do braço uma bonequinha, sem deixar pistas. As investigações da polícia não trouxeram respostas. Nem a chegada de policiais da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD), de Belo Horizonte , ajudou a elucidar o mistério. O caso, considerado pela polícia uma prioridade, envolvia uma criança de 7 anos, era classificado pelos investigadores como atípico para uma cidade de pequeno porte como Rio Pardo.












     O desaparecimento da pequena Emilly mobilizou familiares, amigos e a sociedade em geral. Movimentos pela volta da menina ao lar surgiram nas redes sociais e nos sites especializados em pessoas desaparecidas. Cartazes com fotos da criança tomaram a rede mundial dos computadores e uma manifestação, realizada no dia 15 de março de 2013,  parou a cidade de Rio Pardo, até o comércio fechou, contando com a participação de mais de mil pessoas, que apelavam pelo retorno da menor aos braços da mãe. Infelizmente, o ato foi em vão. Emilly não apareceu. Nem uma recompensa de R$ 5 mil oferecida pela família da garota e outra de R$ 50 mil, oferecida por um empresário , caso alguém desse alguma informação sobre o paradeiro da criança,  trouxe novidades.






     Em julho de 2013, os rumos da investigação do caso Emilly foram discutidos em uma audiência pública.  O evento foi organizado, em Rio Pardo, pelas Comissões de Segurança Pública e de Direitos Humanos da Assembléia de Minas Gerais. A reunião foi um pedido dos cidadãos locais, que clamavam por uma resposta em relação ao paradeiro da menina desaparecida.  Uma das participantes foi a então delegada titular do caso. A Dra. Cristina Coeli Maçon descartou as suspeitas sobre um possível envolvimento do pai de Emilly no sequestro da filha. Foi comprovado que no horário do desaparecimento, o corretor  Leandro Campos estava em Taboeiras. Ela também destacou o surgimento de uma nova linha de investigação, mas não quis dar maiores detalhes. Vale destacar que, aproximadamente, 50 pessoas foram ouvidas no inquérito.
















      Hoje, 2 anos após o desaparecimento, a família busca chamar a atenção para a ausência da menina, através de ações nas redes sociais. A página "Unidos por Emilly Ferrari Campos" publica fotos da criança, foca o desaparecimento infantil e divulga eventos relacionados ao assunto. A polícia continua as investigações, mas não tem pistas. O delegado regional de Montes Claros, Giovani Siervi, está à frente do caso. Através de assessores, ele informou que a Polícia Federal e a Interpol estão auxiliando nos trabalhos investigativos, verificando fronteiras. O sistema da Polícia Civil também está sendo checado. A elucidação do caso parece distante. Por isto,  mãe da criança, Tatiane Gomes, pede ajuda ao povo. Ela disse ao G1: Fica parecendo que é um caso sem solução, depende da população para me ajudar. É um mundo tão grande.”      







Próxima atualização, terça-feira.