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sábado, 14 de março de 2026

REUNIÃO CDH - DEBATE DE DESAPARECIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES - PARTE 3 FINAL

     




    A série da reunião do CDH chega à postagem final, trazendo o depoimento de 2 convidados e 2 familiares de crianças desaparecidas, contando suas experiências de vida, através de um convívio diário com o desaparecimento de uma neta e de um filho, casos ocorridos no Pará e no Rio de Janeiro, abordados na audiência presidida pela senadora Damares Alves (Republicanos / DF).


José Angelo Pamplona, ex -conselheiro tutelar e professor




Marinete Moraes Lopes, avó de Elisa Ladeira








               Fábio Peres Peixoto - Diretor do Instituto Cultural Shelter






 Marize Araújo, mãe de Edson Davi da Silva Almeida





quarta-feira, 9 de setembro de 2015

CASO STEFANI VITÓRIA ROCHINSKI

         





          As buscas por Stefani começaram com o auxílio de amigos e parentes A família deu por falta da menina, ela retornava do colégio por volta do meio-dia, e resolveu procurá-la por conta própria. A constatação de que a criança não estava no trabalho da mãe foi a confirmação de que algo anormal havia acontecido.





     Stefani Vitória Rochinski, desapareceu aos 10 anos, no dia 4 de maio de 2012, em Porto Amazonas, Paraná. Ela saiu de casa por volta das 6h e 30 da manhã para ir à escola e não voltou para casa. Naquela sexta-feira,  Stefani nem chegou ao Colégio Estadual Coronel Amazonas, onde cursava a 5ª série do Ensino Fundamental. Segundo alguns relatos, a garota foi avistada pela última vez nas proximidades do colégio acompanhada por uma mulher loira. A estudante não entrou em sala de aula, na ocasião, conforme informaram  ao irmão de Stefani, Ednildo Rochinski,  alunos e professores.
     
     

     As buscas por Stefani começaram com o auxílio de amigos e parentes A família deu por falta da menina, ela retornava do colégio por volta do meio-dia, e resolveu procurá-la por conta própria. A constatação de que a criança não estava no trabalho da mãe foi a confirmação de que algo anormal havia acontecido. Sem êxito na procura pela garota, foi necessário avisar à policia e ao Conselho Tutelar. Além da polícia de Porto Amazonas, o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas  - SICRIDE - também assumiu as investigações sobre o desaparecimento da menor.



       Os cães farejadores da polícia seguiram o trajeto que Stefani estava acostumada a fazer todas as manhãs para ir ao colégio. Os cachorros detectaram sinais da menina na casa de um vizinho. O suspeito foi levado para uma delegacia em Ponta Grossa e teve a prisão preventiva decretada. A falta de provas que ligassem o homem ao desaparecimento da criança permitiu que ele fosse liberado posteriormente. Deste modo, o foco passou a ser a mulher desconhecida vista com Stefani nos arredores do colégio em que a menina estudava. Os indícios do envolvimento desta desconhecida no sumiço da menor ganharam ainda mais força com os depoimentos de algumas testemunhas, que relataram ter visto Stefani em 2 carros, na região de Porto Amazonas, ambos dirigidos por mulheres. A provável sequestradora contava com uma cúmplice.





      Em maio de  2015, 3 anos após o desaparecimento de Stefani, os pais da criança não perdem a esperança de encontrá-la. A presença de uma nova delegada à frente do caso trouxe novas expectativas.  Edgar Rochinski, pai de Stefani, afirmou ao site G1: "A fé em Deus é o que nos mantém em pé. Estamos sempre orando, esperando por uma notícia." A mãe da menina, Zenilda Rochinski, diz aposta em um final feliz para o caso e elogia o empenho da polícia no processo investigativo. Ela declara: "A gente confia no trabalho deles e acreditamos que vai dar tudo certo." Infelizmente, apesar do otimismo dos familiares e das mudanças no comando das investigações, o caso Stefani permanece estagnado. Até então não há novas pistas sobre o paradeiro da garota.


sábado, 5 de setembro de 2015

O BRT RIO E AS CRIANÇAS DESAPARECIDAS


  



 A presença da FIA nesta parceria com o BRT Rio também é um indício de bons resultados. Os 2857 casos  de crianças desaparecidas solucionados deixam claro  que a instituição, atuante em várias vertentes sociais, realiza esforços que podem render frutos, viabilizando a reintegração dos menores às famílias.











      O BRT Rio em parceria com a Fundação da Infância e Adolescência do Governo do Estado do Rio de Janeiro (FIA) está divulgando fotos de crianças desaparecidas. Vários cartazes serão expostos nas redes sociais, aproveitando os mais de 180 mil seguidores. A campanha é identificada pela hashtag #BRTCidadão. O objetivo, além de diminuir a angústia de várias famílias, é conseguir o máximo de compartilhamentos, colaborando na divulgação de casos de desaparecimento infantil. Deste modo, a elucidação das ocorrências é facilitada. Trata-se de uma ação direta contra o desaparecimento de crianças no Rio.







 Entre as crianças desaparecidas mostradas nas fotografias estão Leandro Zacarias Otávio, desaparecido em março deste ano e dado como localizado no site SOS Crianças Desaparecidas, e Ana Gabriela da Silva Vieira, desaparecida 1 mês antes. A menina permanece com  paradeiro ignorado. Não há informações sobre a menor desaparecida. Até então, as investigações não trouxeram novos dados. Tudo gira em torno de hipóteses, acentuando as incertezas que pairam sobre o caso. A situação instável, um fato comum  neste cenário enevoado, só aumenta a tensão dos familiares que vivenciam o drama.






  Caso proceda, a notícia da localização de Leandro Zacarias Otávio é um resultado positivo  e uma prova de que nem todos os casos de crianças desaparecidas têm um final trágico. Embora seja dado como localizado no SOS Crianças Desaparecidas , o  jovem aparece na primeira peça desta campanha #BRTCidadão, que é mais um recurso importante na busca por crianças e adolescentes com paradeiros ignorados. A população apoia a iniciativa. A prova disto é que o cartaz de Leandro teve 85 compartilhamentos apenas nas primeiras 24 horas. A tendência é que a adesão popular aumente com a divulgação periódica de novos casos. Isto se confirma com a participação dos internautas em uma outra ocorrência, envolvendo uma criança de 3 anos,  que obteve 147mil visitas , atingindo mais de 800 compartilhamentos.



























A presença da FIA nesta parceria com o BRT Rio também é um indício de bons resultados. Os 2857 casos  de crianças desaparecidas solucionados deixam claro  que a instituição, atuante em várias vertentes sociais, realiza esforços que podem render frutos, viabilizando a reintegração dos menores às famílias. Este tipo de atitude somada a outras de igual importância - a criação da DDPA, uma unidade de polícia especializada em casos de desaparecimentos é um exemplo -  pode trazer evoluções significativas, aumentando as chances de êxito nas investigações relacionadas aos casos de desaparecimento infantil.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

CASO BRUNA MARQUES MELO

    


  Hoje, praticamente, 6 anos após o sumiço de Bruna, as dúvidas continuam. O paradeiro da garota permanece ignorado. As investigações policiais não trouxeram novidades. A página Todos Juntos por Bruna Marques é mais um recurso utilizado para tentar localizar a menina.






     Bruna Marques Melo desapareceu em Frutal, Minas Gerais, aos 4 anos de idade. Não há sinais da menina desde o dia 23 de outubro de 2009.  Ela brincava na porta de casa com amigos da mesma idade e o irmão gêmeo, por volta das 14 horas e 30 minutos, quando passou na rua um carro de som, anunciando a chegada de um circo à cidade. As crianças receberam convites e entraram em casa para mostrar o brinde à mãe de Bruna, Joseli Melo. A menina não estava junto com o grupo. Joseli foi até a porta buscá-la. Encontrou apenas a bicicleta embaixo de uma árvore. Nenhum vestígio da filha.
    




     Ciente de que algo estava errado, Joseli pediu ajuda aos vizinhos. Aproximadamente 80 pessoas procuraram por Bruna em toda a cidade. A grande mobilização da comunidade não adiantou. Infelizmente, apesar dos esforços, a criança não foi encontrada. A única pista foi o relato de uma pessoa que disse ter visto a menina entrando em um carro preto parado próximo ao local em que ela brincava. A repercussão do desaparecimento da garota fez com que informações sobre o paradeiro da criança chegassem de todas as partes do Brasil, mas nenhuma denúncia levou a polícia à localização exata da menor desaparecida.



         Uma das hipóteses levantadas é que ciganos, eles acampavam nas proximidades da região em que estava o circo, sequestraram Bruna. A mãe da menina afirma que chegou a seguir o grupo por algum tempo, mas não encontrou a menor com os suspeitos. Esta cogitação é reforçada pelo relato de uma tia da desaparecida. Hilda Muniz Souza de Melo afirma que o irmão dela identificou Bruna entre 6 crianças ciganas na cidade de Brasnorte, 4 meses após o desaparecimento. Estavam sob os cuidados de uma mulher com dentes de ouro. Posteriormente, Hilda se aproximou desta cigana sob o pretexto de ler a sorte. Alarmada, os traços comuns entre a tia e Bruna evidenciam o parentesco,   a mulher avisou ao grupo, que deixou a cidade. A polícia local alertou outros municípios e a Polícia Rodoviária Federal, mas ninguém foi encontrado.






       Hoje, praticamente, 6 anos após o sumiço de Bruna, as dúvidas continuam. O paradeiro da garota permanece ignorado. As investigações policiais não trouxeram novidades. A página Todos Juntos por Bruna Marques é mais um recurso utilizado para tentar localizar a menina. O espaço descreve a história do desaparecimento da menor e expõe várias fotos da criança, abordando o desaparecimento infantil e as suas causas, fazendo referência, inclusive, ao tráfico humano. A divulgação de eventos relacionados às crianças desaparecidas e vídeos com reportagens ligadas ao assunto buscam dar fim ao drama da família de Bruna e de muitas outras famílias brasileiras, que convivem, diariamente, com as incertezas em relação ao paradeiro de seus filhos desaparecidos.


*Próxima atualização, sábado.
    

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O DESAPARECIMENTO INFANTIL E AS MEDIDAS PREVENTIVAS





"Vale destacar que mesmo defasadas, as estatísticas evidenciam  a necessidade de intensificar a atuação do governo  em diversos setores, visando combater o desaparecimento infantil. A tendência é que a atualização dos números revele a necessidade de uma ação ainda mais abrangente do que a projetada com base nos  dados anteriores."





        O Brasil ainda tem muito a evoluir no que diz respeito a política de prevenção contra o desaparecimento de crianças. Haja vista que no país, aproximadamente, 40.000 crianças desaparecem por ano. Vale destacar que este número é apenas uma projeção, pois as estatísticas apresentadas pelo governo federal estão desatualizadas. Portanto a quantidade de crianças e adolescentes com paradeiro ignorado pode ser ainda maior. Para evitar ocorrências futuras é necessária a aplicação de várias medidas preventivas que variam de ações básicas, realizadas pelos próprios pais ou responsáveis dentro de casa,  a atitudes mais complexas, envolvendo políticas voltadas para o contexto  social e para o setor de segurança, ficando ao encargo do governo pôr em prática estes projetos mais elaborados, através do trabalho das autoridades competentes.
      As medidas preventivas básicas, são recomendações simples que podem evitar desaparecimentos futuros de crianças. Alertar os filhos sobre o perigo de conversar com estranhos, aconselhando-os a não aceitar carona ou presentes de quem eles não conhecem é muito válido.Também é importante que a criança saiba o telefone, tendo ciência até do código de área, e o endereço de casa. Ela deve carregar no bolso dados de identificação ou uma carteira de identidade. Não deixar os filhos sozinhos em casa  e acompanhá-los enquanto brincam na rua é outro modo de reduzir as chances de contato com desconhecidos. Evitar aglomerações e andar sempre de mãos dadas com a criança  em vias públicas é mais uma ação preventiva aconselhável. Nem as navegações na internet devem escapar da observação dos adultos. Além destes cuidados, o diálogo entre o responsável e a criança é essencial. Proporciona uma abertura na relação, fortalecendo os laços de confiança entre pais e filhos.
      As políticas de prevenção ao desaparecimento infantil mais abrangentes envolvem um espaço muito maior do que o contexto familiar. Obviamente, vão contar com o auxílio da sociedade, mas a participação maior , neste contexto, cabe ao governo. O campo de ação envolve fatores distintos, mas convergentes, a partir do momento em que o desaparecimento de crianças é um dos pontos comuns entre estes elementos , sendo   uma das suas principais consequências. Estão incluídos neste conjunto  a violência doméstica, a pedofilia,  a dependência química e o tráfico de crianças, este último a principal causa de desaparecimento infantil no Brasil, tem relação direta com a venda de órgãos,  o trabalho escravo infantil, a prostituição infantil e a adoção ilegal. Os itens citados deixam mais do que evidente a necessidade de uma reação por parte do poder público. Dentro deste contexto, o governo precisa intensificar  as atuações nas áreas relacionadas ao social,  à saúde e à segurança. Assim é possível, pelo menos, reduzir os casos de desaparecimento de crianças, evitando futuras ocorrências que resultem em um final trágico.  
      As medidas preventivas são o modo mais eficaz de combater o desaparecimento infantil no Brasil e em qualquer país do mundo. Levando-se em conta o contexto nacional, é preciso ressaltar que a prevenção existe, mas é insuficiente e devido às estatísticas desatualizadas em relação ao assunto, não há um parâmetro definido a respeito da abrangência das ações que devem ser executadas. O fato expõe a falta de planejamento do poder público em todas as esferas, pois qualquer ato efetuado dentro deste cenário nebuloso não estará atingindo o problema em sua origem de forma eficaz. Será apenas um paliativo, porque terá como base  referências ultrapassadas. Vale destacar que mesmo defasadas, as estatísticas evidenciam  a necessidade de intensificar a atuação do governo  em diversos setores, visando combater o desaparecimento infantil. A tendência é que a atualização dos números revele a necessidade de uma ação ainda mais abrangente do que a projetada com base nos dados anteriores.

*Próxima atualização, quarta-feira.