segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

CASO KHATLLYNNY PINHEIRO FERREIRA

     



    " Khatllynny Pinheiro Ferreira desapareceu em Parintins / AM, aos 8 anos de idade, no dia 27/03/2003.  Após a aula, a menina , acompanhada por uma colega, deixou a escola e seguiu para um comércio próximo para comprar sacolés, conhecidos no estado do Amazonas como dindins. Um homem alto e claro, que estava em um triciclo ofereceu carona às crianças. Ambas embarcaram no veículo."



      Khatllynny Pinheiro Ferreira desapareceu em Parintins / AM, aos 8 anos de idade, no dia 27/03/2003.  Após a aula, a menina , acompanhada por uma colega, deixou a escola e seguiu para um comércio próximo para comprar sacolés, conhecidos no estado do Amazonas como dindins. Um homem alto e claro, que estava em um triciclo ofereceu carona às crianças. Ambas embarcaram no veículo. Uma das garotas, ao se aproximar de casa, pediu para descer. Foi atendida pelo estranho. A outra, Khatllynny, seguiu viagem com ele.  Não foi mais vista. Tem o paradeiro ignorado há 17 anos. 




    A mãe de Khatllynny, Cristiane Pinheiro, chegou a recorrer ao governador do Amazonas na época, Amazonino Mendes. Entregou ao político uma carta contando o drama pelo qual estava passando. Porém foi ofendida pelo prefeito local, sendo tachada de louca. Passagem que expõe um descaso das autoridades, comprovado pelo longo tempo de desaparecimento da menina, quase 20 anos. Nem o auxílio de rádios e jornais trouxe resultado positivo ao processo de busca da criança. 




    A página "Desaparecida:Khatllynny Pinheiro Ferreira" , no facebook, é um recurso usado pela família para divulgar o caso, expor em que  circunstâncias ocorreu o fato e possivelmente colher informações acerca da localização da desaparecida, embora as pistas principais não existam mais, devido ao passar do tempo. O que há de mais concreto é a descrição do suspeito e o testemunho da colega de Khatllynny, que descreveu o homem do triciclo como uma pessoa de poucas palavras. 





     Sem respostas para o desaparecimento da criança, em publicação na página dedicada à filha desaparecida, Cristiane Pinheiro fez um desabafo emocionado, no dia 27/03/2020, data em que o sumiço de Khatllynny completou 17 anos. As palavras demonstraram o quanto a incerteza diante do sumiço de uma criança afeta profundamente pais e familiares. " Hoje é um dia de muita tristeza para nós que te amamos muito, minha filha Khatlen, onde encontrar você minha filha amada, como tua irmã diz são tantas perguntas sem resposta para nós(por que, e quem levou ou seja quem raptou minha filha Khatlen e por que) somente Deus pode nos mostrar e dizer quem é porque arrancaram meu tesouro minha filha, um pedaço de mim se foi é uma ferida que não sara e sangra a todo momento".

        

    



    

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

O INSTITUTO GERAL DE PERÍCIA DE LAGES E AS CRIANÇAS DESAPARECIDAS

 


  "A relevância do trabalho do IGP é reconhecida não só em Santa Catarina, como também além dos limites do estado. As artes são feitas retratando imagens de crianças desaparecidas locais, mas pedidos de outros pontos do país chegam à instituição. Nem todas as regiões do Brasil possuem recursos que viabilizem o andamento do processo investigativo de forma independente, sem contar com o auxílio externo".





    Os especialistas em investigações de crianças desaparecidas afirmam que as primeiras horas após o desaparecimento são vitais para o êxito nas buscas. Os sites especializados também seguem esta mesma linha de raciocínio e defendem que as ocorrências mais recentes apresentam maiores chances de um final feliz. Porém isto não determina que os casos mais antigos tenham necessariamente um desfecho triste. O empenho para localizar crianças desaparecidas é contínuo. Uma prova disto é o trabalho de progressão digital.






    No Brasil, vários estados utilizam o recurso da progressão digital. Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Brasília são exemplos. Santa Catarina também está incluída nesta lista. A base dos trabalhos é o Instituto Geral de Perícia de Lages ( IGP). À frente de toda a estrutura montada para estas ações, fundamentais para o processo de busca e localização de crianças desaparecidas, está a papiloscopista Simone Macedo Ramos, conforme mostra a reportagem do site NSC Total .




     A relevância do trabalho do IGP é reconhecida não só em Santa Catarina, como também além dos limites do estado. As artes são feitas retratando imagens de crianças desaparecidas locais, mas pedidos de outros pontos do país chegam à instituição. Nem todas as regiões do Brasil possuem recursos que viabilizem o andamento do processo investigativo de forma independente, sem contar com o auxílio externo. Um exemplo disto é  a progressão digital de Mikelangelo Alves da Silva, desaparecido no Paraná e retratado, via progressão digital, entre os 36 e 38 anos. Atualmente ele esta com 45 anos de idade.


   


     Exemplos de casos de desaparecimento infantil, em Santa Catarina, que contaram com o auxílio dos trabalhos do IGP são as ocorrências envolvendo Elicéia Silveira, Alexandre Felisberto e Emili Miranda Anacleto. A produção destas artes de progressão digital  seguiu um protocolo. Primeiro veio a solicitação oficial de um órgão público,  em seguida o contato com os familiares e uma coleta de dados, que abrange até um estudo de DNA. O último passo foi a utilização do editor de imagem. Os resultados finais tiveram base em vários dados ligados à herança genética, ao estilo de vida e ao envelhecimento natural. Portanto trata-se de um trabalho minucioso que pode durar semanas. Isto ocorre, porque a progressão digital vem a ser um fator determinante para o reconhecimento de uma criança desaparecida, proporcionando o retorno desta ao convívio familiar.





quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

O FUTEBOL ABRAÇA AS CRIANÇAS DESAPARECIDAS

    



"Clubes do futebol brasileiro também abraçaram a causa das crianças desaparecidas realizando inciativas próprias. Têm em suas redes sociais publicações focando o assunto.  Palmeiras - Mascotes Ausentes - , Atlético / MG - Galo Pelas Crianças -  e Coritiba - Eles Fazem Falta - , são os exemplos a serem seguidos".







    O meio do futebol tem realizado ações voltadas para as crianças desaparecidas através dos clubes e das seleções. Um exemplo disto foi a participação do Bayern de Munique, em 2010, na campanha Alemanha Ajude a me Achar. O assunto  foi abordado pelo CCDesap na postagem O FUTEBOL E AS CRIANÇAS DESAPARECIDAS, em setembro de 2015. Trata-se do lado social deste esporte, que apesar de ter assumido um caráter totalmente profissional, ainda tem uma relação humana não apenas com os torcedores mais próximos, como também com a sociedade em geral. O indiscutível apelo popular faz com que os estádios e principalmente, nestes tempos de pandemia, as redes sociais,   sejam  vitrines  ideais para expor o drama do desaparecimento infantil.  








    Neste ano a Roma   expôs fotos de menores desaparecidos ao lado de 11 contratações feitas para reforçar o time na temporada. O resultado foi a localização de 6 crianças. A ação evoluiu para uma parceria entre o clube italiano e o International Centre for Missing and Exploited Children, que originou  o projeto Football Cares. Mais de 200 clubes no mundo, incluindo  brasileiros, aderiram à iniciativa. No dia 25 de maio, Dia Internacional da Criança Desaparecida, as instituições divulgaram vídeos e fotos, no Twitter, visando encontrar crianças desaparecidas. FIFA, Associação de Clubes Europeus(ECA) e Associação de Futebol Argentina (AFA) apoiaram o trabalho, que teve o alcance estimado inicialmente em 150 milhões de pessoas.





     No Brasil, em setembro de 2016, a CBF exibiu, pela primeira vez, nas arquibancadas, fotos de crianças desaparecidas. Antes do início e no intervalo do jogo Brasil x Colômbia, voluntários carregavam cartazes com imagens dos menores. A ação rendeu frutos. Um menino, identificado como Kelvyn, sumido há 2 anos, foi localizado e retornou aos braços da mãe. A campanha, originada a partir de uma parceria com a Fundação para a Infância e Adolescência (FIA),  seguiu adiante e foi incluída, já em 2017, na Semana de Mobilização Nacional para Busca e Defesa da Criança Desaparecida, no período de 25 a 31 de março.

















    Vários clubes do futebol brasileiro também abraçaram a causa das crianças desaparecidas, realizando inciativas próprias. Flamengo e Fluminense fizeram em 2017 o projeto Escalação Solidária, parceria com a FIA, colocada em prática no Dia das Crianças, 12 de outubro. O êxito foi a recuperação de uma criança desaparecida. Luany Cristina dos Santos de Souza foi localizada. Posteriormente a esta ação, que alcançou 8.740.000 pessoas, surgiram movimentos idealizados por outros times. Palmeiras - Mascotes Ausentes - , Atlético / MG - Galo Pelas Crianças -  e Coritiba - Eles Fazem Falta - , são outros exemplos a serem seguidos. As respectivas campanhas também são referências brasileiras no que diz respeito à relação futebol e crianças desaparecidas, considerando a relevância dos trabalhos e o grande número de pessoas que alcançam.  Estas 3 instituições  somam ao todo, só no Facebook, quase 8 milhões de seguidores.






segunda-feira, 30 de novembro de 2020

SICRIDE: PROGRESSÃO DE IDADE DIGITAL

 

    O arquiteto Roberval Coutinho teve papel relevante no desenvolvimento do projeto de Progressão de Idade Digital. O ano de 1990 foi o início de vários trabalhos que desencadearam no processo atual. O Instituto de Criminalística do Estado do Paraná foi a base para viabilizar a evolução do processo. 


                   



*O desaparecimento de Guilherme Caramês Tiburtius foi abordado no CCDesap nas postagens GUILHERME CARAMÊS E JOÃO RAFAEL KOVALSKI  e CRIANÇAS DESAPARECIDAS NO PARANÁ. Ambas foram publicadas em 2015. 








Leandro Bossi tem o paradeiro ignorado desde 1992. O desaparecimento d menino foi assunto de 2 postagens do CCDesap: O CASO LEANDRO BOSSI e CRIANÇAS DESAPARECIDAS NO PARANÁ.





O paradeiro de Ana Paula Padilha dos Santos é ignorado desde janeiro de 2003. O sumiço da criança foi abordado na postagem CASO ANA PAULA PADILHA DOS SANTOS, publicada em novembro de 2020.






*O CASO LUANA DE OLIVEIRA LOPES é a postagem do CCDesap que contou a história do desaparecimento da menina, com apenas 8 anos, na cidade de Florestópolis/PR, em novembro de 2003.



    Os primeiros passos começaram com a utilização de retratos de procurados. Cortes de cabelo foram modificados, barba e bigodes retirados ou acrescentados, permitindo que as fotos não ficassem limitadas a apenas uma referência. O visual de um suspeito poderia ser modificado e era necessário buscar um recurso que acompanhasse este meio de dificultar a identificação por parte da polícia.






*O que aconteceu com Vivian Florêncio? A pergunta sem resposta foi assunto da postagem CADÊ  VIVIAN FLORÊNCIO? O caso também foi citado pelo CCDesap na postagem CRIANÇAS DESAPARECIDAS NO PARANÁ.





Ariele Botelho desapareceu em maio de 2009, aos 2 anos. A postagem CRIANÇAS DESAPARECIDAS NO PARANÁ destacou o desaparecimento da menina.





*Desaparecida desde maio de 2012, Stefani Vitória Rochinski foi o assunto da postagem CASO STEFANI VITÓRIA ROCHINSKI, publicada no CCDesap em 2015. O desaparecimento também foi abordado no post CRIANÇAS DESAPARECIDAS NO PARANÁ.



 

* O caso João Rafael Kovalski foi assunto em 3 postagens do CCDesap, todas publicadas em 2015: GULHERME CARAMÊS E JOÃO RAFAEL KOVALSKI, MAIS DE 1 MILHÃO DE ASSINATURAS POR JOÃO RAFAEL KOVALSKI e CRIANÇAS DESAPARECIDAS NO PARANÁ.



    Somente a partir de 1994,  esta mudança de padrões realizadas nas fotos passaram a ser utilizadas em fotos de crianças desaparecidas. As alterações nas imagens passaram a ser direcionadas para retratar   os menores em idades mais avançadas. Esta ação muito relevante, na época o sumiço de crianças era frequente no estado, foi uma iniciativa do Dr. Antônio Edison Vaz de Siqueira, diretor do Instituto de Criminalística do Estado do Paraná. 



* O Projeto de Progressão de Idade Digital do SICRIDE é o resultado de trabalhos inicados em 1990. A técnica de envelhecimento passou a ser utilizada nas fotos de crianças desaparecidas em 1994.

     A produção de uma arte de progressão digital  tem como base as fotos da criança desaparecida e dos pais. Estes precisam apresentar fotografias nas quais aparecem com  idades variadas. Além destas  referências será feito um estudo do perfil da cabeça da  criança e a partir desta base é feito um desenvolvimento até a idade pretendida, por meio de uma pesquisa ligada a um banco de dados, anteriormente estruturado, com vários formatos de cabeças.  

    



sexta-feira, 27 de novembro de 2020

CASO ANA PAULA PADILHA DOS SANTOS

  



   "O desaparecimento de Ana Paula Padilha dos Santos, aos 7 anos, é uma das ocorrências mais misteriosas relativas ao sumiço de crianças no Paraná. Ela dormia com outras duas irmãs em uma cama de casal, porém pela manhã não havia vestígio da menina na casa. Desapareceu sem deixar pistas."






   O desaparecimento de Ana Paula Padilha dos Santos, aos 7 anos, é uma das ocorrências mais misteriosas relativas ao sumiço de crianças no Paraná. Ela dormia com outras duas irmãs em uma cama de casal, porém pela manhã não havia vestígio da menina na casa. Desapareceu sem deixar pistas. O mais impressionante é que ninguém, tanto os pais quanto as irmãs, viram algo de anormal durante a madrugada de 13 de janeiro de 2003. 




* Ana Paula Padilha dos Santos aos 7 anos e uma progressão de idade digital que mostra a menina aos 24 anos. Desde janeiro de 2003, a criança tem o paradeiro ignorado.


    A reação dos pais, diante da surpresa do desaparecimento, foi procurar a menina pela residência e depois percorrer os locais próximos.  A busca pelo bairro da Lapa  contou com o auxílio da vizinhança e posteriormente da polícia. A área foi toda vasculhada, mas Ana Paula não foi encontrada. O fato aconteceu na cidade de Rio da Várzea / PR. Até hoje, 17 anos depois, o paradeiro de Ana Paula é uma incógnita.





* O desaparecimento de Ana Paula Padilha dos Santos, 17 anos depois, ainda é um caso sem solução.


    O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas, SICRIDE, divulgou imagem com a progressão de idade digital de Ana Paula. A arte passa uma ideia aproximada da aparência atual da menina desaparecida, considerando uma margem de erro de apenas 30%, a partir do momento em que fatores ligados ao estilo de vida influenciam em modificações ocorridas no físico da pessoa. Ela foi retratada aos  24 anos.





* O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas( SICRIDE) é responsável pelas investigações do caso Ana Paula Padilha dos Santos. Ela desapareceu na cidade de Rio da Várzea / PR em 13/01/2003.


    Qualquer informação acerca do paradeiro de Ana Paula Padilha dos Santos deve ser repassada ao SICRIDE. A delegacia especializada da Polícia Civil do Paraná é o órgão responsável pelo caso. Até então, não há resposta sobre o que aconteceu com Ana Paula. As investigações não chegaram à localização da menina e muito menos ao culpado pelo crime.  O desaparecimento da menina permanece sem solução.