sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O CASO LEANDRO BOSSI

      




   Um fato preocupante em relação a este caso são os rumores de que  Leandro Bossi tenha sido sacrificado em um ritual de magia negra. A versão não é confirmada pela polícia e não há indícios, nas investigações oficiais, que apontem para esta triste possibilidade . A prova disto é que o caso continua sendo tratado como desaparecimento, não evoluiu para homicídio, pois uma ossada encontrada com roupas do menino não era dele. Um exame de DNA descartou a hipótese.









      Leandro Bossi desapareceu em 15 de fevereiro de 1992, aos 8 anos de idade. Ele estava  na praia de Guaratuba, no Paraná. O desaparecimento do garoto é um caso emblemático no que diz respeito a desaparecimento Infantil, sendo motivo de  diversas manifestações até os dias atuais nas ruas e nas redes sociais.  Protestos são realizados pelo pai do garoto, João Bossi,  exigindo providências das autoridades responsáveis pelas investigações sobre o sumiço da criança. A agonia pela qual passam os familiares de Leandro é traduzida em uma declaração emocionada de João Bossi. Ele fez um alerta, publicado no site Desparecidos do Brasil,  aos pais de todas as crianças dizendo: "Pais, cuidem mais de seus filhos, porque a dor e muito grande".









     Em 1996, 4 anos após o desaparecimento de Leandro, um menino parecido com ele foi localizado em Manaus. João Bossi e a polícia levaram a criança para o Paraná. O garoto foi submetido a exame de DNA e, infelizmente, foi comprovado que ele não era a criança desaparecida.  O menor, que chegou a morar na casa de João Bossi, foi identificado como Diogo Rodrigo Moreira. A mãe dele, Ângela Moreira se  apresentou no Paraná,  na época, criticando o trabalho da polícia, se prontificando a fazer um exame de DNA que comprovasse seu laço sanguíneo com o garoto. 






    Vários sites na internet especializados na divulgação de crianças desaparecidas expõem fotos de Leandro Bossi e destacam características físicas relevantes na identificação do garoto. A criança tem cabelos castanhos claros, olhos azuis, pele clara e cabelo castanho claro. Também são exibidos vários trabalhos de progressão digital, mostrando a provável aparência de Leandro atualmente. São artes do Projeto de Envelhecimento Digital do SICRIDE, considerado uma referência na área em termos de Brasil, coordenado pelo papiloscopista Roberval Coutinho, um pioneiro neste tipo de técnica. 






     Um fato preocupante em relação a este caso são os rumores de que  Leandro Bossi tenha sido sacrificado em um ritual de magia negra. A versão não é confirmada pela polícia e não há indícios, nas investigações oficiais, que apontem para esta triste possibilidade . A prova disto é que o caso continua sendo tratado como desaparecimento, não evoluiu para homicídio, pois uma ossada encontrada com roupas do menino não era dele. Um exame de DNA descartou a hipótese. O caso permanece sob os cuidados do SICRIDE.  A foto de Leandro aparece, junto com as imagens de outras crianças desaparecidas, na página da delegacia especializada do Paraná. A ocorrência permanece em aberto, o paradeiro da criança, hoje, provavelmente, um adulto, ainda é ignorado, mas apesar do quadro adverso, ainda é levada em conta a possibilidade do garoto estar vivo. 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

PROGRAMA DE LOCALIZAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE DESAPARECIDOS

       








       A atuação do sistema já e considerada pelos membros do MPRJ um fator de grande importância para atender às demandas do órgão em um cenário de aperfeiçoamento contínuo.  O PLID é definido como uma rede neural capaz de demandar e realizar diversas atividades em conjunto com  outras integrantes do sistema,  de um modo menos complexo, que não exija um grande plano de ação, consequentemente, poupando tempo. 










     O Programa de Localização e identificação de Pessoas Desaparecidas, o PLID, é uma iniciativa do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, tendo como base o Programa de Identificação de Vítimas, PIV. Considerado uma inovação,  o sistema tem como prioridade localizar e identificar pessoas desaparecidas, vítimas de crimes ou não. É coordenado pelo Procurador de Justiça Rogério Scantamburlo. Este deixa  clara a satisfação que teve com o êxito do programa em uma declaração publicada no site do MPRJ : "O MPRJ é pioneiro na implantação deste serviço. Os elogios mostram que o NAC do ministério Público do Estado do Rio de Janeiro está no caminho certo: gestão em negócios e tecnologia da informação. Este é o nosso futuro, um caminho sem volta."






      A forma de funcionamento do PLID prima pela praticidade. A rapidez é uma das características do sistema, assim como o baixo custo operacional, comparando-se a outras ferramentas. O trabalho começa pelo atendimento. Este recebe uma demanda. Em seguida há o preenchimento de um formulário online, no qual serão colocadas as características da pessoa desaparecida. Estas informações serão transformadas em um documento eletrônico e enviadas a uma equipe de operadores. Através de diligências específicas, diversas bases de dados serão conectadas, viabilizando ações que esgotem ou identifiquem o vínculo desfeito. Vale destacar que 18 Ministérios Públicos aderiram ao PLID.











      A atuação do sistema já e considerada pelos membros do MPRJ um fator de grande importância para atender às demandas do órgão em um cenário de aperfeiçoamento contínuo.  O PLID é definido como uma rede neural capaz de demandar e realizar diversas atividades em conjunto com  outras integrantes do sistema,  de um modo menos complexo, que não exija um grande plano de ação, consequentemente, poupando tempo. Basta dizer, que uma ação que duraria, normalmente, de meia hora a   1 hora para ser realizada, passou a ser efetuada em apenas 2 minutos. Trata-se de um processo de simplificação que viabiliza maior agilidade na troca de dados entre  os componentes da rede. O êxito é evidente!










     É muito importante  citar os parceiros desta rede que está fazendo a diferença na busca por desaparecidos,no Brasil, inclusive as crianças. Fazem parte da parceria o DETRAN / RJ, o Projeto Caminho de Volta / SP, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, as Polícias Militar e Civil  / RJ, o Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, o Disque-Denúncia, as Mães da Sé / SP, o Conselho Nacional do Ministério Público, a prefeitura do Rio, a REDESAP, entre várias outras entidades, que buscam de alguma forma, contribuir, pelo menos, para a redução dos casos envolvendo desaparecimento de pessoas, principalmente crianças, em todo o território nacional.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

CASOS SEM SOLUÇÃO

      




      Entre os desaparecimentos infantis  ainda não solucionados, que ocorreram recentemente, vários casos já ganharam notoriedade. João Rafael Kovalsky, Emili Miranda Anacleto, Ana Júlia Tomás, Stefani Vitória Rochinsk, Lucas Pereira, Lucas Wesley, Flávio Henrique da Silva, Bruna Marques,  Emily Ferrari, Gisela Andrade, Ana Gabriela da Silva Vieira, Thaís de Lima Barros e Polyanna Katelin da Silva Ribeiro são alguns dos rostinhos que apesar de conhecidos do grande público, ainda não foram encontrados. 











     Os casos de desaparecimentos de pessoas no Brasil são, aproximadamente, 200 mil por ano. Dentro desta quantidade, 40 mil ocorrências, em média, são relacionadas ao desaparecimento de crianças. Dados estatísticos, divulgados pelas autoridades, expõem  que a maioria dos casos de desaparecimento infantil são solucionados. Mas a minoria,  os casos que não foram concluídos, trazem à tona não só o sofrimento dos familiares que buscam o paradeiro das crianças, como também a falta de estrutura do Estado em relação à situação, deixando evidente uma série de falhas estruturais, que reflete, diretamente, no processo investigativo, dificultando, inclusive, a agilidade dos trabalhos, tornando a solução do caso uma possibilidade remota.


























       Em todo o país, algumas instituições voltadas para a causa do desaparecimento de pessoas - muitas possuem entre seus membros familiares de desaparecidos - , focando, principalmente, o desaparecimento infantil,  buscam apurar quais são as lacunas que o sistema deixa e quais as medidas podem ser tomadas para suprir estas necessidades. Este procedimento visa impulsionar as investigações, além de centralizar as atenções na prevenção do problema, a partir do momento em que grande parte das ações tomadas pelas autoridades, levando-se mais em conta as esferas estadual e federal, objetivam  remediar os casos de desaparecimento já consumados, ao invés de prevenir. Isto não quer dizer que a prevenção não exista. Ela é insuficiente, talvez pela complexidade que envolva o contexto preventivo.
















      Uma referência de caso sem solução, no que diz respeito a desaparecimento de criança,  é o sequestro do menino Carlinhos, assunto já abordado neste blog, ocorrido no Rio em 1973. Até hoje, mais de 40 anos depois, não há informações sobre o paradeiro do garoto. Na época a polícia cometeu erros na investigação. A justificativa é que os casos de sequestro eram uma raridade e os profissionais da área tiveram dificuldades para apurar o que aconteceu ao menino.  Em termos de comparação, atualmente, o panorama é outro. A população cresceu. Existem até delegacias especializadas. Os policiais, experientes, contam com uma estrutura, que apesar de não ser  a ideal, evoluiu,  mas  muitas crianças e adolescentes permanecem com paradeiros, completamente, ignorados. Até mesmo a  investigação mais específica está sujeita a percalços, diante da rapidez com a qual surgem novos casos de desaparecimento.









       Entre os desaparecimentos infantis  ainda não solucionados, que ocorreram recentemente, vários casos já ganharam notoriedade. João Rafael Kowalsky, Emili Miranda Anacleto, Ana Júlia Tomás, Stefani Vitória Rochinsk, Lucas Pereira, LucasWesley, Flávio Henrique da Silva, Bruna Marques,  Emily Ferrari, Gisela Andrade, Ana Gabriela da Silva Vieira, Thaís de Lima Barros e Polyanna Katelin da Silva Ribeiro são alguns dos rostinhos que apesar de conhecidos do grande público, ainda não foram encontrados. Vale destacar que independente dos trabalhos policiais, familiares, através de sites especializados e páginas que focam o desaparecimento infantil, juntamente com pessoas que abraçaram a causa das crianças desaparecidas trabalham em um processo de divulgação contínuo, exibindo fotos das crianças desaparecidas em busca de informações que possibilitem  a localização dos menores. É um modo de tentar evitar que estas crianças sejam os "Carlinhos" de hoje.


     



sábado, 14 de novembro de 2015

MÃES EM LUTA

    



 O dia 8 de março de 2005, Dia Internacional da Mulher,  ficou marcado pelo surgimento da Mães em Luta - Associação Nacional de Prevenção e Busca às Pessoas Desaparecidas - , visando complementar os trabalhos dos órgãos e autoridades competentes, suprindo as necessidades que estes, no cumprimento de suas tarefas, não cobrem.





 O dia 8 de março de 2005, Dia Internacional da Mulher,  ficou marcado pelo surgimento da Mães em Luta - Associação Nacional de Prevenção e Busca às Pessoas Desaparecidas - , visando complementar os trabalhos dos órgãos e autoridades competentes, suprindo as necessidades que estes, no cumprimento de suas tarefas, não cobrem. Deste modo, a entidade busca viabilizar  ações que permitam maior agilidade na procura por desaparecidos, inclusive crianças, permitindo que estes retornem ao lar o mais rápido possível. 










    A Mães do Brasil tem como prioridade a prevenção dos desaparecimentos de pessoas. Este processo preventivo tem como base o desenvolvimento de variadas atividades que consistem  na materialização dos projetos propostos. Entre estas importantes medidas podem ser citados o levantamento, junto as delegacias, dos motivos que desencadeiam em um caso desaparecimento, a obtenção de informações em hospitais de pacientes não identificados, o atendimento psicológico a pessoas atingidas pelo desaparecimento de um familiar,  o cadastramento de pessoas que tiveram um familiar desaparecido, além da distinção dos casos de desaparecimento, pois há casos de arrebatamento e há casos em que o desaparecido sai de casa por livre e espontânea vontade.







       Uma referência dos trabalhos do Mães e Luta é o site da entidade, www.maesemluta.org.br. O espaço esclarece qualquer tipo de dúvida a respeito da instituição, divulga os contatos, os objetivos dos trabalhos, além de expor as palestras,  projetos  e medidas preventivas, capazes de, pelo menos, reduzir os casos de desaparecimento de pessoas no Brasil. Um setor do site que merece destaque, comprova o êxito dos trabalhos desenvolvidos pela Mães em Luta. Trata-se do link das pessoas encontradas. Fotos de mais de 20 desaparecidos que retornaram ao lar, inclusive crianças, são expostas. Resultados positivos que devem ser comemorados por fazerem justiça ao empenho da instituição.
















        Vale destacar que o Mães em Luta aceita doações.  O auxílio não fica restrito apenas ao contexto financeiro. A entidade conta com outras opções de ajuda. Alimentos, material de escritório, brinquedos, roupas, móveis, calçados e remédios são alguns dos itens aceitos. Qualquer ajuda é muito bem-vinda. O foco é ter em mãos os meios para  os projetos serem levados adiante. O site da instituição chega a citar a necessidade do auxílio de empresários. Estes podem assumir um papel importantíssimo no processo de divulgação das atividades desenvolvidas nos projetos em andamento. A sede do Mães em Luta fica no Largo do Paissandu, nº 132,  Centro, São Paulo.  O telefone de contato é  (11) 3224 - 0935.

           

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

ONDE ESTÁ TAÍS BERNARDINO DOS SANTOS?

      


   Uma passagem  marcou o caso Taís Bernardino em 2010.  Reportagem veiculada na Rede Record do Rio de Janeiro, no programa Balanço Geral, mostrou uma garota ao fundo, que foi identificada por Marineide como Taís. A semelhança, realmente, impressiona e alimentou a possibilidade da criança estar viva e bem de saúde. 








    Taís Bernardino dos Santos desapareceu em 24 de janeiro de 2006, aos 10 anos, quando saiu para comprar pão e não retornou para casa. A menina morava no Rio de Janeiro, Bairro de Fátima. A família mantém as esperanças de reencontrar Taís e paralelamente às investigações policiais, que até então não esclareceram o que aconteceu  à criança, trabalha na divulgação de fotos da garota e ainda montaram um blog sobre o caso, visando chamar ainda mais a atenção dos internautas sobre a ocorrência. A página Cadê Taís Bernardino, atualizada pela última vez em 13 de junho de 2010, traz informações que podem ajudar na localização do paradeiro de Taís, através de sua identificação.






      O desaparecimento da filha afetou bastante a vida  de Marineide Bernardino dos Santos. O choque com o sumiço de Taís foi tão grande, que ela, empregada doméstica,  ficou um longo tempo sem trabalhar e teve até tuberculose. Vale destacar que a mãe de Taís tem mais 3 filhos. Este cenário mostra o quanto uma família é atingida, devastada por  um caso de desaparecimento. Trata-se de mais uma comprovação que a atuação por parte dos órgãos competentes vai além das investigações policiais  e chega ao contexto que envolve saúde, incluindo o auxílio psicológico, imprescindível neste tipo de situação.





       Uma passagem  marcou o caso Taís Bernardino em 2010. Reportagem veiculada na Rede Record do Rio de Janeiro, no programa Balanço Geral, mostrou uma garota ao fundo, que foi identificada por Marineide como Taís. A semelhança, realmente, impressiona e alimentou a possibilidade da criança estar viva e bem de saúde.  A emissora deu  à mãe de Taís um DVD com as imagens. A menina aparecia ao fundo, brincando com um patinete, durante uma manifestação de porteiros, na praia de Copacabana.
     




         Marineide acredita que a filha foi arrebatada no trajeto entra a casa e a padaria. Tem a convicção de que Taís, hoje com 20 anos de idade, ficou com pena do suposto sequestrador, uma pessoa, provavelmente, conhecida.  Para ela o desejo  de rever a filha é tão grande,  que a apuração dos fatos relacionados ao desaparecimento da filha ficam relegados a segundo, plano. A prioridade é ter a filha, novamente, a seu lado. Seria o fim de um longo período de sofrimento, incertezas e angústias.
       
    
      
      

terça-feira, 10 de novembro de 2015

CADÊ VIVIAN FLORÊNCIO?

       






      Os avós, Luiz Baldino e Marlene Florêncio,  e a irmã de Vivian, Vanessa Florêncio, aguardam uma solução para o caso há 10 anos. Para não fugir à regra, conforme ocorre na maior parte dos outros casos de desaparecimento infantil,  a falta de respostas sobre o sumiço da criança desaparecida gera uma série de dúvidas nos familiares, alimentando o panorama de incertezas que passa a monopolizar a vida das pessoas envolvidas no caso.





   Vivian Cacciatore Florêncio desapareceu desapareceu em 4 de março de 2005 aos 3 anos de idade. A criança estava acompanhada pela mãe,  Maria Emília Cacciatore Florêncio. Ambas foram vistas pela última vez, quando saíam de casa, na Vila Santa Efigênia Barreirinha, em Curitiba, Paraná. As 2 desaparecidas estavam a caminho de um encontro com o provável  pai da menina, o policial militar Edson Prado. O assunto era a pensão alimentícia de Vivian. Após 5 dias sumidas, mãe e filha não davam sinal de vida, o corpo de Maria Emília foi encontrado em uma cova rasa,  no município de Campo Grande. Nenhum vestígio de Vivian foi descoberto. A garota continua sumida. Seu paradeiro é ignorado.











      O caso, até hoje sem solução, está sob os cuidados do SICRIDE  -Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas- unidade especializada em casos de desaparecimento infantil  no Paraná. A foto de Vivian aparece no site do SICRIDE para ajudar na identificação da menina, caso ela seja vista em algum local. Características como os olhos e cabelos castanhos escuros são destacadas, porém a aparência da menor, caso ela ainda esteja viva, modificou-se. Vale destacar que ela desapareceu aos 3 anos de idade e hoje em dia Vivian está com 13 anos. Por isto, a polícia utilizou o recurso da progressão digital, ferramenta muito importante,  que dá uma noção aproximada da aparência atual da pessoa desaparecida há um longo tempo.









      Os avós, Luiz Baldino e Marlene Florêncio,  e a irmã de Vivian, Vanessa Florêncio, aguardam uma solução para o caso há 10 anos. Para não fugir à regra, conforme ocorre na maior parte dos outros casos de desaparecimento infantil,  a falta de respostas sobre o sumiço da criança desaparecida gera uma série de dúvidas nos familiares, alimentando o panorama de incertezas que passa a monopolizar a vida das pessoas envolvidas no caso. Uma  reportagem da TV Record, levada ao ar em março deste ano, deixa isto claro e mostra as formas variadas que cada familiar encontra para lidar com a situação atípica.  Enquanto Vanessa Florêncio mantém a esperança de encontrar Vivian com vida, o avô, Luiz Baldino, já descarta, com muito pesar,  esta possibilidade. A avó, Marlene,  se debruça sobre recordações da neta, como os trabalhinhos feitos na creche.










    O principal suspeito da morte de Maria Emília e do desaparecimento de Vivian é o policial militar Edson Prado, pai da criança. Ele já foi condenado, em 2009, a 18 anos de prisão  por homicídio qualificado, mas a defesa recorreu. Agora, Edson responde pelos crimes em liberdade. O acusado nega qualquer culpa em relação aos atos criminosos e não deu informação alguma sobre o paradeiro de Vivian.  A família de Maria Emília aponta o pai de Vívian como culpado. Luiz Baldino declarou em reportagem da TV Record: "Desde o começo, a gente tinha certeza de que tinha sido ele. Não restava dúvida nenhuma". O fato é que independente das convicções dos familiares das vítimas e dos indícios que recaem sobre Edson,   lacunas ficaram abertas nas investigações policiais. Basta ressaltar que  trabalho investigativo foi incapaz de determinar se Maria Emília e Vivian  chegaram ao local do encontro ou se foram abordadas no trajeto. Estas informações inconclusivas só inviabilizam o fechamento do caso, a ponto de beneficiar o suposto culpado. Não é à toa  que o paradeiro de Vivian não foi descoberto até hoje.        

      
       

           

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

CRIANÇA DESAPARECIDA: GISELA ANDRADE DE JESUS

         






Gisela Andrade de Jesus desapareceu aos 8 anos de idade no Rio de Janeiro. Ela sumiu quando retornava da escola para casa, no Parque da Maré,  em 25 de fevereiro de 2010. Foi vista pela última vez na Avenida Brasil.








Gisela Andrade de Jesus desapareceu aos 8 anos de idade no Rio de Janeiro. Ela sumiu quando retornava da escola para casa, no Parque da Maré,  em 25 de fevereiro de 2010. Foi vista pela última vez na Avenida Brasil. Gisela, que estava acompanhada por amigos, resolveu para em um posto para beber água e disse que seguiria para casa sozinha. Depois disto, o paradeiro da menina é um mistério. Na época, a polícia fez buscas pela criança no trajeto do desaparecimento, aproximadamente 1 km, e ainda procurou por ela nas regiões próximas, além de checar câmeras de segurança da vizinhança,  mas, infelizmente,  nada encontrou. 








      As investigações policiais chegaram a um suspeito em dezembro de 2010. Um homem negro, baixo e de bigode surgia como o possível sequestrador de Gisela. Ele abordou outras 2 crianças, pedindo água. Chegou a entrar na casa das meninas, que eram irmãs, e tetou levar uma delas com ele. Diante da resistência da menor, que tentou inclusive telefonar para a mãe, o suspeito fugiu. O fato ocorreu no mesmo dia em que Gisela sumiu. Denúncias davam conta de que o homem estava em São João de Meriti, mas a polícia não chegou ao procurado e nem à criança desaparecida.






     Outras informações falsas, responsáveis pelo atraso dos trabalhos investigativos, chegaram ao conhecimento do pai de Gisela. Wallace Pinto de Jesus recebeu, em março de 2010, uma denúncia, via telefone, dando conta de que  a garota estava em Anchieta.  Tratava-se de mais uma pista errada. Infelizmente, a apuração da polícia em relação ao caso não teve êxito. A linha de investigação não levantou informações suficientes para viabilizar caminhos que levassem à solução da ocorrência. Haja vista, que até hoje , 5 anos após o desaparecimento da menina, o caso não foi fechado. A falta de respostas sobre o paradeiro da filha  desesperou o pai de Gisela  ao extremo.  A prova disto é que Wallace declarou ao jornal Extra: Peço a Deus para me dar força para não fazer besteira. Está sendo desesperador".








         A mãe de Gisela Andrade foi outra pessoa devastada pelo desaparecimento da filha.  Lenivanda Souza Andrade  declarou à Rede Record, ainda em 2011, que não tinha notícias ou informações concretas sobre a criança. Ela mesma foi ao posto em que a garota foi avistada pela ultima vez, saber se algum funcionário havia notado algo de anormal, mas ninguém percebeu. As testemunhas  viram Gisela sozinha, sem a companhia de nenhum adulto. Tudo leva a crer que ela foi abordada fora do estabelecimento. Muito preocupada, Lenivanda fez um apelo emocionante: "Quem estiver com a minha filha, com a Gisela, que devolva! Onde ela estiver, eu sei que ela está sofrendo! Ela não sabe ficar longe da família dela!"