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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

CASOS SHIR FRIDMAN, DEMETRINHO E MIKELANGELO ALVES DA SILVA


*Demétrio  Arruda Filho, o Demetrinho, tem um canal oficial no Youtube: Demetrinho Arruda Oficial






"O Central de Crianças Desaparecidas tomou ciência da história de Demétrio Arruda Filho por meio do comentário de um leitor na postagem “O Caso Mikelangelo Alves da Silva”. A mensagem apontava uma semelhança entre Demétrio Arruda e o menino Mikelangelo, aventando a hipótese de uma possível ligação entre os casos." 









*Demetrinho e os pais adotivos. O rapaz só iniciou a busca pela mãe biológica, após a morte da sua mãe de coração.

    O universo das crianças desaparecidas traz à tona um caminho inverso em relação à busca pelos menores que  sumiram sem deixar rastro. É possível, sim, que eles estejam vivos, fazendo o papel de buscadores. Anteriormente alvos da procura dos familiares, estes ao se tornarem adultos, cientes da origem desconhecida, agem para encontrar o paradeiro de seus pais, irmãos e parentes em geral. Mesmo que tenham encontrado amor através da adoção, o contexto biológico ainda tem um peso significativo na vida destas pessoas.



*Shir Fridman reencontrou a família somente aos 29 anos. Ela foi vítima de sequestro na década de 80 e levada para Israel, ainda recém-nascida.


    Em 23 /09/2015, um caso com estas características foi publicado pelo Central de Crianças Desaparecidas. A postagem  “ O Tráfico de Pessoas e as Crianças Desaparecidas no Brasil” abordou o caso de Shir Fridman. Sequestrada nos anos 80, na região sul do Brasil, ela foi levada ainda bebê para Israel. Somente aos 29 anos, por meio do SOS Desaparecidos, a jovem voltou a ficar frente a frente com a família biológica em Itajaí/SC.



*Demétrio Arruda Filho e Mikelangelo Alves da Silva. Uma suposta relação entre os casos está descartada.




    Caso semelhante ocorre com Demétrio  Arruda Filho, conhecido como  Demetrinho. Atualmente ele tem 40 anos, é produtor cultural. Está casado e tem um enteado. Porém a transparência do presente contrasta com a obscuridade do passado, no que diz respeito às dúvidas em relação às origens. Ele busca a mãe biológica, até então desconhecida. O que há de mais concreto é a figura de uma freira que ofereceu-o bebê aos pais adotivos – Bonifácia Eugênia e Demétrio Arruda -  em Rosário Oeste / MT. Ela dizia que a criança nasceu em um bordel na cidade de Nobres. Também existe uma testemunha, identificada como Antonina, que acompanhou a mãe adotiva, quando esta foi buscar o filho, conforme exposto em matéria veiculada pelo site rdnews.com.br, em 12/05/2019.



*Demétrio Arruda Filho e Mikelangelo Alves da Silva. A progressão digital mostra que são pessoas diferentes. Também existe uma diferença de idade entre ambos. Mikelangelo é 4 anos mais velho.


    O Central de Crianças Desaparecidas tomou ciência da história de Demétrio Arruda Filho por meio do comentário de um leitor na postagem “O Caso Mikelangelo Alves da Silva”. A mensagem apontava uma semelhança entre Demétrio Arruda e o menino Mikelangelo, aventando a hipótese de uma possível ligação entre os casos. Porém o primeiro foi dado para adoção, ainda bebê, no Natal de 1979, no estado do Mato Grosso. O segundo desapareceu, posteriormente, em novembro de 1980, aos 4 anos de idade, em Foz do Iguaçu, Paraná. Trata-se do caso de desaparecimento mais antigo do SICRIDE. Portanto não há chance de Demétrio e Mikelangelo serem a mesma pessoa. As ocorrências são distintas.



*Mikelangelo Alves da Silva é o caso de desaparecimento mais antigo do SICRIDE. A ocorrência permanece sem solução 40 anos depois do sumiço do menino.





sábado, 28 de novembro de 2015

O CASO MIKELANGELO ALVES DA SILVA

   


    Este caso é um dos mais emblemáticos para a polícia paranaense, pois é a ocorrência de desaparecimento infantil mais antiga, que está sob os cuidados do SICRIDE, Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas. Mikelangelo tem o paradeiro ignorado há 35 anos. O único elemento presente nas investigações acerca da localização do garoto, neste longo espaço de tempo, é a dúvida.










     Mikelangelo Alves da Silva desapareceu em 1 de novembro de 1980, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Filho de  Antônio Carlos da Silva e Eleneide Alves da Silva, o menino foi arrebatado aos 4 anos, enquanto brincava próximo a sua casa, no bairro Jardim América. As investigações policiais da época não chegaram a uma resposta. Foram incapazes de descobrir o que, realmente, aconteceu à criança. A ocorrência é um mistério até os dias de hoje. Intriga não só a policia, como os familiares e os voluntários que atuam no combate ao desaparecimento infantil.








    Este caso é um dos mais emblemáticos para a polícia paranaense, pois é a ocorrência de desaparecimento infantil mais antiga, que está sob os cuidados do SICRIDE, Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas. Mikelangelo tem o paradeiro ignorado há 35 anos. O único elemento presente nas investigações acerca da localização do garoto, neste longo espaço de tempo, é a dúvida. Infelizmente,  a demora na obtenção de pistas é um indicador de que a solução do caso está cada vez mais distante. As perspectivas de encontrar a criança vão se diluindo, na medida em que o tempo passa. 









    Obviamente, mais de 30 anos após o desaparecimento, a aparência de Mikelangelo, caso esteja vivo, mudou. O menino de olhos e cabelos castanhos teve a sua provável aparência aos 38 anos, exposta em  um trabalho de progressão digital. A obra da Delegacia de Desaparecidos de Santa Catarina exibe, o mais próximo da realidade, o rosto de Mikelangelo já adulto. Trata-se de uma possibilidade concreta de obter novas informações. Porém, infelizmente, nenhuma pista  a respeito do paradeiro de Mikelangelo chegou ao conhecimento da polícia, mesmo com a atualização de seu retrato.











         Os principais sites especializados em pessoas desaparecidas, incluindo as ocorrências de desaparecimento infantil,  expõem  a foto de Mikelangelo quando criança e o trabalho de  progressão digital  do DPPD  de Santa Catarina. A internet, principalmente, através das redes sociais, faz um trabalho de divulgação de longo alcance, capaz de ajudar de modo significativo no processo de localização da pessoa desaparecida.  É lamentável que até então, levando-se em conta o caso de Mikelangelo, mesmo com o auxílio da grande rede, não tenham aparecido dados que levassem à localização do garoto, hoje um adulto.  Apesar do cenário, aparentemente, desfavorável, a exposição permanente do rosto da criança pode gerar frutos e indicar um norte para a polícia, ajudando na evolução do processo investigativo, bastante prejudicado pelo passar do tempo.