Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Luciane Torres da Silva. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Luciane Torres da Silva. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

LUCIANE TORRES DA SILVA: DESAPARECIDA HÁ MAIS DE 10 ANOS

     


 "Luciane Torres da Silva desapareceu em 30 / 08 / 2009, no município de Nova Iguaçu / RJ, aos 9 anos de idade. Ela foi à padaria e não retornou para casa. Em agosto deste ano,  o desaparecimento da menina completou 11 anos. Até então não há pistas sobre o paradeiro da menina e nem sobre o suspeito".



     Luciane Torres da Silva desapareceu em 30 / 08 / 2009, no município de Nova Iguaçu / RJ, aos 9 anos de idade. Ela foi à padaria e não retornou para casa. Em agosto de 2020,  o desaparecimento da menina completou 11 anos. Até então não há pistas sobre o paradeiro da jovem e nem dados sobre o sequestrador. Na época, testemunhas avistaram um homem que andava de bicicleta, levando uma criança. As investigações chegaram a um suspeito, mas nada foi constatado.



    Luciene passou pelo drama que várias mães de crianças desaparecidas passam diante do sumiço de um filho. Não bastasse a apreensão acerca da localização da filha e as incertezas em relação à integridade física da criança, vários contatos com informações falsas sobre o paradeiro de Luciane chegavam à mãe. Os trotes traziam falsas esperanças e mais decepções. O trauma foi tão profundo, que a família deixou Nova Iguaçu e foi morar em Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro.



     Luciane está desparecida desde o final de agosto de 2009, mas certamente a menina, hoje com 20 anos, mantém características particulares no corpo, que podem ajudar na identificação, apesar das mudanças físicas naturais, decorrentes do tempo.Conforme foi descrito pelo CCDesap na postagem "CASO LUCIANE TORRES DA SILVA",  ela tem uma cicatriz na barriga, resultante de uma queimadura. Também possui uma mancha preta na perna, devido a um tombo. 



    Uma novidade na investigação veio à tona em novembro de 2019. A progressão digital produzida pelo Núcleo de Envelhecimento da Delegacia de Descoberta de Paradeiro(DDPA) havia sido concluída. A arte de Alan Cintra retrata Luciane com aproximadamente 19 anos, expondo a provável aparência da menina atualmente. O trabalho foi um alento para Luciene Torres da Silva, mãe da garota, que não conteve as lágrimas ao ver a imagem. Muita emoção!

           

         



segunda-feira, 12 de abril de 2021

CASO LUCIANE TORRES DA SILVA: INVESTIGAÇÕES ENCERRADAS

     



"Luciene Pimenta Torres - Coordenadora do Instituto Mães Virtuosas do Brasil e mãe de Luciane - expôs ao @ccdesap falhas no inquérito que apurou o desaparecimento de sua filha".





    Luciane Torres da Silva desapareceu em 30/8/2009 em Nova Iguaçu, km 32, aos 9 anos de idade. Ela foi à padaria e não retornou para casa. O caso  já foi abordado aqui no @ccdesap nas publicações Caso Luciane Torres da Silva (2015) e Luciane Torres da Silva: Desaparecida há mais de 10 anos  e citado em outras, relacionadas ao desaparecimento infantil no Rio de Janeiro, inclusive na área da Baixada Fluminense. As investigações sobre o desaparecimento de Luciane, atualmente com 21 anos, estão paradas. Somente o surgimento de uma nova pista pode reabrir o caso, recomeçando o processo investigativo, através de decisão do Ministério Publico de Nova Iguaçu.




    Luciene Pimenta Torres - Coordenadora do Instituto Mães Virtuosas do Brasil e mãe de Luciane - expôs ao @ccdesap falhas no inquérito que apurou o desaparecimento de sua filha. As 4 testemunhas que avistaram a menina junto com o sequestrador, descrito como um homem branco de olhos azuis, não foram ouvidas pela polícia. Uma delas afirmou que viu  Luciane acompanhada pelo criminoso na Serra do Mendanha. A criança bem arrumada contrastava com o adulto mal vestido. Ela chorava e dizia que o estranho não era seu pai, conforme o suspeito afirmava às pessoas ao redor, enquanto levava a garota para destino ignorado.





    O homem foi localizado e preso. Posteriormente foi solto. A polícia alegou que a vida dele precisava ser preservada. A reação imediata de Luciene, diante da prioridade que as autoridades deram ao suspeito, foi perguntar ao delegado que estava à frente do caso, Dr. Henrique Viana, quem estava preservando a vida de sua filha desaparecida. Outro fato polêmico em relação ao suspeito foi relativa ao inquérito. A foto do homem claro foi trocada, sem explicação alguma, pelo retrato de um negro, que nada tinha a ver com o caso.



  Chegou ao conhecimento de Luciene a versão de que Luciane teria sido repassada pelo sequestrador. Esta possibilidade é um indício de que a criança está viva. Um fato que reforça a tese é que nada foi encontrado nas buscas com cães farejadores que o Corpo de Bombeiros fez na Serra do Mendanha. A pergunta que fica no ar depois de 12 anos de desaparecimento é: para quem o sequestrador levou Luciane? 

   



segunda-feira, 22 de agosto de 2022

ESPECIAL : CARLOS RAMIRES DA COSTA, LUCIANE TORRES DA SILVA E WESLEY PIRES ALVES FILHO

    

 O mês de agosto, chegando ao final, é marcado por 3 desaparecimentos de crianças: Carlos Ramires da Costa, Luciane Torres da Silva e Wesley Pires Alves Filho. Os casos, ocorridos em épocas diferentes, um intervalo de mais de 40 anos entre o sumiço mais antigo e o mais recente, tiveram repercussão nacional e ainda permanecem em aberto. O @ccdesap publicará  postagens especiais sobre estas ocorrências  até o dia 29.

CASO CARLINHOS 

Carlos Ramires da Costa, o Carlinhos, assistia com a família à novela Cavalo de Aço, quando a casa em que moravam no bairro de Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro, foi invadida por um homem. Ele cortou a energia e em meio à escuridão levou o garoto de 10 anos para destino ignorado. O sequestro ocorreu em 2/8/1973. O caso é marcado por trocas de acusações entre familiares e por falhas no processo investigativo. No decorrer dos anos, vários homens vieram a público afirmando ser Carlinhos. Os exames de DNA comprovaram que nenhum deles era o menino. Há quase 50 anos, o paradeiro de Carlinhos é ignorado.





CASO LUCIANE TORRES DA SILVA


    Em 30/8/2009, Luciane Torres da Silva foi à padaria comprar pão. A menina, à época com 9 anos, não retornou para casa. Ela foi arrebatada por um homem. Testemunhas viram a criança acompanhada pelo sequestrador na Serra do Mendanha. Os relatos expõem que Luciane chorava enquanto o estranho, descrito como um maltrapilho, afirmava que era seu pai. A partir daí, a menina não foi mais vista. O desaparecimento aconteceu na antiga Rio - São Paulo, KM 32, Nova Iguaçu. As investigações foram encerradas. Apenas novas pistas que apontem um provável paradeiro da menina, hoje com 22 anos, viabilizariam a reabertura do caso.  




CASO WESLEY PIRES ALVES FILHO


Wesley Pires Alves Filho saiu de casa no dia 28/8/2020. Ele seguia para um "Varejão" próximo. Câmeras de segurança registraram a passagem do menino de 13 anos pelas ruas do bairro Jardim Aeroporto em Franca /SP, mas não revelaram o que aconteceu posteriormente. O paradeiro do menor é ignorado há 2 anos. Testemunhas dizem ter avistado Wesley em vários lugares como Serrana, Ribeirão Preto e Grande São Paulo, mas nenhum relato foi confirmado. 





quarta-feira, 24 de agosto de 2022

ESPECIAL: CARLOS RAMIRES DA COSTA, LUCIANE TORRES DA SILVA E WESLEY PIRES ALVES FiLHO - PARTE 2

     Os 3 casos de desaparecimentos envolvendo Carlos Ramires, Luciane Torres e Wesley Pires Alves Filho têm como ponto em comum, embora tenham acontecido em um espaço de tempo longo,  as falhas nas investigações  e a consequente  não resolução dos casos.


CASO CARLINHOS




     As falhas ocorridas no caso Carlinhos, desaparecimento ocorrido em 1973, teve várias lacunas não preenchidas no decorrer do processo investigativo. De certa forma, os erros  neste caso são mais justificáveis, a partir do momento em que a polícia, sem estrutura alguma, estava lidando pela primeira vez com um caso até então inédito, que assumiu proporções elevadas no que diz respeito a apelo popular. O ponto alto das investigações foi o encontro entre a polícia e um suposto sequestrador, que pedia   resgate para libertar o menino,  tendo a imprensa presente no local marcado. O pai do garoto chegou a ser preso, acusado de envolvimento no sumiço do filho. Também vieram à tona acusações contra a mãe do menino desaparecido. O fato é que as investigações não chegaram ao responsável pelo sequestro de Carlinhos. Mais de 180 pessoas foram consideradas suspeitas. O paradeiro do menor, quase 50 anos depois, permanece ignorado. 


CASO LUCIANE TORRES DA SILVA




    As falhas no âmbito investigativo também estiveram presentes no caso Luciane Torres da Silva. A mãe da menina, Luciene P. Torres expôs em depoimento na CPI das Crianças Desaparecidas da ALERJ, em 2021, que ao dar parte do desaparecimento da filha, viu o delegado encarregado do caso priorizar o roubo de um carro. O sequestrador chegou a ser preso e posteriormente solto sob a alegação de falta de provas. A ficha do sequestrador chegou a ser trocada. O investigado era loiro de olhos claros, mas a foto apresentada foi de um suspeito negro. As investigações foram encerradas e serão reabertas mediante autorização do MP,  caso surja uma nova pista indicando um provável paradeiro da menina, hoje uma jovem com pouco mais de 20 anos.


CASO WESLEY PIRES ALVES FILHO




    As investigações acerca do paradeiro de Wesley Pires Alves Filho também não tiveram êxito. Familiares chegaram a fazer protestos em frente à delegacia, na cidade de Franca, mas a dúvida sobre o destino do garoto após sair de casa permanece. Desde agosto de 2020, várias versões chegaram à família do garoto. Notícias acerca da suposta morte do menor, passando pela  possibilidade de uma viagem, além de vários relatos de  avistamentos foram algumas das hipóteses levantadas. Até então, nada foi confirmado. O caso permanece sem solução.




quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

CRIANÇAS DESAPARECIDAS NO RIO DE JANEIRO


 * Entre as ocorrências destacadas nesta postagem do Central de Crianças Desaparecidas/CCD, fica evidente que os casos de  desaparecimentos infantis envolvendo meninas, no estado do Rio de Janeiro são maioria. Este número aumentou, significativamente, entre 2002 e 2009 , período em que ocorreram sequestros em série na região. O assunto foi abordado pelo Central de Crianças Desaparecidas / CCD na postagem "SEQUESTROS EM SÉRIE NO RIO".





INGRID VANESSA CUNHA PITANGA


*Ingrid Vanessa Cunha Pitanga desapareceu em 2001.  O sumiço da menina é abordado, pelo Central de Crianças Desaparecidas / CCD, nas postagens "SEQUESTROS EM SÉRIE NO RIO"  e "DELEGACIA DE  DESCOBERTA DE PARADEIROS / DDPA RJ".















THAÍS DE LIMA BARROS

O caso Thaís de Lima Barros foi destacado, no Central de CriançasDesaparecidas / CCD, nas postagens "SEQUESTROS EM SÉRIE NO RIO" e  "DELEGACIA DE DESCOBERTA DE PARADEIROS / DDPA RJ".

                 




TAÍS BERNARDINO DOS SANTOS














LARISSA GONÇALVES SANTOS

*Larissa Gonçalves Santos é mais uma menina que tem o desaparecimento abordado nas postagens "SEQUESTROS EM SÉRIE NO RIO " e " DELEGACIA DE DESCOBERTA DE PARADEIROS / DDPA RJ".














VITÓRIA CLAUDIANO NOGUEIRA

*Vitória Claudiano Nogueira desapareceu em 2009. O desaparecimento da menina foi destacado pelo Central de Crianças Desaparecidas / CCD na postagem "CASO VITÓRIA CLAUDIANO NOGUEIRA". 













LUCIANE TORRES DA SILVA

*Informações sobre o desaparecimento de Luciene Torres da Silva, ocorrido em Nova Iguaçu, no ano de 2009, estão no post "CASO LUCANE TORRES DA SILVA", publicado pelo Central de Crianças Desaparecidas / CCD em outubro de 2015.










GISELA ANDRADE DE JESUS

*Gisela Andrade de Jesus desapareceu em 2010, no Rio de Janeiro. O Central de Crianças Desaparecidas / CCD  abordou o desaparecimento da menina na postagem " CRIANÇA DESAPARECIDA: GISELA ANDRADE DE JESUS".













CAMILLY VITÓRIA GUEDES PASSOS

* O desaparecimento de  Camily Vitória Guedes Passos foi destacado pelo Central de Crianças Desaparecidas / CCD na postagem " CRIANÇA DESAPARECIDA: CAMILY VITÓRIA







VITÓRIA NUNES BARCELLOS

*O desaparecimento da pequena Vitória Nunes Barcellos dos Santos, 4 anos,  foi citado pelo Central de Crianças Desaparecidas/ CCD  na postagem " O DESAPARECIMENTO DE VITÓRIA".








      
 ANA GABRIELA DA SILVA VIEIRA


* Ana Gabriela da Silva Vieira desapareceu, aos 7 anos, no início de 2015, em Macaé, estado do Rio. O desaparecimento da menina foi um dos assuntos da postagem "CRIANÇAS DESAPARECIDAS: MENINAS DO RIO", publicada em 31 de julho de 2015 no Central de Crianças Desaparecidas /CCD.







POLYANNA KATELIN DA SILVA RIBEIRO

*Polyanna Katelin da Silva Ribeiro, 10 anos, desapareceu em Niterói, no início deste ano. O desaparecimento da menina também foi destaque da postagem "CRIANÇAS DESAPARECIDAS: MENINAS DO RIO", publicada no Central de Crianças Desaparecidas  /CCD.








RYAN LUCAS DE PAULA PINHEIRO

* O desaparecimento de Ryan Lucas de Paula Pinheiro foi abordado pelo Central de Crianças Desaparecidas / CCD na postagem " MENOR DESAPARECIDO NA ZONA NORTE DO RIO".








*Informações sobre  crianças desaparecidas, no Rio de Janeiro,  devem ser repassadas ao Disque-Denúncia -  telefone: (21) 2253-1177 -  ou à Delegacia de Descoberta de Paradeiros(DDPA) - telefone: (21)  2202 - 0338 .



sexta-feira, 26 de agosto de 2022

ESPECIAL: CARLOS RAMIRES DA COSTA, LUCIANE TORRES DA SILVA E WESLEY PIRES ALVES FiLHO - PARTE 3

     Os desaparecimentos de Carlos Ramires, Luciane Torres da Silva e Wesley Pires Alves Filho causaram abalos significativos nas respectivas famílias. O arrebatamento de uma criança do convívio familiar resulta em traumas psicológicos irreversíveis. Apenas quem  vive esta experiência desumana tem ideia da gravidade da situação, ainda mais quando o familiar com paradeiro ignorado é uma criança. Neste cenário, a mãe é a pessoa mais atingida.


MARIA DA CONCEIÇÃO RAMIRES DA COSTA - MÃE DE CARLINHOS



    Após ter o filho de 10 anos arrebatado dentro de casa por um invasor, em 2 agosto de 1973, Maria da Conceição Ramires da Costa vivenciou conflitos familiares. O casamento com João Mello,  que chegou a ser preso devido ao desaparecimento do filho, terminou. A última informação sobre Maria da Conceição é que ela, mesmo com o passar dos anos, assegura que a família do ex-marido foi responsável pelo sumiço de seu filho. No decorrer dos anos, mais de 10 homens vieram a público afirmando ser Carlinhos, mas os exames de DNA provaram o contrário.


LUCIENE P. TORRES - MÃE DE LUCIANE TORRES DA SILVA




    Luciene P. Torres persiste até hoje na busca pela filha, desaparecida em 30 de agosto de 2009. Apesar das investigações terem sido encerradas, ela acredita que irá reencontrar a filha. O engajamento de Luciene na causa dos desaparecidos resultou na ONG Mães Virtuosas do Brasil. Através desta entidade ela ajuda familiares de pessoas desaparecidas, prestando assistência psicológica, realizando atos públicos ligados à causa, além de atuar na localização de crianças e pessoas desaparecidas em geral.



 CAMILA ALVES - MÃE DE WESLEY PIRES ALVES FILHO




Em outubro de 2020, Camila Alves, mãe de Wesley Pires Alves Filho, desaparecido desde o dia 28/8/2020, em Franca / SP,  expôs nas redes sociais o drama pelo qual estava passando, devido ao desaparecimento do filho. Ela dizia ser vítima do "julgamento" das redes sociais. Pessoas estranhas criticavam, sem conhecimento algum de causa, a criação que Wesley recebeu. Além disto, Camila sofria com vários trotes telefônicos. Várias informações falsas sobre o paradeiro de Wesley chegaram à família. Não bastasse a apreensão permanente em relação à integridade física do filho, a mãe estava sofrendo pressões externas em um momento de extremo desespero. 

    



segunda-feira, 29 de agosto de 2022

ESPECIAL: CARLOS RAMIRES DA COSTA, LUCIANE TORRES DA SILVA E WESLEY PIRES ALVES FILHO - PARTE 4 (FINAL)

     Qual a probabilidade de Carlos Ramires, Luciane Torres da Silva e Wesley Pires Alves Filho serem localizados e retornarem ao convívio familiar? Todas estas ocorrências de desaparecimento já ultrapassaram com bastante margem o limite de 72 horas, tempo de referência das investigações para a obtenção de pistas que venham a indicar o provável paradeiro de uma criança desaparecida. Porém há casos de desaparecimentos infantis que são concluídos com êxito após um longo período. Na China, por exemplo, um pai reencontrou o filho desaparecido há mais de 50 anos. O garoto havia sumido em uma estação de trem. Histórias como esta comprovam que independente da passagem de tempo, a esperança em ter de volta um filho desaparecido é válida, embora as adversidades desta experiência desumana levem a um pensamento contrário. 



CARLOS RAMIRES - Desaparecido desde o dia 2/8/1973, Carlinhos tem o paradeiro ignorado até os dias atuais. Ele foi arrebatado em casa. Um homem invadiu a residência e levou o garoto que assistia à TV com a mãe e os irmãos. O sequestro ocorreu no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. É certo que a possibilidade de localizar Carlinhos tende a diminuir com o passar do tempo, mas as expectativas por novas pistas existem.  Informações que não vieram a público podem vir à tona e ajudar na conclusão do caso. Vale destacar que em meio à troca de  acusações entre familiares, alguns destes preferiram manter o silêncio em relação aos questionamentos levantados acerca do desaparecimento do menino.






LUCIANE TORRES DA SILVA- Desaparecida desde o dia 30/8/2009. A menina, à época com 9 anos de idade, foi à padaria  e não retornou para casa. Ela morava com a família em Nova Iguaçu, altura do km 32 da antiga Rio São Paulo. Luciane foi avistada por testemunhas na serra do Mendanha, acompanhada pelo estranho. Ele afirmava ser pai da menor, que estava chorando. As buscas pela região não encontraram vestígios da menor. Até cães farejadores foram utilizados. Existe a possibilidade da garota ter sido levada pelo sequestrador até um determinado local para ser repassada a outra pessoa.  







WESLEY PIRES ALVES FILHO - Desapareceu em Franca, São Paulo, no dia 28/8/2020. Wesley saiu de casa dizendo que iria a um "varejão" próximo e não retornou. Câmeras de segurança registraram a passagem do menino pela rua em que morava. Aparentemente tudo estava normal.  Vários avistamentos de Wesley são relatados, mas nada foi comprovado. A possibilidade do menino ter saído por conta própria para viajar também é cogitada. Até a hipótese da morte dele foi levantada, mas nenhum corpo foi encontrado. Após 2 anos, o paradeiro de Wesley é um mistério. 



  

sexta-feira, 2 de julho de 2021

MÃES FALAM NA CPI DAS CRIANÇAS DESAPARECIDAS RJ

       


"A CPI das Crianças Desaparecidas, em sua terceira reunião ordinária, ouviu, no dia 1/7/2021, as mães de menores que estão com o paradeiro ignorado. Luciene Pimenta Torres, Lúcia Helena Fernandes, Flávia Cristina Nunes, Neli Adriana da Silva e Helena Elza de Figueiredo da Silva foram as mães que compareceram à reunião".



    A CPI das Crianças Desaparecidas, em sua 3ª reunião ordinária, ouviu, no dia 1/7/2021, as mães de menores que estão com o paradeiro ignorado. Luciene Pimenta Torres, Lucia Helena Fernandes, Flávia Cristina Nunes, Neli Adriana da Silva e Helena Elza de Figueiredo da Silva foram as mães que compareceram à reunião. O convite também incluiu as mães dos  3 meninos de Belford Roxo, porém elas não puderam comparecer, devido a um compromisso na DHBF, delegacia que está à frente das investigações do desaparecimento das crianças.  




      A deputada Renata Souza (PSOL), vice-presidente da comissão, presidiu a reunião. O presidente, deputado Alexandre Knoploch (PSL), estava ausente. Ele foi à DHBF, acompanhando as mães dos meninos de Belford Roxo. Também estava presente na reunião da CPI  o relator, deputado Danniel Librelon (REP), que  ressaltou em suas considerações iniciais a "triste realidade" vivenciada pelas mães que ali se encontravam e dirigiu-se a elas dizendo: "Quero cumprimentar a todas e fazer, também, com que através dessa CPI  a voz de cada uma das senhoras aqui presentes venham a ser ouvidas  e que possamos também entender de que forma nós possamos traçar metas, objetivos, através da CPI, para auxiliar todas as mães que necessitam do nosso apoio". 




 Luciene Torres, presidente do Instituto Mães Virtuosas do Brasil, mãe de Luciane Torres da Silva, 8 anos, desaparecida em 2009, foi a primeira convidada a depor. Ela expôs a falta de dignidade com a qual foi tratada pelo delegado encarregado do caso. Disse que ele  priorizou o roubo de um carro, deixando em segundo plano o desaparecimento de sua filha. Também citou o não cumprimento da Lei da Busca Imediata - 11259/05 - , destacando que esta não foi cumprida no caso dos 3 meninos desaparecidos em Belford Roxo.  A subnotificação de pessoas desaparecidas foi outro ponto incluído na explanação de Luciene. Os mais 84 mil desaparecidos, registrados oficialmente, são apenas parte de um universo estimado em mais de 100 mil pessoas com o paradeiro ignorado. O relato foi encerrado com um apelo pela implantação do Alerta Pri.




    Além de Luciene Torres, as outras mães também expuseram aos deputados o drama pelo qual passam.  As palavras  de cada uma delas foram ao encontro do relato de Luciene, no que diz respeito ao descaso das autoridades, considerando as investigações e as dificuldades para apurar os desaparecimentos, devido à lentidão e à falta de empenho por parte dos encarregados em apurar o que, de fato, aconteceu nas ocorrências envolvendo crianças e adolescentes desaparecidos. Estes pontos comuns em todos os casos de desaparecimento de menores foi comentado por Lúcia Helena Fernandes, mãe de Lucas Fernandes, desaparecido em 2015, aos 16 anos. Ela disse: "...relatos de mãe que são a mesma coisa, não muda. Sabe? A gente escuta outras mães, mas é sempre a mesma coisa".  




    Helena Elza de Figueiredo da Silva contou o seu drama aos membros da comissão. Em 2006, teve a filha de 9 anos sequestrada, abusada e morta. Investigou por conta própria o desaparecimento da criança, diante da orientação da polícia para que ela encontrasse novas pistas. Hoje o sequestrador está preso. A situação mexeu com o psicológico de toda a família. O relato foi semelhante aos fatos descritos pelas outras mães. Porém Helena levantou uma possibilidade importantíssima para a causa dos desaparecidos. Propõe que o desaparecimento seja visto como um crime, conforme afirmou na CPI: "Hoje eu digo a vocês. Primeiro passo, que é muito importante. Transformar o desaparecimento em crime, porque ele é um crime blindado, invisível. Ele é um crime. Eu posso afirmar a vocês". Ela também acrescentou: "Na delegacia, eles já sabem que não é um crime. É um fenômeno. Então eles, com todo o respeito, não tão nem aí".




terça-feira, 13 de outubro de 2026

NOVA IGUAÇU E DUAS MENINAS DESAPARECIDAS: MARIANA (2026) E LUCIANE(2009)

     

  




"As semelhanças entre os desaparecimentos existem, Ambas as meninas estavam sozinhas quando foram avistadas pela última vez. Nos dois casos foram realizadas buscas com forças policiais, bombeiros e cães farejadores". 




    O desaparecimento de Mariana Queiroz de Carvalho em Nova Iguaçu, no dia 1/10/2026 traz à tona a lembrança de outro desaparecimento que ocorreu em uma área próxima -  Km 32 - , 17 anos antes,  em agosto de 2009. Trata-se do caso Luciane Torres da Silva,  avistada pela última vez quando seguia para uma padaria próxima de casa. Ela foi levada por um homem. Há quase 20 anos, tem o paradeiro ignorado. Ambas as ocorrências têm particularidades, não possuem ligação, mas apresentam pontos em comum, inclusive no que diz respeito à falta de respostas das investigações considerando o caso mais recente. A preocupação é que o silêncio das autoridades competentes seja um indício de que o destino do caso mais recente seja o mesmo da ocorrência mais antiga, até hoje sem solução.  





    As distinções principais entre os dois desaparecimentos começam com uma dúvida acerca do modo como Mariana sumiu. Não há certeza de sequestro. No caso de Luciane, foi confirmado que ela foi arrebatada por um homem. Outra diferença foi a maneira como as respectivas mães reagiram após os sumiços das filhas. Em 2026, Cláudia Silva incendiou a casa em que morava com Mariana, deixando os pertences da menina no local. Em 2009, Luciane Torres manteve as roupas e pertences da filha guardados, brinquedos, bonecas e objetos. Muitos anos depois, fez doações de algumas roupas para desabrigados das chuvas de Petrópolis. Atualmente é uma ativista pela causa dos desaparecidos. Mais uma situação contrastante entre os casos é que nenhum familiar de Luciane teve a casa depredada por populares, como ocorreu no caso mais recente.  




    

            As semelhanças entre os desaparecimentos existem, Ambas as meninas estavam sozinhas quando foram avistadas pela última vez. Nos dois casos foram realizadas buscas com forças policiais, bombeiros e cães farejadores. No que diz respeito à Mariana, os trabalhos ficaram restritos ao bairro do Ipiranga. Na ocorrência de Luciane, as atividades se concentraram  na Serra do Mendanha. Testemunhas relataram que o sequestrador levou a menina para a região.  Infelizmente as ações não tiveram êxito. A faixa etária das crianças envolvidas é a mesma. Mariana desapareceu aos 10 anos e  Luciane tinha à época 9 anos. 


    

          Sobre os casos, a ocorrência mais recente tem as investigações em andamento e sob sigilo. A família de Mariana é investigada e  a polícia trabalha com a possibilidade de a menina estar viva, conforme declarou à imprensa o delegado Willians Batista . O caso de Luciane não está arquivado. A  lei 13.812 /2019 só permite o encerramento das investigações após a localização da pessoa desaparecida. O @ccdesap publicou, em março de 2026, atualizações sobre o desaparecimento na postagem "ATUALIZAÇÃO DO CASO LUCIANE TORRES DA SILVA".