quarta-feira, 7 de abril de 2021

PARCERIA PELOS DESAPARECIDOS EM SP: PREFEITURA E METRÔ

  


 
 

"O Metrô de São Paulo realizou em maio de 2019 uma campanha voltada para o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas. Uma exposição com fotos dos menores foi montada na estação Largo Treze".




    O Metrô de São Paulo realizou em maio de 2019 uma campanha voltada para o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas. Uma exposição com fotos dos menores foi montada na estação Largo Treze. Mensagens para prevenir a ocorrência de futuros desaparecimentos infantis estavam vinculadas às fotos. A iniciativa foi fruto de uma parceria entre a Via Mobilidade - concessionária da linha 5 lilás - e a Associação Mães da Sé, que disponibilizou as fotos. O evento durou de 6/5 a 28/6. 

 


    Em fevereiro deste ano, 2021, o Metrô aderiu mais uma vez à causa das pessoas desaparecidas. Trata-se de uma ação com alcance maior,  levando o drama dos desaparecidos aos usuários das 55 estações componentes das linhas azul verde e vermelha. Desta vez a divulgação dos casos não é voltada somente para as crianças desaparecidas. Inclui todas as faixas etárias.  







    A Prefeitura de São Paulo, através da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC),  é parceira do Metrô neste projeto que consiste na exibição de imagens de pessoas desaparecidas dentro dos vagões por meio de monitores. Os vídeos - contendo fotos, identificação do desaparecido e telefone para contato do órgão municipal competente -   serão veiculados na TV Minuto. A iniciativa vem a ser mais um recurso para a localização de pessoas desaparecidas. Segundo os dados da prefeitura, 579 pessoas desaparecidas foram localizadas em 2020 pelo serviço municipal. 




    A ação começou em 15/2/2021. Tem duração de 180 dias. Ao todo 3 imagens de pessoas desaparecidas são divulgadas por dia. O diretor da Divisão de Desaparecidos da SMDHC, Darko "Hunter" Vieira, comentou sobre a relevância da iniciativa em um espaço  no qual  aproximadamente 1.800.000 passageiros circulam diariamente: " A exibição dos alertas aumenta a chance de algum passageiro reconhecer uma pessoa desaparecida e prestar informações importantes para a localização". 





    

    

  

segunda-feira, 5 de abril de 2021

CASO FABIANA RENATA GONÇALVES

   


"Fabiana Renata Gonçalves, 13 anos, desapareceu em 12/11/1992, quando seguia para a escola. O desaparecimento ocorreu em São Paulo, bairro Jardim Ipanema, zona oeste da cidade".




    Fabiana Renata Gonçalves, 13 anos, desapareceu em 12/11/1992, quando seguia para a escola. O desaparecimento ocorreu em São Paulo, bairro Jardim Ipanema, zona oeste da cidade. Uma testemunha relatou que viu a menina uniformizada caminhando na rua. Colegas afirmaram que ela não foi vista no colégio. As  versões mostram que o provável rapto aconteceu no caminho entre a casa da menina e o colégio, no início da tarde. A partir deste ponto, as informações não existem. O caso ficou ainda mais difícil para ser solucionado, pois as autoridades policiais trataram a ocorrência com descaso, conforme expôs a mãe de Fabiana, Vera Lúcia Ranu.



  Fabiana ficava em casa na parte da manhã, estudando. Os pais saíam cedo. Levavam os 2 filhos menores para uma creche e seguiam para o trabalho. No início da tarde a garota se aprontava e partia rumo à escola. O percurso era feito a pé. Na volta era comum Fabiana fazer o mesmo trajeto acompanhada pelos amigos. As idas à escola sem um responsável eram uma exceção à regra. Segundo comentário da própria mãe, a menina não tinha o costume de sair sozinha. Foi descrita por Vera Lúcia como "tranquila e caseira". Além disto, a escola ficava relativamente perto, tanto que não havia necessidade de pegar condução. 






   A demora de Fabiana ao retornar para casa preocupou a família. Vera Lúcia, por volta das 19 horas, saiu pela vizinhança em busca da filha. Os  colegas do colégio não viram a menina.  Nem à escola Fabiana chegou. Inclusive não houve aula no dia. A situação corroborava uma sensação desagradável que a mãe sentiu durante o dia, certamente um mau pressentimento. A situação atípica levou os pais a fazer buscas pela vizinhança. Sem êxito, decidiram recorrer à polícia. Foram à delegacia mais próxima. 



    Um suposto B.O. - Boletim de Ocorrência - foi registrado, após muita insistência dos pais, somente 5 dias após o sumiço de Fabiana. A polícia nem quis foto da criança. Julgava o desaparecimento uma "traquinagem". Nem iniciou as investigações. Diante do descaso, a família foi orientada a procurar o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), setor de desaparecidos, no Palácio da Polícia. Foi constatada a inexistência do B.O..A única pista, apresentada pela polícia 4 meses depois,  foi o cadáver de uma criança. Não era Fabiana. A família continuou as buscas por conta própria. A foto da menina foi exposta em vários lugares, o caso chegou à novela Explode Coração, mas o  paradeiro de Fabiana Renata Gonçalves é ignorado há quase 30 anos. 





    

    

    

    

    

sexta-feira, 2 de abril de 2021

MOMENTO DE REFLEXÃO: SEMANA SANTA, PÁSCOA E CRIANÇAS DESAPARECIDAS




"Deixai vir a mim as criancinhas, não as impeçais, pois o Reino dos céus pertence aos que se tornam semelhantes a elas". Mateus 19:14




    Nesta Sexta-Feira Santa o momento de reflexão sobre a "morte" de Jesus Cristo expõe de forma clara o quanto sofreu o Salvador no mundo dos homens. O peso da cruz da humanidade pesou nas costas do Filho de Deus. A morte junto com dois ladrões condenados e o açoite dos romanos, desde os pregos nas mãos para prendê-lo à cruz, até a coroa de espinhos,  são o avesso do que o Filho de Deus pregou aqui. 



    A morte da forma que ocorreu não era o final justo para um Ser que passou pela Terra deixando mensagens divinas, fazendo uma ponte sem precedentes com as esfera superiores, com Deus. A história de Jesus não deveria ter um final trágico, a partir do momento em que o bem é supremo, mesmo por vias que fujam ao entendimento da humanidade, inclusive no que diz respeito a tempo, embora seja da compreensão de muitos que tudo acontece dentro de um prazo determinado. No caso de Jesus, bastaram 3 dias. Ele ressuscitou no domingo de Páscoa.









    Mais de 2 mil anos depois da passagem de Jesus pela Terra, o sofrimento humano persiste em várias vertentes. O drama das crianças desaparecidas é um destes pontos, deixando nos familiares que ficam, principalmente nas mães, uma eterna dúvida em relação à vida ou morte do filho sumido. Uma dor que é vivida por cada mãe a seu modo, desde questionamentos e revolta até o engajamento total, desesperado, na busca pelo filho com paradeiro ignorado, esquecendo do restante da família, inclusive de outros filhos.  




    Recorrer a Deus faz muitas mães tomarem caminhos que transformam a dor que estão passando em frutos. Algumas delas se tornaram ativistas da causa das crianças desaparecidas.  Guardando-se as devidas proporções, esta é a verdadeira ressurreição destas guerreiras. A ação ainda fica mais valorosa, a partir do momento em que elas estão agindo  independente do retorno dos filhos. Vivenciam o momento da perda,  temporária ou não, lidam eternamente com a dúvida e buscam se reerguer diante do golpe mais doloroso da vida.






quarta-feira, 31 de março de 2021

LIVE DA SEMANA DE MOBILIZAÇÃO NACIONAL PARA A BUSCA E DEFESA DA CRIANÇA DESAPARECIDA



"A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro  realizou uma live no dia 30 de março em razão da Semana da Mobilização Nacional para a Busca e Defesa da Criança Desaparecida - 25 a 31 de março  -."




    A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro  realizou uma live no dia 30 de março em razão da Semana da Mobilização Nacional para a Busca e Defesa da Criança Desaparecida - 25 a 31 de março -, instituída pela lei federal 12393/2011. O encontro  marcou a primeira ação do recém-criado Comitê de Pessoas Desaparecidas. Entre os participantes da reunião, mediada por Márcio Carvalho - coordenador da Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas -  , estavam Jovita Belfort - superintendente de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas - , Luciene Pimenta Torres - representante do Mães Virtuosas - Luiz Henrique  - gerente do SOS Crianças Desaparecidas - e o  Doutor Rodrigo Azambuja - Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro -. 




    No decorrer do encontro, Luciene Torres expôs a complexidade de uma investigação, envolvendo o desaparecimento de uma criança. Ela viveu esta experiência em 2009, quando sua filha, Luciane, desapareceu em Nova Iguaçu, aos 9 anos de idade. Justamente este episódio e a vivência de outros casos de desaparecimento de crianças que chegaram ao conhecimento do Mães Virtuosas, levou-a à conclusão de  que a Polícia Civil e a Polícia Militar não têm cultura para buscar desaparecidos. Daí a proposta de incluir as Guardas Municipais nos trabalhos de busca e localização das crianças desaparecidas. A Guarda Municipal do Rio de Janeiro, por exemplo, possui um centro  operacional de grande utilidade, que, conforme expõe o site da instituição, ajuda em casos de crianças perdidas. 




    O pedido de uma delegacia especializada para a região da Baixada Fluminense, comporta 60% dos casos de desaparecimento de pessoas no estado, também estava na pauta. Atualmente A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) tem responsabilidade acerca das investigações, por meio do setor de desaparecidos. Porém  é uma delegacia de homicídios, fato que à primeira vista causa choque nos familiares, principalmente nas mães, pois um simples telefonema do órgão já é automaticamente associado ao encontro de um corpo, quando na realidade o objetivo é localizar a criança com vida. 





    Jovita Belfort despediu-se do grupo, em suas considerações finais,  com um discurso que retratou o sofrimento das mães de crianças desaparecidas de maneira muito profunda. Afirmou que estas mães, inclusive ela, "enterram um filho todas as noites." As palavras  mostram o peso do sofrimento que faz parte do cotidiano desta guerreira, que fez da própria dor um motivo para seguir em frente, auxiliando outras mães que se encontram em situação semelhante. 






segunda-feira, 29 de março de 2021

CARTILHA ENSINA COMO PROCEDER EM CASO DE DESAPARECIMENTO



"Intitulado "Alguém Desapareceu, O que Faço Agora?", o manual  busca, por meio de informações básicas, direcionar as famílias de pessoas desaparecidas, de modo que as chances localização aumentem, viabilizando o retorno do ente querido ao lar".



    A Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), apoiou a  inciativa da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, que editou e publicou uma cartilha para orientar os cidadãos acerca dos procedimentos a serem tomados, caso ocorra o desaparecimento de um familiar, seja adulto ou criança. Intitulado "Alguém Desapareceu, O que Faço Agora?", o manual  busca, por meio de informações básicas, direcionar as famílias de pessoas desaparecidas, de modo que as chances de localização aumentem, viabilizando o retorno do ente querido ao lar.





    É importante ressaltar que a publicação não fica apenas restrita às medidas que devem ser tomadas quando alguém próximo desaparece. Também apresenta esclarecimentos sobre a Lei da Busca Imediata, que em muitos casos de desaparecimento infantil não é seguida pelas autoridades competentes, conforme já foi mostrado no @ccdesap em postagem intitulada "Lei da Busca Imediata". Vários casos tiveram o Registro de Ocorrência (R.O.) elaborado posteriormente, atrasando as investigações em um momento no qual as ações realizadas em um curto espaço de tempo são indispensáveis para um posterior êxito. 






    A importância da Defensoria Pública, neste contexto, é outro ponto destacado. É citada a relação da instituição com os casos de desaparecimento, no que diz respeito à assistência jurídica gratuita e ao acompanhamento das investigações, de maneira que os familiares tenham acesso ao estágio no qual se encontram os trabalhos de busca e localização da pessoa com paradeiro ignorado. As assistências social e psicossocial, municipal ou estadual, também ficam ao encargo da entidade, assim como a função de assistente de acusação, representando os familiares, caso venha à tona a proposta de uma ação criminal. 




    A criação da cartilha não é propriamente uma medida preventiva. A questão não é evitar o desaparecimento, mas, sim, fazer com que as atitudes corretas, por parte dos familiares e das autoridades competentes, sejam tomadas, de maneira que os trabalhos de busca e localização sejam iniciados o quanto antes, apresentando maior agilidade. Tendo como referência 2020, foi registrado o desaparecimento de 200 pessoas por mês. Considerando-se as crianças, que são parte deste contexto, atualmente, estão em aberto 585 no estado. 


  

sexta-feira, 26 de março de 2021

DESAPARECIDOS EM CAMPO NO CAMPEONATO CARIOCA


 


    Campeonato Carioca tem ação ligada às pessoas desaparecidas em clássico Botafogo x Flamengo disputado na última quarta-feira, 24 de março. Ambos os times adentraram o gramado do Engenhão incompletos para expor o quanto um ente querido desaparecido faz falta aos familiares. Jogadores adversários  carregaram juntos uma faixa que trazia a mensagem: " Sentiu a nossa falta? Imagine se fosse alguém da sua família". A iniciativa social denominada  Desaparecidos em Campo é obra do movimento Futebol sem Barreiras. A campanha é voltada para a localização de crianças e adultos desaparecidos.



    A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) contou com parcerias para colocar este projeto em prática. O trabalho em equipe teve as participações da Sportsview -  parceira da FERJ e criadora do Futebol sem Barreiras - da Leiaute Propaganda e da Cura e Cultura. Assim como os próprios clubes participantes do torneio, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a Record TV e o programa Desaparecidos também apoiam a causa.




    Vale destacar que várias iniciativas envolvendo futebol e desaparecidos, principalmente em relação às crianças, tiveram êxito. Em 2020, a Roma foi responsável pelo retorno de vários menores ao meio familiar através da publicação de fotos de crianças desaparecidas vinculadas às imagens dos reforços contratados pelo clube. O trabalho resultou na campanha Football Cares, abraçada por mais de 200 equipes do mundo inteiro, incluindo times brasileiros. No Dia Internacional da Criança Desaparecida , 25 de maio, os clubes exibiram vídeos e fotos de crianças desaparecidas no Twitter.





    Em termos de Brasil, em 2016,  fotos de crianças desaparecidas foram expostas nas arquibancadas durante jogos da seleção brasileira de futebol.  A iniciativa viabilizou o retorno de um menino aos braços da mãe. Fato semelhante aconteceu em um Fla x Flu. Em 2017, os rivais se uniram pelo projeto Escalação Solidária. Uma garota foi localizada e devolvida à família. Mais de 8 milhões de pessoas tomaram conhecimento da ação realizada no Dia das Crianças, 12 de outubro.  Palmeiras, Atlético MG e Coritiba   também se destacaram no engajamento por crianças desaparecidas. Criaram suas próprias campanhas sobre o tema, alcançando milhões de pessoas. Só no Facebook, estes 3 clubes somam juntos quase 8 milhões de seguidores.







quarta-feira, 24 de março de 2021

ONDE ESTÁ ANA CLARA CORREA XAVIER?

  


 

"As informações sobre o caso estão sendo divulgadas nas redes sociais da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA). Até então não há informações publicadas acerca de pistas que levem ao paradeiro de Ana Clara. Também são omitidas as circunstâncias do  desaparecimento".


 Menina de 13 anos desapareceu em  6 / 2 / 2021, na região do Estácio, no Rio de Janeiro. O desaparecimento já foi abordado pelo @cdesap na postagem "CRIANÇA DESAPARECIDA: ANA CLARA CORREA XAVIER", publicada em fevereiro deste ano, período em que o desaparecimento não havia completado 15 dias. 






    As informações sobre o caso estão sendo divulgadas nas redes sociais da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA). Até então não há indícios acerca de pistas que levem ao paradeiro de Ana Clara. Também são omitidas as circunstâncias do  desaparecimento. Sobre as investigações, o andamento dos trabalhos de busca e localização é ignorado. A úncia referência é o número do R.O,  018- 00406/2021. 




    Ana Clara Correa Xavier é, até o momento ,  mais um nome na lista de crianças desaparecidas referente ao Rio de janeiro.  Os números preocupam, entre 2019 e 2020  foram registrados 3.764 casos, mas há uma compensação em relação ao índice, devido à quantidade significativa de casos resolvidos. A prova disto é que  84% crianças desaparecidas foram localizadas com vida e retornaram ao convívio da família. 




      Embora as causas do desaparecimento de Ana Clara Correa Xavier estejam ocultas,várias possibilidades podem ser cogitadas. Encontro com algum contato na internet, conflitos familiares e exploração sexual infantil  podem motivar o desaparecimento de um menor. Inclui-se também neste contexto a utilização de menores em rituais. A Ministra Damares Alves - Ministério da Mullher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) - afirmou que abrirá investigações sobre o assunto, através de uma ação conjunta com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).