segunda-feira, 10 de agosto de 2015

DESAPARECIMENTO INFANTIL EM JARAGUÁ DO SUL / SC

      




 "Os 2 casos de desaparecimento infantil, ocorridos em 2014,  no município de Jaraguá do Sul / SC envolvem circunstâncias completamente diferentes. O único ponto em comum entre as ocorrências é o fato de ambas as meninas estarem desaparecidas."




      Jaraguá do Sul, município de Santa Catarina,  conhecido como a capital nacional da malha, tem aparecido no cenário nacional, desde 2014, associado às notícias do desaparecimento da pequena Emili Miranda Anacleto, caso de grande repercussão - já abordado neste blog, acesse o link  - que levou à cidade, no decorrer das investigações do inquérito, agentes americanos do Homeland Security Investigation. A questão é que além desta ocorrência, que ultrapassou as fronteiras nacionais, existe outra, acontecida anteriormente. Samara Pâmela da Silva é mais uma criança desaparecida em Jaraguá do Sul. O caso também ganhou espaço nos sites especializados em desaparecimento infantil e nas redes sociais.
    



     Samara Pâmela da Silva desapareceu, aos 14 anos, em 13 de fevereiro de 2014.A estudante saiu de casa, no bairro Ilha da Figueira, para estudar. Foi vista pela última vez nas proximidades da Escola Municipal Waldemar Schimtz. A jovem levou roupas na mochila, o celular e a carteira de identidade. Apesar de não ter ocorrido discussão em casa, conforme relataram os familiares, tudo leva a crer que a garota, descrita como caseira, fugiu. O boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Polícia da Criança, Adolescente, Mulher e Idoso( DPCAMI).A delegada Milena de Fátima Rosa trabalha com a hipótese de aliciamento, baseada em depoimentos colhidos. A cogitação de que a menina estava no Rio de Janeiro foi descartada pelas investigações, após contato com a polícia  carioca. O caso também foi assumido pela Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas de Santa Catarina ( DPPD/SC), mas o paradeiro da garota permanece ignorado.
     
   A família da desaparecida adotou um comportamento que fugiu à regra, diante da situação de incerteza em relação a Samara. É surpreendente, mas os familiares estão calmos. Assumiram uma postura tranquila ao lidar com desaparecimento da menina. Chegam ao ponto de não irem à delegacia buscar informações, mesmo com os frequentes contatos feitos pela polícia. O panorama indica que a ausência de Samara é encarada como fato normal. A ânsia da família por esclarecimentos sobre a fuga e consequente desaparecimento da menina foi suplantada por um aparente conformismo.  Não há apreensão. A delegada Milena de Fátima Rosa atribui este modo de agir dos parentes a uma provável sensação de segurança, fortalecida pela crença de que a jovem  está em lugar seguro, pois ela não foi sequestrada. Deixou a casa por conta própria, através de uma atitude planejada, posta em prática no momento que  julgou oportuno.
      



     Os 2 casos de desaparecimento infantil, ocorridos em 2014,  no município de Jaraguá do Sul / SC, envolvem circunstâncias completamente distintas. O único ponto em comum entre as ocorrências é o fato de ambas as meninas estarem desaparecidas. A delegada Milena de Fátima, fazendo uma análise entre os casos destaca a diferença de idade entre as desaparecidas e aponta Emili, 2 anos , como uma criança totalmente indefesa. Também destaca que Samara, 14 anos, sumiu devido à fuga. A situação de Emili é outra. Ela morava com a mãe e foi levada pelo pai durante uma visita assistida. O homem foi encontrado morto, dentro de um carro carbonizado, dias depois. Não havia sinal da menina no local do crime. O paradeiro da criança é um ponto de interrogação. Há suspeitas de que uma menina encontrada morta nos Estados Unidos seja Emili, mas nada foi confirmado.

*Próxima atualização, quarta-feira



sábado, 8 de agosto de 2015

GUILHERME CARAMÊS E JOÃO RAFAEL KOVALSKI

     
  


"Guilherme Caramês Tiburtius  e João Rafael Kovalski têm rostos muito conhecidos no Brasil e até no mundo, devido aos contatos da polícia durante os processos de investigação e, principalmente, devido ao alcance das redes sociais, que viralizam as fotos de crianças desparecidas."





       O Paraná é uma referência no Brasil quando o assunto envolve crianças desaparecidas. O trabalho do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas – SICRIDE -  é  reconhecido mundialmente, mas ainda existem casos de desaparecimentos infantis que continuam sem solução. Entre estas ocorrências aparecem 2 meninos que  mobilizaram o estado.  Guilherme Caramês Tiburtius  e João Rafael Kovalski têm rostos muito conhecidos no Brasil e até no mundo, devido aos contatos da polícia durante os processos de investigação e,principalmente, devido ao alcance das redes sociais, que viralizam as fotos de crianças desparecidas.
      






      Guilherme Caramês Tiburtius desapareceu, aos 8 anos, em Curitiba. Era dia 17 de junho de 1991. Faz 24 anos que seus familiares não têm notícias. O menino andava de bicicleta, próximo à casa em que morava, na rua Osório Duque Estrada, no bairro Jardim Social. Depois, não foi mais visto. Estava sob os cuidados da avó. Ela cozinhava enquanto o neto brincava na rua. A mãe, Arlete Caramês, estava trabalhando.O acontecimento é considerado o caso de desaparecimento infantil de maior repercussão no Paraná. A mãe de Guilherme, Arlete, abraçou a causa. Queria o retorno do filho e não media esforços. Paralelamente às investigações policiais, ela espalhava cartazes com a foto do garoto pela cidade e  mandava cópias, via correios, para várias regiões do país. Também viajou pelo Brasil em busca de pistas. Além disto, ultrapassou as fronteiras nacionais e foi à Argentina procurar Guilherme. Militou até na política. Foi vereadora, deputada estadual e presidente de uma ONG que trabalhava em parceria com o SICRIDE, que também atua no caso Guilherme Caramês. Apesar destes intensos esforços, seu filho não retornou.  
      



      Outro caso que tomou conta das redes sociais, tendo forte apelo na mídia, é mais recente. Trata-se do desaparecimento de João Rafael Kovalski. Ele desapareceu, aos 2 anos, em 24 de agosto de 2013, no município de Adrianópolis. A criança brincava no quintal de casa. A ocorrência abrange várias hipóteses, mas a polícia concentra as atenções em 2 alternativas: Sequestro e uma suposta queda da criança no rio que passa atrás da residência da família, segundo informou a  delegada do SICRIDE, Nilcéia Ferraro da Silva. Cogitou-se que o garoto foi sequestrado e levado para o exterior, porém as investigações descartam esta alternativa, assim como rechaçaram as suspeitas que pairavam sobre a babá de João Rafael. Em 26 de maio de 2015, a mãe do garoto, a professora Lorena Cristina Conceição,  expôs nas redes sociais o seu desespero em relação à incerteza sobre o que aconteceu ao filho. Ela escreveu: “ Eu quero uma resposta para tentar viver um pouco, pelo amor de Jesus Cristo. Se alguém souber de alguma coisa dele, sei lá, fala.Pelo amor de Deus, tira essa angústia, tira esse inferno da minha família.”
      Ambos os casos permanecem sob a  responsabilidade do SICRIDE. A delegada Nilcéia Ferraro da Silva afirma que todos os inquéritos são monitorados 24 horas por dia. Porém, as chances de elucidação do desaparecimento de João Rafael são maiores. Além de ter ocorrido há, relativamente, pouco tempo, as investigações estão em andamento, mesmo sem o surgimento de  novidades a respeito do paradeiro da criança. Em relação a Guilherme, tudo permanece estagnado. Faltam novas informações. Infelizmente, não há progresso. O desânimo dos familiares aumenta com o arquivamento do caso. Apesar da situação bastante adversa, a solução é cada vez mais difícil, a mãe do garoto acredita em um reencontro com o filho. Arlete Caramês afirma: “Nunca vou perder a esperança.”


*Próxima atualização, segunda-feira


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

CRIANÇA SEM VIDA E SEM NOME





"Em junho de 2015, pouco mais de 1 ano após o desaparecimento de Emili, o caso teve reviravolta. A imagem de uma menina encontrada morta no Porto de Boston, em  Massachusetts, Estados Unidos, trouxe a perspectiva indesejada de um final trágico para a história. Vários internautas brasileiros notaram que a criança desconhecida, retratada na imagem, tinha semelhanças com a pequena catarinense. "





Uma criança foi encontrada morta, no Porto de Boston, em Massachusetts, nos Estados Unidos, no dia 25 de junho deste ano. O corpo estava dentro de um saco de lixo, em estado inicial de decomposição. O  National Center for Missing & Exploited Children divulgou uma imagem que exibia a reconstituição do rosto da vítima. Mais de 50 milhões de pessoas já viram o trabalho, também publicado no facebook da polícia de Massachussets. Especulações surgiram em torno da identidade da menina. As atenções, inicialmente, se concentraram em 2 casos ocorridos nos Estados Unidos. Internautas levantaram a hipótese de que a criança era Aliayah Lunsford, desaparecida desde 24 de setembro de 2011,  em West Virginia, aos 3 anos. Outros acreditavam que a imagem retratava Kate Phillips, desaparecida aos 4 meses de idade, desde 29 de junho de 2011,  em Michigan. As cogitações foram descartadas posteriormente. Diante da repercussão mundial, a  semelhança entre uma criança desaparecida no Brasil e a desconhecida americana veio à tona na internet. A possibilidade de Emili Miranda Anacleto ser a vítima existe.





Emili desapareceu aos 2 anos em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. Em uma visita assistida, o pai da menina, Alexandre Anacleto, arrebatou a criança da casa da mãe. Os genitores tinham uma relação conflituosa. O homem apareceu morto 3 dias depois.  O corpo estava em um carro carbonizado – 2 menores colocaram fogo no veículo, conforme apurou a investigação policial -  na praia de Itajubá, Barra Velha. A filha não foi encontrada.  A polícia Civil confirmou, após perícia, que Emili não estava no carro, fato que reforça a esperança de localizá-la com vida.   As investigações não cessaram. A polícia já ouviu  35 pessoas, cumpriu mandados de busca e apreensão, em Santa Catarina e no Paraná, e, guiada por denúncias anônimas, fez varredura em 20 locais.   Apesar do esforço,  ainda não chegou à menina. A Delegacia de Polícia da Criança, Adolescente, Mulher e Idoso tem participação nos trabalhos de busca. Neste inquérito trabalha em conjunto com a Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas(DPPD).
Em junho de 2015, pouco mais de 1 ano após o desaparecimento de Emili, o caso teve reviravolta. A imagem de uma menina encontrada morta no Porto de Boston, em  Massachusetts, Estados Unidos, trouxe a perspectiva indesejada de um final trágico para a história. Vários internautas brasileiros notaram que a criança desconhecida, retratada na imagem, tinha semelhanças com a pequena catarinense. Diante do fato,   o DPPD / SC entrou em contato com os americanos, embora não encontrassem relação entre as ocorrências. Em 29 de julho,  agentes do  Homeland Security Investigation, órgão do governo americano, chegaram a Jaraguá do Sul e coletaram 4 amostras para análise de DNA da mãe de Emili, Josenilda Miranda. O material será comparado aos genes da criança encontrada morta em Massachusetts e armazenado em um banco de dados.  O resultado sairá dentro de 30 dias.







A possibilidade de Emili estar morta não travou as investigações sobre o paradeiro dela. Cartazes com fotos da criança desaparecida continuam a ser distribuídos em aeroportos e no estado de Santa Catarina. O delegado Wanderley Redondo da DPPD continua trabalhando no caso. Ele afirma que a menina pode estar viva e vai além. Acredita que familiares saibam onde ela está. A delegada Milena de Fátima Rosa também não descarta a possibilidade de Emili estar viva. Ela declarou que durante o período de desaparecimento, o IML não registrou a passagem de nenhum cadáver com as características da pequena. É um indicador de que a criança pode estar viva. O avô paterno da vítima , otimista, cogita localizar a neta com vida. José Anacleto Neto diz: “Emili está viva, estão escondendo a criança.”A mãe, desesperada, torturada pelas incertezas, não entra neste mérito. Quer apenas notícias da filha.

*Próxima atualização, sábado



terça-feira, 4 de agosto de 2015

SERVIÇO DE INVESTIGAÇÃO DE CRIANÇAS DESAPARECIDAS - SICRIDE / PR












 "O SICRIDE surgiu em 1995 e entrou em funcionamento no ano seguinte. É uma unidade policial subordinada ao Delegado Geral da Polícia Civil.  Trabalha com inquéritos relacionados a crianças de 0 a  12 anos incompletos, centralizando os registros de ocorrências ligados  ao seu campo de atuação. Foca a repressão e a prevenção de delitos contra a criança. Tem como principal objetivo evitar sequestros e desaparecimentos  no estado do Paraná."





  No Brasil existem várias críticas ao governo federal e aos governos estaduais em relação às medidas que estão sendo tomadas a respeito dos casos de crianças desaparecidas.Várias providências são exigidas, principalmente, por familiares de desaparecidos. A atualização de dados estatísticos ligados ao assunto e a concretização de  projetos que visam melhorias nas estruturas de investigação e na  prevenção de desaparecimentos infantis ecoam em todo o país, fortalecidos pelas redes sociais. Estas são um importante meio de organização no qual são formuladas, debatidas  e  trazidas a público várias reivindicações, endereçadas aos dirigentes da nação. Dentro deste contexto, a criação de várias delegacias, exclusivamente, especializadas em localização de paradeiros  aparece na pauta. Uma referência para o surgimento de novas unidades policiais deste seguimento fica no Paraná. É o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas, o  SICRIDE/PR.
      




       O SICRIDE surgiu em 1995 e entrou em funcionamento no ano seguinte. É uma unidade policial subordinada ao Delegado Geral da Polícia Civil.  Trabalha com inquéritos relacionados a crianças de 0 a  12 anos incompletos, centralizando os registros de ocorrências ligados  ao seu campo de atuação. Foca a repressão e a prevenção de delitos contra a criança. Tem como principal objetivo evitar sequestros e desaparecimentos  no estado do Paraná. Trata-se de uma referência nacional – em 2001 foi reconhecido pelo Ministério da Justiça como modelo de “projeto-piloto” a ser adotado no Brasil e 4 anos antes, despertou a atenção da INTERPOL brasileira sendo destacado em relação ao alto nível do trabalho realizado -  e internacional – representantes de Argentina e Chile visitaram a unidade em 1998, colhendo informações para a implantação de órgão semelhante ao SICRIDE em seus respectivos territórios - no que diz respeito aos trâmites que envolvem o  processo de  localização de criança desaparecidas.
      O trabalho preventivo faz parte da linha de ação do SICRIDE. É uma prioridade. Por isto a instituição apostou na divulgação de um folder informativo dirigido à comunidade, visando, principalmente, os pais, as escolas,  as entidades públicas, os profissionais de saúde e até as  delegacias policiais. O folheto contém recomendações básicas de segurança. Teve grande aceitação, a ponto de circular em outros estados brasileiros e ultrapassar as fronteiras tupiniquins. Foi exibido na programação da emissora de TV ABC (EUA). Nestes mesmos moldes, foi criada uma cartilha específica para as crianças. Ganhou vida o “ABC da Segurança do João Esperto”. As histórias em quadrinhos, abordando assuntos como a carteira de identidade e os procedimentos de segurança e prevenção, através de uma linguagem infantil, foram o modo encontrado para fazer as crianças assimilarem com mais facilidade estas idéias. Até atividades de colorir foram inseridas. Também consta nas páginas do livreto o trabalho de envelhecimento digital desenvolvido pelo papiloscopista Roberval Coutinho.
      O SICRIDE teve participação importante em vários eventos nacionais, relacionados, diretamente, com o combate ao desaparecimento infantil. Representantes da unidade estiveram presentes, em dezembro de 2001,  em uma Reunião de Trabalho promovida pela Secretaria de Estado dos Direitos Humanos. O encontro  estabeleceu a implantação, no país, do Serviço de Registro de Investigação de Crianças Desaparecidas. No ano seguinte, em novembro, o Seminário Nacional de Avaliação da Atuação das Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente no Brasil teve o SICRIDE como convidado especial. Este reconhecimento, por parte do governo federal, no ínício dos anos 2000, tornou-se mais sólido com os êxitos da especializada ao longo do tempo.  O ápice das atividades  veio em 2014. Todos os 254 casos de competência da unidade foram resolvidos.  Segundo a delegada titular Nilceia Ferraro da Silva, o notável resultado foi fruto do bom  preparo e do árduo trabalho investigativo dos profissionais envolvidos.

Acesse:www.sicride.pr.gov.br


*Próxima atualização, quinta-feira.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

CRIANÇA DESAPARECIDA: ANA GABRIELA


     
   

     
          


"Segundo dados do programa SOS Crianças Desaparecidas, nos últimos 19 anos, 3.400 crianças e adolescentes  desapareceram no Rio de Janeiro. Dentro deste grupo, 85% foram localizados, mas  ainda existem 504  casos de desaparecimento, entre os quais está incluída  a  ocorrência do desaparecimento de Ana Gabriela , provável vítima de sequestro, desaparecida em fevereiro..."  






      Segundo dados do programa SOS Crianças Desaparecidas, nos últimos 19 anos, 3.400 crianças e adolescentes  desapareceram no Rio de Janeiro. Dentro deste grupo, 85% foram localizados, mas  ainda existem 504  casos de desaparecimento, entre os quais está incluída a ocorrência do desaparecimento de Ana Gabriela, provável vítima de sequestro, avistada pela última vez em fevereiro. O caso teve repercussão em todo o estado, atraindo a atenção popular. Porém a falta de resultados nas investigações geraram mais incertezas em relação ao destino da menina, aumentando a apreensão entre os familiares e os  voluntários que acompanham o desenrolar dos acontecimentos ligados a esta ocorrência de desaparecimento infantil.
      







      Ana Gabriela da Silva Vieira desapareceu no dia  01 /02/2015 em Barra do Macaé,  município de Macaé, aos 7 anos. A menina brincava na praça  Mirante dos Navegantes por volta de 17:15.  Ela estava acompanhada pela mãe e pela avó. A criança foi comprar um lanche em uma mercearia próxima e  não retornou. É certo que  Ana Gabriela não foi abordada no trajeto para a loja, pois a  garota esteve no local, muito movimentado naquela hora do dia, e comprou um salgado, segundo relatou a proprietária. As dúvidas surgem a partir do momento em que a menina deixou o estabelecimento e seguiu para a rua. As investigações estão ao encargo da 123° DP. A polícia não descarta qualquer hipótese, inclusive o envolvimento do pai de Ana Gabriela. O delegado titular Filipi Poyes declarou, no início de março, que não havia nada de novo em relação às buscas.
      






      
      
      O caso permanece sem solução, mesmo com as investigações da polícia do Rio,  as atuações de sites especializados e a movimentação de inúmeros  voluntários na internet, através das redes sociais. Até manifestações da família de Ana Gabriela já foram realizadas  nas ruas para divulgar os desaparecimentos dacriança e cobrar respostas, que até então não vieram, das autoridades competentes. Nem a exposição de fotografias da menina na mídia - a imprensa do Rio noticiou esta ocorrência via jornais, emissoras de televisão e sites -  facilitou o caminho para  um esclarecimento que levasse ao encerramento, com êxito, dos trabalhos investigativos da Polícia Civil. 



*Próxima atualização, terça-feira.


quarta-feira, 29 de julho de 2015

O CASO PEDRINHO




    
"Levando-se em conta o caso do menino Pedrinho, o espaço para a sequestradora agir foi ocasionado por um erro no sistema de segurança da maternidade. O fato chama a atenção para a responsabilidade dos hospitais, públicos ou particulares, expondo a necessidade de uma segurança mais rígida, garantindo a integridade das crianças que, naquele momento, estão sob os cuidados da instituição."


    O Brasil possui vários casos sem solução de crianças desaparecidas. Muitas ocorrências permanecem em aberto por um longo tempo. As incertezas em relação aos familiares de paradeiro ignorado, geradoras de muito sofrimento, persistem por 10, 15, 20 anos. Em determinadas situações, duram a vida inteira. Porém o passar do tempo não quer dizer que o caso siga, eternamente, no caminho das dúvidas. Algumas histórias de crianças desaparecidas chegaram  a um final feliz anos após o sumiço. O caso de Pedro Rosalino Braule Pinto , o Pedrinho, é um exemplo disto. O menino foi localizado, com vida, 16 anos após seu desaparecimento. Ele foi vítima de sequestro na maternidade. Os pais jamais desistiram de encontrá-lo.
      Em 21 de janeiro de 1986, por volta das 13 horas, no hospital Santa Lúcia, em Brasília, o recém –nascido Pedro Rosalino Braule Pinto  foi levado por uma mulher  do quarto em que estava com a mãe, Maria Auxiliadora Braule. A estranha se identificou como funcionária do local e desapareceu com a criança. Várias suspeitas foram interrogadas. As investigações chegaram a 12 meninos que poderiam ser Pedrinho. Alarme falso! As pistas reais surgiram em 2002. Uma denunciante anônima, que acionou o SOS Criança de Brasília, apontava Osvaldo Martins como Pedro Rosalino Braule Pinto. A anônima afirmou que Pedro vivia em Goiás. Ela sabia sobre a origem incerta do menino. A polícia do DF foi a Goiânia  e constatou, via fotografias e vídeos, a semelhança da criança com os pais biológicos. As investigações apuraram que Vilma Martins a mãe adotiva de Pedrinho, era a seqüestradora.  A empresária foi condenada pela subtração de Pedro e Aparecida Fernanda, outra filha fruto de sequestro, em 2003, à pena de 15 anos e 9 meses de prisão. O jovem retornou à casa dos pais – Maria Auxiliadora Braule e Jayro Tapajós - , em Brasília, tempos depois.
       Pedro superou os problemas do sequestro. Buscou ter uma vida normal. Hoje, aos 29 anos, é advogado pós-graduado em direito. Ele vive em Brasília com a mulher e o filho. O rapaz mantém contato com os pais e irmãos biológicos, compensando a ausência de muitos anos, sentida apenas pela família, a partir do momento em que o menino, vítima de sequestro, ignorava a própria história. Mesmo ciente dos fatos que o afastaram por um longo tempo de casa, ele não deixou a família adotiva para trás.  Em 2012, aos 26 anos, Pedro declarou ao Correio Braziliense que ainda mantém contato com a sequestradora Vilma Martins e com  os “irmãos” de Goiás. Disse que visitava os parentes de 2 em 2 meses. O advogado reconheceu que os pais biológicos, embora não interfiram em suas escolhas, não gostam do contato entre ele e a mãe postiça.
          A cada 11 minutos desaparece uma criança no Brasil. O mínimo descuido dos pais, por não cogitarem a hipótese dos filhos serem alvo de seqüestradores, pedófilos e maníacos assassinos, facilita as ações criminosas ligadas ao desaparecimento infantil. Levando-se em conta o caso do menino Pedrinho, o espaço para a sequestradora agir foi ocasionado por um erro no sistema de segurança da maternidade. O fato chama a atenção para a responsabilidade dos hospitais, públicos ou particulares, expondo a necessidade de uma segurança mais rígida, garantindo a integridade das crianças que, naquele momento, estão sob os cuidados da instituição. Algumas medidas estão sendo tomadas tem relação a este problema. No Rio,  o governo estadual   desenvolveu, em 2014, o projeto Novo Cidadão, que emite RG para recém-nascidos ainda na maternidade. O objetivo é localizar crianças desaparecidas e proteger os bebês de sequestros.

* Próxima atualização, sexta-feira.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O DESAPARECIMENTO INFANTIL E AS MEDIDAS PREVENTIVAS





"Vale destacar que mesmo defasadas, as estatísticas evidenciam  a necessidade de intensificar a atuação do governo  em diversos setores, visando combater o desaparecimento infantil. A tendência é que a atualização dos números revele a necessidade de uma ação ainda mais abrangente do que a projetada com base nos  dados anteriores."





        O Brasil ainda tem muito a evoluir no que diz respeito a política de prevenção contra o desaparecimento de crianças. Haja vista que no país, aproximadamente, 40.000 crianças desaparecem por ano. Vale destacar que este número é apenas uma projeção, pois as estatísticas apresentadas pelo governo federal estão desatualizadas. Portanto a quantidade de crianças e adolescentes com paradeiro ignorado pode ser ainda maior. Para evitar ocorrências futuras é necessária a aplicação de várias medidas preventivas que variam de ações básicas, realizadas pelos próprios pais ou responsáveis dentro de casa,  a atitudes mais complexas, envolvendo políticas voltadas para o contexto  social e para o setor de segurança, ficando ao encargo do governo pôr em prática estes projetos mais elaborados, através do trabalho das autoridades competentes.
      As medidas preventivas básicas, são recomendações simples que podem evitar desaparecimentos futuros de crianças. Alertar os filhos sobre o perigo de conversar com estranhos, aconselhando-os a não aceitar carona ou presentes de quem eles não conhecem é muito válido.Também é importante que a criança saiba o telefone, tendo ciência até do código de área, e o endereço de casa. Ela deve carregar no bolso dados de identificação ou uma carteira de identidade. Não deixar os filhos sozinhos em casa  e acompanhá-los enquanto brincam na rua é outro modo de reduzir as chances de contato com desconhecidos. Evitar aglomerações e andar sempre de mãos dadas com a criança  em vias públicas é mais uma ação preventiva aconselhável. Nem as navegações na internet devem escapar da observação dos adultos. Além destes cuidados, o diálogo entre o responsável e a criança é essencial. Proporciona uma abertura na relação, fortalecendo os laços de confiança entre pais e filhos.
      As políticas de prevenção ao desaparecimento infantil mais abrangentes envolvem um espaço muito maior do que o contexto familiar. Obviamente, vão contar com o auxílio da sociedade, mas a participação maior , neste contexto, cabe ao governo. O campo de ação envolve fatores distintos, mas convergentes, a partir do momento em que o desaparecimento de crianças é um dos pontos comuns entre estes elementos , sendo   uma das suas principais consequências. Estão incluídos neste conjunto  a violência doméstica, a pedofilia,  a dependência química e o tráfico de crianças, este último a principal causa de desaparecimento infantil no Brasil, tem relação direta com a venda de órgãos,  o trabalho escravo infantil, a prostituição infantil e a adoção ilegal. Os itens citados deixam mais do que evidente a necessidade de uma reação por parte do poder público. Dentro deste contexto, o governo precisa intensificar  as atuações nas áreas relacionadas ao social,  à saúde e à segurança. Assim é possível, pelo menos, reduzir os casos de desaparecimento de crianças, evitando futuras ocorrências que resultem em um final trágico.  
      As medidas preventivas são o modo mais eficaz de combater o desaparecimento infantil no Brasil e em qualquer país do mundo. Levando-se em conta o contexto nacional, é preciso ressaltar que a prevenção existe, mas é insuficiente e devido às estatísticas desatualizadas em relação ao assunto, não há um parâmetro definido a respeito da abrangência das ações que devem ser executadas. O fato expõe a falta de planejamento do poder público em todas as esferas, pois qualquer ato efetuado dentro deste cenário nebuloso não estará atingindo o problema em sua origem de forma eficaz. Será apenas um paliativo, porque terá como base  referências ultrapassadas. Vale destacar que mesmo defasadas, as estatísticas evidenciam  a necessidade de intensificar a atuação do governo  em diversos setores, visando combater o desaparecimento infantil. A tendência é que a atualização dos números revele a necessidade de uma ação ainda mais abrangente do que a projetada com base nos dados anteriores.

*Próxima atualização, quarta-feira.