sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

CECÍLIA: BEBÊ MINEIRA DESAPARECIDA HÁ 45 ANOS EM GUARAPARI

  


"A filha mais nova do casal, Cecília São José de Faria, 1 ano e 9 meses, brincava com o irmão de 3 anos, quando foi pegar uma bola atrás da cozinha. A partir daí, a menina não foi mais vista". 


    Uma viagem a Guarapari, modificou completamente a vida de uma família de Minas Gerais, que foi ao Espírito Santo durante o feriado de carnaval, em fevereiro 1976.  As 9 pessoas - 3 adultos e 6 crianças - hospedaram-se em um condomínio fechado.  A mãe das crianças tinha se submetido a um procedimento cirúrgico e precisava descansar, segundo uma recomendação médica. Infelizmente, os acontecimentos do passeio não levaram a mulher ao relaxamento, mas a uma tortura que durou até a sua morte, 45 anos depois, em 2021. 
    



*Foto: Alexandre Mota


    
    A filha mais nova do casal, Cecília São José de Faria, 1 ano e 9 meses, brincava com o irmão de 3 anos, quando foi pegar uma bola atrás da cozinha. A partir daí, a menina não foi mais vista. Após uma busca pelo condomínio, os pais de Cecília foram à polícia. O delegado expôs que não iria agir, pois qualquer ação de busca para localizar a criança assustaria os turistas. A suspeita é de que a menor tenha sido levada por sequestradores que estavam em um carro. A irmã da menina, Débora São José de Faria, declarou ao jornal O Tempo, em 2020: "Antes de Cecília sumir, parou em frente à casa em que a gente estava, uma Kombi branca. A gente acredita que ela tenha sido levada nesse veículo".



    A família utilizou todos os recursos que tinha para reencontrar Cecília. O avô da criança alugou um avião e espalhou cartazes com a foto da neta desaparecida. Os pais realizaram buscas por conta própria. Eles retornaram por diversas vezes ao Espírito Santo e também  viajaram para o Rio Grande do Norte, seguindo pistas de uma denúncia. Os esforços foram em vão.



               
   
    A esperança de localizar Cecília reacendeu em 2021. Havia a possibilidade de uma mulher internada no Espírito Santo ser a bebê desaparecida em 2 de fevereiro de 1976. Ela, tratada carinhosamente como Clarinha, está em coma há 21 anos. A expectativa pelo resultado do exame de DNA durou 4 meses, de abril a agosto. O resultado deu negativo.   O paradeiro de Cecília São José de Faria permanece ignorado.
     


    

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

CASO THAYLLA: MENINA DE 13 ANOS É LOCALIZADA NO RJ

 


    

"As redes sociais da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA) anunciaram a localização de Thaylla Helena S. Campos, 13 anos. A menina estava desaparecida desde o dia 25/11/2021, quando saiu de casa, no bairro do Pechincha..."


    As redes sociais da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA) anunciaram a localização de Thaylla Helena S. Campos, 13 anos. A menina estava desaparecida desde o dia 25/11/2021, quando saiu de casa, no bairro do Pechincha, zona oeste do Rio, após um conflito familiar. 




  As circunstâncias em que ocorreram a localização não foram divulgadas. Conforme o padrão seguido pela FIA, a notícia citou apenas que a menina foi encontrada. É uma forma de manter a privacidade dos envolvidos, principalmente da menor, evitando a exposição ao público. 



    O @ccdesap abordou o caso em duas postagens:"THAYLLA: MENINA DE 13 ANOS DESAPARECE NA ZONA OESTE DO RJ" e " CASO THAYLLA: MENINA DE 13 ANOS PERMANECE DESAPARECIDA NO RJ".   À época a família estava apreensiva em relação ao paradeiro ignorado da menina, mas tinha ciência de que ela estava viva. Thaylla chegou a fazer contato com a mãe enquanto estava fora de casa.





    A localização de Thaylla é mais um êxito no combate ao desaparecimento infantil. Porém, a guerra não acabou. No Rio de Janeiro há mais de 560 menores desaparecidos. Em 2021, até o dia 27 de outubro, foram registrados no estado 155 desaparecimentos de crianças e adolescentes. Deste total, 143 retornaram ao lar e 12 continuavam desaparecidos. Vale destacar que também existem as subnotificações, ocorrências não registradas que não chegam ao conhecimento das autoridades competentes. 




segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

BRASIL PERMANECE SEM SISTEMA DE ALERTA

     


"A prova de que o Brasil ainda precisa evoluir muito na política voltada para desaparecidos é que no final de 2022  ainda não há um sistema de alerta vigente no país. Inclusive, há dificuldades para estas redes serem implantadas a nível estadual..."


    O Brasil ainda deixa a  desejar no que diz respeito a políticas voltadas para as crianças desaparecidas. O país apresenta iniciativas governamentais e no meio social, mas estas ainda são insuficientes, pois apresentam resultados em parte, deixando no total de ocorrências registradas um vácuo em relação à solução de casos. 







    A prova de que o Brasil ainda precisa evoluir muito na política voltada para desaparecidos é que no final de 2022  ainda não há um sistema de alerta vigente no país. Inclusive, há dificuldades para estas redes serem implantadas a nível estadual, mesmo com uma estrutura reduzida, comparando-se com o Alerta Amber dos Estados Unidos, que é o padrão referencial no mundo inteiro. O estado do Rio de Janeiro iria colocar o Alerta Pri em funcionamento. Os trabalhos seriam inciados em dezembro, porém a lei foi considerada inconstitucional. 





        Atualmente, a  tentativa de implantação de um sistema de alerta começa a ganhar força em Niterói. Trata-se de uma rede de alerta digital composta por meios de comunicação, visando alcançar desde funcionários públicos até a população em geral, contando também com a participação de ONGs e instituições particulares.  Por se tratar de um município, a estrutura terá um alcance menor, embora seja diversificada. 






    Sem um sistema de alerta, as dificuldades para a localizar as crianças e adolescentes permanecem as mesmas. É uma volta à estaca zero. A esperança é o lançamento do aplicativo SOS Desaparecidos, iniciativa do Governo Federal, que consequentemente possui pontos em comum com o Alerta Amber. O objetivo é iniciar as buscas por uma criança desaparecida em menos de 20 minutos. O @ccdesap já abordou o assunto na postagem "GOVERNO FEDERAL LANÇARÁ APLICATIVO SOS CRIANÇAS DESAPARECIDAS".  












    


    


    

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

CASO THAYLLA: MENINA PERMANECE DESAPARECIDA NO RJ

 





 "Um alento para a família é que Thaylla chegou a fazer contato. Um indício de que ela está bem. A questão é que o paradeiro da menor permanece ignorado, fato que deixa os familiares apreensivos, pois a menina tem apenas 13 anos".


    Thaylla Helena S. Campos permanece desaparecida. Conforme as informações citada na postagem " THAYLLA: MENINA DE 13 ANOS DESAPARECE NA ZONA OESTE DO RIO ", a garota foi avistada pela última vez no bairro do Pechincha. Saiu de casa, devido a conflitos familiares, segundo declaração da mãe, Elaine de França Santos.





        Um alento para a família é que Thaylla chegou a fazer contato. Um indício de que ela está bem. A questão é que o paradeiro da menor permanece ignorado, fato que deixa os familiares apreensivos, pois a menina tem apenas 13 anos. Dependendo do ambiente em que esteja, a criança pode ficar exposta ao assédio de aliciadores ou a outras situações que coloquem a sua integridade física em risco. 



    O desaparecimento de Thaylla foi divulgado nas redes sociais da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA). Qualquer informação sobre a menina deve ser repassada imediatamente ao programa SOS Desaparecidos pelo telefone (21) 2286-8337. 



    O caso foi registrado na 41ª DP ( Tanque).  O @ccdesap não teve acesso a informações mais detalhadas acerca do processo investigativo. O Boletim de Ocorrência (B.O.) foi lavrado com o número 041-04250.  O sumiço da menina também foi comunicado ao Conselho Tutelar da Taquara. 




quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

CARTÃO PRONTIDÃO VIRA LEI NO RJ

     






"O cartão busca o pagamento de um salário mínimo durante 3 meses para ajudar os familiares nas buscas e no acompanhamento das investigações". 


    O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, sancionou no dia 3 de dezembro o Cartão Prontidão. Trata-se da lei 9506/21, resultante do Projeto de Lei de autoria do deputado Danniel Librelon (Republicanos / RJ), que assegura às mães e aos familiares de crianças desaparecidas o direito a um auxílio financeiro.




  O benefício pago ajudará nas despesas relacionadas às buscas e ao acompanhamento do processo investigativo. Algumas famílias precisam levar a investigação adiante por conta própria, pois o andamento dos casos é impulsionado por  novas pistas que indiquem à polícia um  provável paradeiro do menor desaparecido.  






    Danniel Librelon, relator da CPI das Crianças Desaparecidas da ALERJ, comemorou nas redes sociais o êxito em relação ao Cartão Prontidão. Ele também aproveitou para dar maiores esclarecimentos acerca do auxílio. O deputado disse: " O cartão busca o pagamento de um salário mínimo durante 3 meses para ajudar os familiares nas buscas e no acompanhamento das investigações". 




    É válido destacar que o Cartão Prontidão -  lei 9506/21- vem renovar as esperanças de algumas mães. Muitas passam por dificuldades econômicas. Encontram-se até desempregadas. Portanto é inviável se deslocar. Deste modo,  não há como trazer à tona novos indícios que possam levar as autoridades competentes  ao filho desaparecido. O caso fica estacionado, prestes a ser encerrado. O fato de permitir uma ação  por parte das mães e demais familiares, através de um suporte financeiro, viabiliza a movimentação do contexto investigativo, favorecendo a produção de mais informações para o trabalho da polícia.  






segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

CRIANÇAS DESAPARECIDAS E CONFLITOS FAMILIARES



"Segundo dados da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), 61%  dos casos de desaparecimento infantil têm como causa os conflitos familiares". 


A menina Thaylla Helena Santos Campos, 13 anos, permanece desaparecida. Ela saiu de casa no dia 25 de novembro e não retornou. O motivo foi uma discussão familiar, segundo relatou a mãe da menor, Elaine de França Santos, ao jornal O Dia. 






    Assim como o caso citado, outras ocorrências de desaparecimento infantil têm como causa os conflitos familiares. Trata-se do principal motivo de sumiço de crianças e adolescentes no Rio de Janeiro. A fuga de casa, em determinadas situações, é a reação do menor às violências físicas e psicológicas sofridas no meio familiar. 



    Segundo dados da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), 61%  dos casos de desaparecimento infantil têm como causa os conflitos familiares. Em janeiro de 2021, o representante da entidade, Luiz Henrique Oliveira, comentou sobre este quadro. Ele declarou ao jornal O Dia:  "A estatística, ao longo dos 25 anos de programa, mostra que na maioria dos casos foi identificado conflitos familiares, resultando em fuga".




    A criança exposta na rua, largada à própria sorte, fica vulnerável à violência e até ao assédio de aliciadores que podem enviar o menor para outros estados ou países, dificultando ainda mais a localização e consequente retorno ao meio familiar. Os recursos para combater este cenário preocupante são medidas preventivas voltadas para o contexto social. Destaca-se que estas ações são provenientes do governo e de iniciativas da própria sociedade, visando, pelo menos, reduzir este tipo e ocorrência no âmbito estadual e no contexto nacional.




quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

ALERTA PRI SERÁ IMPLEMENTADO NO RJ





"O Alerta Pri, será implementado no estado do Rio de Janeiro em 4 de dezembro. Trata-se de um sistema de alerta para a agilizar o processo de  localização de crianças desaparecidas. É baseado no Alerta Amber, rede originada nos Estados Unidos". 


     O Alerta Pri, será implementado no estado do Rio de Janeiro em 4 de dezembro. Trata-se de um sistema de alerta para a agilizar o processo de  localização de crianças desaparecidas. É baseado no Alerta Amber, rede originada nos Estados Unidos.  A previsão inicial era de que a iniciativa  fosse colocada em funcionamento no mês de outubro, porém questões estruturais, envolvendo inclusive as operadoras de telefonia,  atrasaram o funcionamento deste recurso que, sem dúvida, terá papel muito relevante para a sociedade.




    O sistema divulgará via sms o desaparecimento de crianças para a população. Os alertas serão enviados pela Polícia Civil. Através de um link contido na mensagem, será possível as pessoas acessarem informações mais detalhadas sobre a criança desaparecida. A foto, o nome, a idade e o local de desaparecimento são alguns dos dados publicados. 

   


    Este alerta de crianças desaparecidas é resultado de um projeto de lei do deputado estadual Alexandre Knoplock (PSL/RJ). Atualmente, ele preside CPI das Crianças Desaparecidas na ALERJ. Inclusive a implementação do sistema foi discutida amplamente em uma sessão desta comissão parlamentar, conforme foi abordado na postagem " CPI DAS CRIANÇAS DESAPARECIDAS NO RJ " , publicada em junho deste ano. 



    Comparado ao Alerta Amber, o Alerta Pri terá um campo de atuação mais limitado, restringindo-se somente à emissão de SMS. Porém a ação é muito válida, a partir do momento em que se torna a única referência de sistema de alerta no Brasil. O fato mostra o quanto o país ainda tem a evoluir no que diz respeito à política dos desaparecidos, expondo que todas as esferas de governo devem adotar medidas efetivas de combate ao desaparecimento infantil, de maneira que as leis ou ações voltada para este contexto não sejam criadas apenas para constar.