É justamente a esperança interminável de muitas mães que sofrem com este problema, que impulsiona a organização de vários movimentos e ONGs ligadas às crianças desaparecidas e aos desaparecidos em geral. Em termos de Brasil, o surgimento de entidades como as Mães da Sé, o Instituto Ímpar e as Mães da Cinelândia - hoje Mães do Brasil - comprovam esta tendência.
É justamente a esperança interminável de muitas mães que sofrem com este problema, que impulsiona a organização de vários movimentos e ONGs ligadas às crianças desaparecidas e aos desaparecidos em geral. Em termo de Brasil, o surgimento de entidades como a Mães da Sé, o Instituto Ímpar e as Mães da Cinelândia - hoje Mães do Brasil - comprovam esta tendência. São mobilizações sociais que visam divulgar o drama do desaparecimento de pessoas, através de ações realizadas pelas próprias mães que têm seus filhos desaparecidos. Deste modo, o sofrimento coletivo acaba originando mais uma alternativa de busca pela solução dos casos.
Várias mães abraçaram a causa do desaparecimento de pessoas, incluindo as crianças desaparecidas, de modo tão intenso, que ganharam notoriedade pelo empenho com o qual lutam pela localização dos desaparecidos. É um trabalho de persistência, que vai além do emocional e chega ao contexto técnico. Muitas destas mulheres abnegadas se tornaram especialistas em casos de desaparecimento, adquirindo base fundamentada para debater e explanar sobre o assunto, ressaltando, inclusive, as necessidades que devem ser supridas no processo investigativo para aumentar as chances de êxito nas buscas pelas pessoas desaparecidas.
Merecem ser mencionadas, entre tantas mães que sofrem com o desaparecimento de seus filhos, Ivanise Esperidião da Silva Santos - preside as Mães da Sé - Sandra Moreno - presidente do Instituto Impar - e Arlete Caramês - milita na política e presidiu uma ONG que trabalhou em conjunto com o SICRIDE. Elas são exemplos de mulheres engajadas que reverteram o sentimento de dor, resultante do sumiço de seus filhos, em ações que procuram, pelo menos, amenizar o sofrimento de inúmeras famílias abaladas pela perda, mesmo que temporária, de um ente querido.




