quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O DESAPARECIMENTO DE LUCAS PEREIRA

        








     Lucas Pereira desapareceu em  21 de junho de 2008 em  São Carlos,  interior de São Paulo.  Marcelene Érika Pereira, mãe do menino, mandou  um amigo buscar a criança no Rio,  ele residia com o pai na capital fluminense, para visitá-la. Ela demonstrava preocupação com o filho no Rio de Janeiro. Dizia que era uma cidade muito violenta. Infelizmente, uma semana depois de ser levado para a casa de sua mãe, no Jardim Beatriz, Lucas desapareceu.




     Lucas Pereira desapareceu em  21 de junho de 2008 em  São Carlos,  interior de São Paulo.  Marcelene Érika Pereira, mãe do menino, mandou  um amigo buscar a criança no Rio,  ele residia com o pai na capital fluminense, para visitá-la. Ela demonstrava preocupação com o filho no Rio de Janeiro. Dizia que era uma cidade muito violenta. Infelizmente, uma semana depois de ser levado para a casa de sua mãe, no Jardim Beatriz, Lucas desapareceu. O garoto, de  apenas 3 anos,  brincava na rua, acompanhado pelo irmão de 8 anos. Até hoje, 7 anos após o sumiço, o menor permanece com o paradeiro ignorado. Mesmo sem informações sobre  o menino, por um longo espaço de tempo, os familiares ainda acreditam  que ele está vivo.









       Pai de Lucas, o engenheiro aposentado da Petrobrás, Antônio Carlos Ratto, relatou ao site UOL que na época do desaparecimento estava  correndo o processo de separação entre ele e a ex-mulher. Segundo Ratto, o menino foi retirado de sua casa sem o seu conhecimento. Ele trabalhava em Macaé. Estava embarcado em uma plataforma, local em que não há celulares.  Ratto também afirmou que a mãe de Lucas tinha problemas com drogas e acrescentou que no dia do desaparecimento do filho, Marcelene não estava em casa. A responsável pela criança só chegou à residência por volta das 16 horas. Lucas desapareceu pela manhã, às 10 horas.











       A polícia não revelou a linha de investigação, mas declarou que levava em conta todas as hipóteses possíveis. Pistas apontavam para um sequestro. Cogitou-se até que Lucas foi trazido para o Rio, novamente, pelo sequestrador desconhecido, mas o garoto não foi encontrado. Era alarme falso. O caso Lucas, em 2009, estava sob os cuidados do DIG - Delegacia de Investigações Gerais  - de São Carlos e da Delegacia de Homicídios do Rio. A polícia de São Paulo também apoiou os trabalhos investigativos, mas os esforços conjuntos não trouxeram respostas sobre o paradeiro de Lucas.










      Diante da falta de respostas em relação ao desaparecimento de Lucas,  Antônio Carlos Ratto recorreu a tudo que estava ao seu alcance para localizar o filho. Espalhou mais de 3 mil cartazes do garoto pela cidade,  buscou auxílio religioso para saber se a criança estava viva e ofereceu uma recompensa de R$120 mil, caso alguém  informasse onde o garoto estava. Declarações de Carlos ao site UOL  expõem a preocupação do engenheiro com o sumiço do garoto. Ele disse: "É a pior coisa do mundo isso acontecer a um pai." Outro relato de Ratto evidencia ainda mais o desespero do pai. Ele afirmou: "Já pensei muita coisa. Não fiz, porque tenho ainda outros 3 filhos, que, de alguma forma, dependem de mim."

          

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

CINELÂNDIA VOLTA A SER PALCO DE REUNIÕES DO MÃES DO BRASIL

   
   
   



     As reuniões das Mães do Brasil serão mensais. Através da divulgação dos casos de desaparecimento, entre os quais estão  incluídas ocorrências envolvendo crianças, as Mães do Brasil buscam se aproximar de vários segmentos da sociedade. Qualquer forma de apoio à causa é bem-vinda.






 Em 28 de outubro de 2015 as Mães do Brasil retornaram à Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, para divulgar não só para os cidadãos fluminenses como também para a população brasileira o drama das pessoas desaparecidas. Mães de crianças, adolescentes e   compareceram ao encontro, tomando as escadarias da Câmara Municipal, expondo fotos de seus filhos, na esperança de obter novas informações sobre os casos. Os transeuntes que passam pela praça, local de grande movimento, são informantes em potencial.

        







   As reuniões das Mães do Brasil serão mensais. Através da divulgação dos casos de desaparecimento, entre os quais estão  incluídas ocorrências envolvendo crianças, as Mães do Brasil buscam se aproximar de vários segmentos da sociedade. Qualquer forma de apoio à causa é bem-vinda. Principalmente, a adesão de autoridades, pois estas têm  maior facilidade para viabilizar alternativas, inclusive leis, que favoreçam de modo direto ações capazes de, pelo menos, prevenir a ocorrência de novos desaparecimentos e viabilizar a elucidação dos casos em aberto.

        







      Vale destacar que este movimento de rua das Mães do Brasil, na Cinelândia contou com a adesão de vários órgãos de imprensa, que se mostraram solidários à causa dos desaparecidos. Casos de grande repercussão, como os desaparecimentos de Priscilla Belfort, Vitória Claudiano Nogueira, Luciane Torres da Silva,  Thaís de Lima Barros e Pollyana Katelin da Silva Ribeiro foram lembrados. A cobertura  do evento trouxe a público alguns esclarecimentos sobre o  cenário de incertezas que toma conta dos casos de desaparecimentos.Teve mãe que declarou não saber qual é a delegacia responsável pela apuração do desaparecimento da filha. Ela sequer foi informada.



     





     Outro ponto importante, que marcou o evento, foi a participação de representantes de entidades como Gabriela Sou da Paz, Meu Rio e Mães Sem Nome. O blog das Mães do Brasil  - blogdasmaesdobrasil.blogspot.com.br  - ,ressaltou a presença destes aliados da causa e também  do apoio nas redes sociais. A aproximação dos transeuntes que passavam na Cinelândia durante o encontro  também foi  um fator favorável ao êxito desta ação  a aproximação espontânea das pessoas que transitavam pela Cinelândia. Esta união de esforços efetivos em torno da causa, sem dúvida, foi significante para impulsionar a luta contra o desaparecimento de pessoas, priorizando a divulgação junto à população, como um dos principais instrumentos de auxílio aos trabalhos investigativos da polícia.


sábado, 31 de outubro de 2015

CASO LUCIANE TORRES DA SILVA

      
     
   

  Infelizmente, as únicas informações que Luciene recebeu em relação ao desaparecimento da filha, desde 2009, não tiveram como fonte a  polícia e nem trouxeram novidades sobre o paradeiro de Luciane. As pistas eram falsas, provenientes de trotes telefônicos.






    Luciane Torres da Silva tinha 9 anos, quando desapareceu em 30 de agosto de 2009, no município de Nova Iguaçu, KM 32, Rio de Janeiro. A menina saiu de casa para ir à padaria e não retornou. A família acredita na possibilidade de sequestro, pois testemunhas avistaram a menor acompanhada por um homem desconhecido. Ambos andavam em uma bicicleta. Ninguém sabe para onde foram. As investigações policiais chegaram a um suspeito, mas este foi liberado, posteriormente, devido à falta de provas que ligassem o suposto sequestrador ao caso.







     Em 1 de setembro de 2009, dias após o desaparecimento de Luciane, ocorreu um protesto, exigindo providências em relação ao sumiço da menina. Aproximadamente, 150 pessoas pararam a BR 465, antiga Rio -São Paulo. A pista chegou a ficar interditada por 30 minutos, nos 2 sentidos. Até um carro de som foi utilizado para apelar por um maior empenho da polícia no processo investigativo que apurava o que aconteceu à criança.






    Luciene Torres, mãe de Luciane, sofre com a falta de respostas sobre o paradeiro da filha. Até então, não há uma novidade sequer a respeito do caso. Em declaração ao site do jornal O Dia , Luciene expôs a sua insatisfação com a atuação da polícia e não poupou críticas aos trabalhos investigativos que buscavam esclarecer o desaparecimento de Luciane. Ela disse: "não investigaram mais nada. Quando o caso tem mais de 15 dias fica no esquecimento".






    Infelizmente, as únicas informações que Luciene recebeu em relação ao desaparecimento da filha, desde 2009, não tiveram como fonte a  polícia e nem trouxeram novidades sobre o paradeiro de Luciane. As pistas eram falsas, provenientes de trotes telefônicos.  Este tipo de atitude só acentuou a angústia de Luciene. O sofrimento chegou a tal ponto, que ela deixou Nova Iguaçu e se mudou para Campo Grande. Sentia-se mal, quando avistava a padaria em que a filha desapareceu.

          

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

CASO VITÓRIA CLAUDIANO NOGUEIRA

      








Vitória Claudiano tem  a altura próxima de 1,60 m, pele parda, cabelos castanhos, encaracolados, e olhos pretos. Também estão  publicados o telefone do Disque- Denúncia  - (21) 2253 - 1177 -  e o  whatsap - 996  -264 - 393 - , caso algum internauta tenha informações a respeito da jovem. 






    Vitória Claudiano Nogueira desapareceu  em  5 de junho de 2009, aos  11 anos. Ela foi entregar um cartão a uma amiga nas proximidades da Escola Municipal Tarsila do Amaral e não voltou para casa. A menina foi vista pela última vez no subúrbio carioca de Irajá, na rua Aníbal Porto, na direção do cemitério. Vale destacar que a criança não estava sozinha. Um homem de cabelos grisalhos, aparentando, aproximadamente, 60 anos, andava com a menor. Até hoje, 6 anos após o desaparecimento de Vitória, o paradeiro da menina permanece ignorado e a identidade do homem que a acompanhava é ignorada. Este caso de desaparecimento, infelizmente, permanece sem solução.







       O Disque - Denúncia do Rio de Janeiro expõe a foto de Vitória  em seu site - www.desaparecidosdd.org.br -  e destaca características físicas da garota desaparecida, atualmente com 18 anos, que podem ajudar a identificá-la.  Vitória Claudiano tem  a altura próxima de 1,60 m, pele parda, cabelos castanhos, encaracolados, e olhos pretos. Também estão  publicados o telefone do Disque- Denúncia  - (21) 2253 - 1177 -  e o  whatsap - 996  -264 - 393 - , caso algum internauta tenha informações a respeito da jovem. 






    As investigações sobre o caso de Vitória não evoluíram.  Desde o início dos trabalhos policiais as dificuldades para esclarecer o que ocorreu com  a menina no trajeto até a casa de uma amiga foram grandes. Basta citar que as câmeras de segurança de um estabelecimento da vizinhança, que, na época do desaparecimento, podiam ajudar na identificação do suspeito, tiveram as imagens editadas e não passaram por perícia. Uma lacuna como esta, sem dúvida, compromete o processo investigativo. 




   Recentemente, em um encontro das Mães do Brasil, em 28 de outubro,  na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, a mãe de Vitória, Rogéria da Cruz, comentou a respeito da angústia que passa com a falta de informações a respeito do paradeiro da filha. O quadro evidencia descaso e desrespeito com uma cidadã que convive, diariamente, desde junho de 2009, com o drama do desaparecimento infantil. Ela declarou ao site G1: "Eu não tive informações, não me informam nem em qual delegacia está o registro. Nenhum rastro, nada, nem uma ligação."

      


          

             

terça-feira, 27 de outubro de 2015

O UBER E O ALERTA AMBER

         





      O UBER , empresa de transporte de passageiros, que trabalha, em todo o mundo, por meio de um aplicativo, deixou de lado, temporariamente, o choque com os taxistas e aderiu à causa das crianças desaparecidas, nos Estados Unidos, passando a integrar o grupo de participantes do  Alerta AMBER. 



     









      O UBER , empresa de transporte de passageiros, que trabalha, em todo o mundo, por meio de um aplicativo, deixou de lado, temporariamente, o choque com os taxistas e aderiu à causa das crianças desaparecidas, nos Estados Unidos, passando a integrar o grupo de participantes do  Alerta AMBER. Deste modo, a companhia emite, desde 15 de outubro deste ano, em 180 cidades, vários alertas para seus parceiros - motoristas que estiverem rodando nas proximidades de locais em que aconteceram sequestros de crianças,  poucos instantes depois da ocorrência. É uma forma de aproveitar a quantidade de carros do UBER espalhados pelas cidades, contando com a participação dos condutores como mais uma alternativa de agilizar as buscas a uma criança desaparecida, tornando maior  a possibilidade de localizar o paradeiro da vítima.







       A atitude, digna de aplausos, é uma parceria entre o UBER e o National Center for Missing and Exploited Children (NCMEC), referência nos Estados Unidos, no que diz respeito ao desaparecimento infantil e aos abusos sexuais contra crianças. O reconhecimento  em relação aos trabalhos da entidade, que iniciou suas atividades em 1984,  inaugurada pelo então presidente Ronald Reagan, é tão grande, que o Congresso americano autorizou a instituição a executar 22 programas e serviços, voltados para o  auxílio de  policiais, famílias e profissionais  presentes no campo de atuação do NCMEC. Estas credenciais, sem dúvida, são um indício de que o êxito neste novo projeto envolvendo o UBER será mais um triunfo, consequência de uma série de ações planejadas,  que visam solucionar, o mais rápido possível, os casos de desaparecimento infantil ocorridos  em território americano.








  Um fator muito importante, que vale ser destacado, é que o   UBER está passando por um processo de crescimento em todo o mundo. Nos Estados Unidos esta tendência se confirma. No país mais desenvolvido do mundo o serviço de transportes de passageiros, atualmente, cobre mais de 70% da população.O dado é  relevante, a partir do momento em que os motoristas da companhia não irão restringir as informações do Alerta AMBER. Muito pelo contrário. Eles ajudarão a tornar público o sequestro ou rapto infantil focado no momento. Deste modo, o número de pessoas que  tomarão ciência do assunto será ainda maior, somando, significativamente, nas ações deste sistema, que abrangem o meio público e privado, tendo com base a participação efetiva das autoridades e dos veículos de comunicação - emissoras de rádio e TV e  internet - ,  além da utilização do espaço público.








  Seria muito importante que o UBER adotasse o mesmo procedimento no Brasil. Porém, um entrave que já inviabiliza uma ação semelhante a esta, levando-se em conta o alcance nacional, é o fato de o Alerta AMBER não existir por aqui, mesmo diante dos inúmeros apelos feitos pela população, inclusive os familiares de crianças desaparecidas. Nem o número alarmante de  40.000 crianças desaparecidas por ano, impulsiona a implantação deste sistema em território brasileiro. É certo que se isto ocorresse, o trabalho da polícia, principalmente das delegacias especializadas, que despontam em várias regiões do país,  seria bastante facilitado, a partir do momento em que as informações sobre o arrebatamento de uma criança fossem transmitidas em um curto espaço de tempo para uma quantidade considerável de pessoas.

     
             




sexta-feira, 23 de outubro de 2015

EMILI MIRANDA ANACLETO NÃO É A BABY DOE

 






Vale destacar que antes de chegar à identificação definitiva da criança morta, a polícia cogitou que mais 2 meninas, além de Emili, pudessem ser Baby Doe, um rosto visto por milhões de pessoas em todo o mundo, gerando grande comoção.




     O caso Emili Miranda Anacleto ainda não foi solucionado, mas teve mais uma página virada. Conforme foi abordado neste blog em postagem de 6 de agosto deste ano, havia uma suspeita de que a menina brasileira de 2 anos, desaparecida em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, fosse uma criança encontrada morta no Porto de Boston, Massachussets, Estados Unidos. Porém a hipótese levantada por internautas e levada em consideração pelas autoridades norte-americanas, felizmente, foi descartada.  Emili  não é a criança conhecida como Baby Doe, como já havia antecipado a polícia brasileira, antes da divulgação dos resultados dos testes de DNA, que nem foram realizados, pois a vítima foi identificada antes.
    





     Baby Doe é a pequena Bella Bond. Ela estava para completar 3 anos. A polícia dos EUA realizou buscas em Boston, visando encontrar mais pistas sobre o caso. Inclusive, há informações de que 2 pessoas, supostamente envolvidas,  estão prestando depoimento sobre a ocorrência. Outra dificuldade encontrada é que a causa da morte da menina não foi detectada, fato que torna ainda mais difícil a investigação, a partir do momento em que elementos obscuros não foram esclarecidos. Vale destacar que antes de chegar à identificação definitiva da criança morta, a polícia cogitou que mais 2 meninas, além de Emili, pudessem ser Baby Doe, um rosto visto por milhões de pessoas em todo o mundo, gerando grande comoção.




    


     A constatação, noticiada em setembro, de que Emili  não é Baby Doe foi ao encontro da  opinião de Josenilda Miranda, mãe da criança desaparecida. Ela afirmava não ver tanta semelhança entre Emili e a vítima americana.  Inclusive, Josenilda fez esta declaração, em julho deste ano, quando um agente americano veio ao Brasil para coletar  4 amostras de DNA, necessárias para fazer uma comparação com os genes do corpo encontrado em Boston. Também compartilhava desta opinião o DPPD de Santa Catarina, que entrou em contato com os americanos para relatar a semelhança entre Emili e Baby Doe, embora, segundo apontou, corretamente, o processo investigativo da polícia brasileira,  não houvesse ligação concreta entre os casos.

   




     Diante da boa notícia, resta à polícia dar andamento às investigações. Vale destacar que as buscas por Emili não pararam, mesmo diante da possibilidade da menina ser Baby Doe. Os trabalhos policiais continuaram, normalmente, através da distribuição de cartazes com a foto da menina em aeroportos e no estado de Santa Catarina. O fato da relação com Baby Doe estar descartada, faz a polícia centralizar as atenções apenas para a linha de investigação anterior, que considera a possibilidade de Emili estar viva sob os cuidados de algum parente, conforme destacou o delegado do DPPD, encarregado do caso, Wanderley Redondo. Enquanto a solução do desaparecimento de Emili  não vem à tona,  resta aos familiares conviverem com as incertezas e as expectativas decorrentes da situação que envolve o desaparecimento de um ente querido, principalmente, quando se trata de uma criança. 


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

CASO ADRIENNE ESTEPHANIE DOS SANTOS

      



    Adrienne Estephanie  dos Santos desapareceu em 24 de abril de 2011. Na época, ela tinha 12 anos de idade.  A menina foi avistada pela última vez, andando de bicicleta, em frente à casa na qual morava com a mãe, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife, Pernambuco. Depois disto, não deu mais sinal de vida. Sumiu sem deixar vestígios. Após 4 anos de desaparecimento, não há informações sobre o paradeiro de Adrienne, atualmente, com 15 anos de idade.
     



     Adrienne Estephanie  dos Santos desapareceu em 24 de abril de 2011. Na época, ela tinha 12 anos de idade.  A menina foi avistada pela última vez, andando de bicicleta, em frente à casa na qual morava com a mãe, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife, Pernambuco. Depois disto, não deu mais sinal de vida. Sumiu sem deixar vestígios. Após 4 anos de desaparecimento, não há informações sobre o paradeiro de Adrienne, atualmente, com 15 anos de idade.  A mãe da garota, Adriana Oliveira Silva,  "mata" a saudade olhando e cheirando as roupas da filha. Também guarda uma coleção de esmaltes, um caderno de poesias e várias fotos. Procura manter a serenidade, diante de uma situação atípica, na qual imperam as incertezas, através das orações.






         O desaparecimento de Adrienne começou a ser construído pelo desejo da menina em ir à festa de Nossa Senhora dos Prazeres. Era  Páscoa. Ela criou a expectativa de ir à diversão acompanhada pela mãe, mas diante da recusa desta, que estava cansada após uma jornada intensa de trabalho, a garota decidiu, provavelmente, seguir para os festejos sozinha. Pegou a bicicleta e partiu para um passeio, até então, sem volta, não disse às outras crianças para onde estava indo. Adriana achou que a filha estava brincando na porta de casa, conforme a própria menina disse a ela, mas a menor estava muito mais distante.






      A questão é que Adrienne jamais chegou à festa. A mãe dela, Adriana, assim que constatou o desaparecimento da menina,  foi  procurá-la na comemoração, mas não a encontrou. Perguntou a várias pessoas se tinham visto a menina no local e  recorreu a conhecidos. Ninguém viu Adrienne no evento. Tudo leva  crer que ela foi abordada por alguém no caminho para a festa ou que seguiu para outro destino, quando saiu com a bicicleta de casa. As investigações policiais  não foram capazes de esclarecer, até então, o que, de fato, ocorreu com a garota. As probabilidades,  infelizmente, não levaram às  pistas.






     O desaparecimento de  Adrienne Estephanie dos Santos faz parte de uma estatística preocupante no estado de Pernambuco. Um levantamento da Secretaria de Defesa Social, SDS, revela que o número de pessoas desaparecidas aumentou, significativamente, em um intervalo de 5 anos. Levando-se em conta o período de 2009 a 2013, os casos pularam de 1.158 para 2.343. Neste mesmo intervalo de tempo, foram registradas 8.467 ocorrências, sendo que 748 envolviam crianças de  1 a 12 anos. Outras 2397 eram ligadas a adolescentes entre 13 e 17 anos.  A solução para frear o aumento alarmante destas ocorrências partiu do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente , DPCA. O órgão  solicitou à SDS a criação de uma Delegacia Especializada, seguindo a tendência de estados como Rio, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo e Bahia.

*Próxima atualização, sexta às 9 da manhã.