segunda-feira, 19 de outubro de 2015

O CASO KAMILLY RODRIGUES SALES








 No Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos são destacadas características físicas de Kamilly, que podem colaborar na identificação da garota futuramente. De acordo com o site do governo,  a menina desaparecida, hoje com 13 anos, tem o tipo físico forte, a cor da pele branca, pesa 35kg e tem , aproximadamente, 1, 45 cm de altura. Seus olhos são descritos como grandes e  castanhos. Os cabelos são encaracolados.







     Kamilly Rodrigues Sales desapareceu em  7 de junho de 2011, aos anos de idade em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife, Pernambuco. A menina estava acompanhada pelo namorado da avó, Ricardo José das Neves de 44 anos. Ambos estavam em uma moto e não foram mais vistos. Tudo leva a crer, segundo as investigações policiais,  que Ricardo sequestrou a menina e partiu para outro estado. Indícios apontam que as 2 pessoas não estão mais em Pernambuco. Os paradeiros de Kamilly e do suposto sequestrador continuam ignorados, 4 anos após o desaparecimento, mesmo com a divulgação da mídia,  os auxílios do Disque-Denúncia e das redes sociais.

    



   A demora em obter uma resposta traz agonia à família. A incerteza não apenas sobre o paradeiro, mas também em relação à vida  da pessoa desaparecida, comum em todos os casos de desaparecimento, principalmente nos casos de desaparecimento infantil, por causa da vulnerabilidade maior das crianças, aparece mais uma vez. Trata-se do segmento natural do padrão de outras ocorrências, sem fugir à regra, no que diz respeito ao sofrimento dos familiares envolvidos no caso. Uma declaração da avó de Kamilly, Domícia Damiana da Silva, dada ao site G1 em 2012 externa a preocupação permanente que toma conta dos familiares mais próximos neste tipo de situação. Ela disse: "Isso é uma cena horrível, sem saber onde ela está, o que está acontecendo, se está viva, morta. é muto doloroso."



    No Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos são destacadas características físicas de Kamilly, que podem colaborar na identificação da garota futuramente. De acordo com o site do governo,  a menina desaparecida, hoje com 13 anos, tem o tipo físico forte, a cor da pele branca, pesa 35kg e tem , aproximadamente, 1, 45 cm de altura. Seus olhos são descritos como grandes e  castanhos. Os cabelos são encaracolados. Um fato que causa estranheza é uma observação na ficha de Kamilly, ressaltando que o caso não possui boletim de ocorrência. A notificação vai de encontro às recomendações que instruem os familiares de vítimas de desaparecimento a comparecerem a uma delegacia próxima para registrar a ocorrência. 






           Em abril de 2014, a mãe de Kamilly, Adriana Rodrigues, em entrevista ao jornal Diário de Pernambuco,  manifestou sua insatisfação em relação à falta de respostas em relação ao desaparecimento da filha.  Kamilly nem teve a oportunidade de conhecer a irmã caçula, Amanda,  que ainda não era nascida na época do desaparecimento. Adriana reconheceu que em determinadas situações bate um desânimo, mas declara que não perdeu a fé. Ela disse: "Eu sei que não posso perder a fé, mas as coisas vão acontecendo e eu não vejo resultado nenhum." Também afirmou que não esquece a filha desaparecida. "Eu não quero esquecer, nem vou esquecer. Mas por mais que você tente, sempre tem aquela lembrança. Queira ou não queira, ela é minha filha e eu sinto falta dela."




*Próxima atualização, quarta às 9 da manhã.



   



           





sábado, 17 de outubro de 2015

AS INVESTIGAÇÕES POLICIAIS E AS FAMÍLIAS DE CRIANÇAS DESAPARECIDAS

      


A participação familiar nas investigações, através de uma colaboração incondicional voltada para auxiliar na elucidação dos casos de desaparecimento, têm papel muito significativo nas atividades de apuração da polícia. Os familiares são fontes cuja a veracidade de suas informações, geralmente,  tem maior credibilidade, a partir do momento em que os depoimentos destes expõem o que há de mais próximo da realidade, dentro do círculo mais íntimo do desaparecido.




     É público e notório que a primeira atitude a ser tomada, quando constatado o desaparecimento de uma criança é registrar o fato em uma delegacia próxima ao lar. Deste modo, por meio da Lei da Busca Imediata -   Lei nº 11259 de 30 de dezembro de 2005, que gerou uma alteração no artigo 208 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - , as buscas pelo menor desaparecido começarão imediatamente. Vale destacar que não há mais a necessidade de aguardar 24 horas, uma margem de tempo muito importante na busca por pistas,  para a polícia dar início aos trabalhos investigativos, conforme ocorria anteriormente.








    O êxito no processo investigativo está ligado, diretamente, à agilidade na procura por indícios que levem  ao paradeiro da criança desaparecida. As primeiras 48 horas são fundamentais. Os vestígios ainda estão recentes. Para auxiliar no dinamismo da atividades policiais, possibilitando o retorno da criança desaparecida o mais breve possível, é essencial que sejam levados em conta elementos muito importantes, dentro deste contexto.Tratam-se das informações fornecidas pelos familiares mais próximos.


    


   A participação familiar nas investigações, através de uma colaboração incondicional voltada para auxiliar na elucidação dos casos de desaparecimento, têm papel muito significativo nas atividades de apuração da polícia. Os familiares são fontes cuja a veracidade de suas informações, geralmente,  tem maior credibilidade, a partir do momento em que os depoimentos destes expõem o que há de mais próximo da realidade, dentro do círculo mais íntimo do desaparecido. Portanto,  as chances de  esclarecer os acontecimentos que antecederam o sumiço e as causas que levaram a esta situação atípica, sem dúvida, aumentam.

     



     Vale ressaltar que alguns casos de desaparecimento infantil não são fruto de rapto ou sequestro da criança ou adolescente.  Em determinadas oportunidades, os desaparecidos saem de casa por conta própria, motivados a tomar esta atitude, devido a fatores como  os  conflitos familiares e maus tratos sofridos dentro de casa.  Esta situação deixa ainda mais evidente a necessidade do contato entre a polícia e os familiares do desaparecido, durante  o andamento das investigações. Dentro deste contexto, a família não só pode ser o fator de esclarecimento da ocorrência em foco, como também pode ser a causa. Este cenário comprova que a falta de estrutura dentro do ambiente familiar também é uma causa para estes sumiços repentinos, expondo que  além de ser um problema policial, os casos de desaparecimento infantil têm uma complexidade ainda maior, pois  também são, indiscutivelmente, uma questão  ligada à responsabilidade social. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A SOLUÇÃO DO DESAPARECIMENTO DE UMA CRIANÇA NÃO É O FINAL DA HISTÓRIA

     


   O aparente final feliz de um caso de desaparecimento infantil é o primeiro dia da nova existência dos envolvidos no caso. Os efeitos da ocorrência acarretam em traumas que devem ser tratados com auxílio médico e psicológico. Há setores específicos para prestar este tipo de atendimento. Delegacias especializadas, como a DDPA do Rio de Janeiro, e entidades como a  Mães da Sé, por exemplo, disponibilizam atendimento psiquiátrico  às mães e aos demais membros das famílias atingidas pelo desaparecimento infantil.




     O êxito nas investigações policiais, resultando no retorno de uma criança desaparecida ao lar não significa que as sequelas deixadas pelo desaparecimento repentino sejam apagadas, esquecidas, permitindo que a família volte ao cotidiano normal, conforme era no período anterior ao sumiço. É certo que a vida não será mais a mesma. A situação atípica, a perda de um filho, mesmo que  temporária,  pode gerar resultados devastadores no seio familiar. Separações, problemas de saúde, provenientes da forte pressão emocional, são elementos prejudiciais, infelizmente, em algumas oportunidades irreversíveis, que trazem à tona uma nova realidade composta por experiências jamais imaginadas pela criança que foi vítima de desaparecimento e seus familiares.

       


     O aparente final feliz de um caso de desaparecimento infantil é o primeiro dia da nova existência dos envolvidos no caso. Os efeitos da ocorrência acarretam em traumas que devem ser tratados com auxílio médico e psicológico. Há setores específicos para prestar este tipo de atendimento. Delegacias especializadas, como a DDPA do Rio de Janeiro, e entidades como a  Mães da Sé, por exemplo, disponibilizam atendimento psiquiátrico  às mães e aos demais membros das famílias atingidas pelo desaparecimento infantil. Vale destacar que no caso da Mães da Sé, o auxílio psicológico se estende ao período posterior ao desaparecimento.  As  crianças que retornaram ao lar, após um período distante, e suas mães são o foco deste trabalho.




   A questão é  possibilitar que o decorrer da vida destas pessoas flua, normalmente, dentro do cenário que o quadro apresenta, tentando, ao menos, amenizar os danos causados pelo período de desaparecimento, sem prejudicar a qualidade de vida dos familiares, principalmente da mãe, e da criança que retornou ao lar. O objetivo é impedir que o fato isolado do desaparecimento atinja maiores proporções, desencadeando em outras consequências nocivas ao núcleo familiar. Além do providencial auxílio psicológico, também será muito bem-vindo, caso sejam disponibilizados, os serviços de advogados e assistentes sociais. Estes profissionais, em suas respectivas áreas de atuação, seriam importantes para a reorganização familiar, através de auxílio jurídico e  acompanhamento familiar, buscando equilibrar, ainda mais, o processo de reestruturação familiar em andamento.

   



     É importante ressaltar que  as reações de cada indivíduo aos auxílios específicos, oferecidos após a solução do caso de desaparecimento, são variadas. Cada pessoa e cada ocorrência têm a sua particularidade. Um acontecimento sempre difere do outro, assim como a forma de cada um dos envolvidos absorverem o impacto de uma perda repentina, mesmo que temporária. Diante desta realidade,  o progresso resultante do trabalho realizado vai depender, essencialmente, da receptividade dos envolvidos, destacando-se as figuras da mãe, a referência familiar,  e do filho, vítima de desaparecimento que retornou ao lar. A reorganização, baseada no acompanhamento familiar, em termos emocionais e no contexto material,  têm o seu êxito ligado ao comprometimento das pessoas que foram atingidas pelo drama do desaparecimento infantil com elas mesmas e com quem as cerca. A resposta positiva à assistência prestada tem como consequência natural a recuperação, mesmo que parcial, da qualidade de vida familiar.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

FAMÍLIA SOFRE COM A AUSÊNCIA DE NATAN

     



        Vários rumores surgiram  a respeito do paradeiro de Natan. Dias após o desaparecimento do menino, testemunhas relataram  ter visto o desaparecido em diferentes regiões da cidade. O  Baixão do Tufí e a Praça do Mirante foram alguns dos locais em que , supostamente,o menino esteve, mas não foi possível comprovar a veracidade dos depoimentos. 


   
    Natan Moreira da Costa  desapareceu , aos 9 anos, em Altamira, no Pará. No dia  24 de setembro de 2015 fez um ano que  garoto sumiu sem deixar vestígios, estando com o paradeiro ignorado até hoje. Infelizmente, não há informações sobre o menino.  A polícia do Pará não consegue fechar o caso. A linha de investigação inexiste, assim como as pistas relacionadas ao caso. O desespero, diante de tamanha falta de elementos sobre a localização de Natan, toma conta da família. A declaração de Luzimar Moreira, mãe do menor, deixa evidente o sofrimento pelo qual passa quem está envolvido neste tipo de situação. Ela diz: "Depois de todo esse tempo, a dor é a mesma. Eu quero encontrar meu filho. Quem souber de alguma coisa, pelo amor de Deus, conta pra gente. Mostre onde  meu filho está."

     




Luzimar  Moreira, mãe de Natan,  pede pelo retorno do filho ao lar, 1 ano após o desaparecimento do menino, que hoje está com 10 anos  de idade.





   É importante relembrar  como ocorreu o desaparecimento do menino Natan Moreira.  Ele estava em sua residência, na avenida Perimetral, 1926,  acompanhado pela irmã mais velha, Nathália Moreira, 18 anos, que saiu  enquanto o garoto dormia. Ao acordar, por volta de 3 da manhã e constatar que estava sozinho,  Natan foi para a rua e pediu o celular de um vizinho. Depois disto, ficou andando pela região. Uma câmera de segurança da vizinhança gravou as imagens, que não trouxeram pistas mais concretas sobre o sumiço do menino.
     

    



     Vários rumores surgiram  a respeito do paradeiro de Natan. Dias após o desaparecimento do menino, testemunhas relataram  ter visto o desaparecido em diferentes regiões da cidade. O  Baixão do Tufí e a Praça do Mirante foram alguns dos locais em que , supostamente,o menino esteve, mas não foi possível comprovar a veracidade dos depoimentos. Informações desencontradas davam conta de que o garoto havia sido encontrado. Entre a população corria o boato de que ele havia morrido. Nem a entrada do Exército na busca pelo menor trouxe novos elementos. Até a hipótese do garoto estar em outros estados foi levada em conta. O telefonema de um caminhoneiro, avisando que avistou uma criança com as  mesmas características de Natan,  no Rio de Janeiro, reforçou esta possibilidade.
  
    





     Desesperado, vendo o tempo passar sem encontrar solução para o caso que envolvia seu filho, Paulo César da Costa , pai de Natan resolveu correr o Brasil em busca da criança. Passou por Governador Valadares, onde pediu auxílio  em uma delegacia, e  Rio de Janeiro, cidade na qual  uma criança semelhante ao menino desaparecido foi vista, acompanhada por um casal, na região da Central do Brasil. Nesta área, Paulo César panfletou, expôs fotos de Natan e deu entrevistas, divulgando o desaparecimento do filho, na esperança de obter alguma informação que o levasse ao menino. Infelizmente, o trabalho foi em vão.  O reencontro com o garoto não aconteceu. Paulo César foi embora do Rio sozinho, sem o filho.


*Próxima atualização, quinta-feira.


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

PROJETO CAMINHO DE VOLTA








          O Caminho de Volta visa prestar atendimento às famílias de crianças e adolescentes desaparecidos, abrangendo o contexto geral que envolve um caso de  desaparecimento, no que diz respeito à  localização, à apuração dos variados  fatores que levaram ao sumiço, à assistência psicológica e à formação de bancos de dados e bancos de DNA. O projeto, iniciado em 2004, teve origem em uma parceria composta pela faculdade de Medicina da USP e a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. 

           Outro ponto relevante que deve ser citado em relação ao Caminho de Volta é que o projeto objetiva a formação e capacitação de novos profissionais para dar continuidade à metodologia multidisciplinar dos trabalhos  dentro de São Paulo e fora das divisas do estado, permitindo que este tipo de atividade alcance mais áreas do Brasil. Haja vista que o SICRIDE - Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas - do Paraná foi a primeira delegacia especializada , fora de São Paulo, a adotar os métodos desenvolvidos pelo Caminho de Volta. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

A FIA E O DESAPARECIMENTO INFANTIL

        




    A Fundação para a Infância e Adolescência, FIA, é um órgão ligado à Secretária de Estado e Assistência Social  dos Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro. Trata-se da referência do poder executivo fluminense para a realização de atividades relacionadas à proteção de crianças e adolescentes, tomando por base o  Sistema de Garantia de Direitos.


    A Fundação para a Infância e Adolescência, FIA, é um órgão ligado à Secretária de Estado e Assistência Social  dos Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro. Trata-se da referência do poder executivo fluminense para a realização de atividades relacionadas à proteção de crianças e adolescentes, tomando por base o  Sistema de Garantia de Direitos. Neste contexto, os focos de variados programas em que atua a instituição são direcionados para vertentes que envolvem crianças e adolescentes, no que diz respeito  ao trabalho na adolescência,  à situações de risco,  à violência e à reinserção familiar. Também são desenvolvidas ações como o História Viva e o SOS Crianças Desaparecidas.
     




    O SOS Crianças Desaparecidas está voltado para a identificação e localização de crianças e adolescentes com paradeiros ignorados. Através da divulgação dos casos de crianças desaparecidas cadastrados,  - segundo a FIA o processo de divulgação é o auxílio mais eficiente para alcançar êxito nas investigações policiais -  busca facilitar o caminho para a elucidação de desaparecimentos, visando trazer o menor desaparecido de volta ao convívio familiar o mais breve possível, dando fim às incertezas que cercam as pessoas atingidas pelo mal do desaparecimento infantil. 
    






    Antes de recorrer ao programa SOS Crianças Desaparecidas é preciso que os familiares do menor de paradeiro ignorado façam o registro de ocorrência em uma delegacia. Em seguida,  com o registro de ocorrência em mãos e devidamente identificados, portando carteira de identidade e comprovante de residência,  os responsáveis devem comparecer ao SOS Crianças Desaparecidas,   na rua Voluntários da Pátria, 120, em Botafogo. Também é preciso levar uma foto recente e  a carteira de identidade ou certidão de nascimento da criança ou adolescente a ser cadastrado.  
    




     Uma equipe técnica formada por psicólogos e assistentes sociais levanta as informações a respeito do desaparecido por meio de um questionário social.  A partir dos dados obtidos, será desenvolvido, perante autorização do notificante, o cartaz com a foto da criança ou adolescente desaparecido. O processo de divulgação também consiste em avisar à imprensa. Emissoras de rádio e TV, jornais e revistas colaboram com o SOS Crianças Desaparecidas. Portanto, o alerta sobre o desaparecimento  passa  atingir o Brasil inteiro, contando também com  a viralização da internet e uma parceria com a Rede Nacional de Identificação e Localização de crianças e Adolescentes Desaparecidos (REDESAP). Este método de trabalho já resultou na localização de 2865 crianças.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O PORTAL KIDS E AS CRIANÇAS DESAPARECIDAS

     




      A linha de atuação do Portal Kids se expandiu. O objetivo inicial, delineado pelos criadores do espaço, desde a fundação, em 16 de março de 1999,  era combater a  pornografia infantil na internet. Porém outras situações surgiram, necessitando do auxílio da entidade. Casos de  maus tratos contra crianças, exploração do trabalho infantil e variados abusos, além dos casos de crianças desaparecidas fizeram o Portal Kids agir além de seus limites iniciais. 





    Várias instituições prestam serviços voluntários, relevantes à causa das crianças desaparecidas. Entre eles, um exemplo que merece destaque é o Portal Kids, presidido pela jornalista Wal Ferrão.  Trata-se de  uma referência no combate ao desaparecimento infantil. Trabalha na divulgação de fotos das crianças desaparecidas, alerta os pais em relação a medidas preventivas para os filhos não serem vítimas de raptos ou sequestros, além de atuar na divulgação de eventos ligados ao desaparecimento infantil. Estas ações, muito importantes, são capazes de levantar ainda mais informações sobre os casos de desaparecimento e , principalmente, levar ao conhecimento dos brasileiros o drama das crianças desaparecidas, somando, no que diz respeito à colaboração, na tentativa de solucionar várias ocorrências.
      





     A linha de atuação do Portal Kids se expandiu. O objetivo inicial, delineado pelos criadores do espaço, desde a fundação, em 16 de março de 1999,  era combater a  pornografia infantil na internet. Porém outras situações surgiram, necessitando do auxílio da entidade. Casos de  maus tratos contra crianças, exploração do trabalho infantil e variados abusos, além dos casos de crianças desaparecidas fizeram o Portal Kids agir além de seus limites iniciais.  Deste modo, a instituição chegou aos dias de hoje priorizando a  elucidação e combate aos casos de desaparecimento de jovens e crianças, as parcerias com a sociedade civil, organizações governamentais e não governamentais e  a proteção às famílias atingidas pela violência, através do apoio  a projetos psicossociais e jurídicos. 
    





    Vale ressaltar que os projetos ligados à geração de trabalho e renda também foram lembrados pelo Portal Kids. O Mulheres Empreendedoras e o  Culinária para Festas são iniciativas que buscam levar, através da capacitação, alunas vítimas de violência ao mercado de trabalho. É importante  deixar claro que os conteúdos dos cursos não ficam restritos à profissionalização. O contexto humano também é levado em conta. Por isto é enfatizado, durante as aulas, que o trabalho em conjunto é essencial para o êxito. Há uma conscientização  das turmas sobre a importância da coletividade, tomando como base a máxima de que a união faz a força.
     






        Em relação às crianças desaparecidas, o projeto Mães do Brasil, apoiado pelo Criança Esperança,  foi o modo que o Portal Kids encontrou para, pelo menos, amenizar o sofrimento de várias famílias que sentem na própria pele as consequências do drama do desaparecimento infantil. Trata-se de um recurso para manter as pessoas atingidas pela perda de uma criança, principalmente as mães, de pé, com capacidade para ajudar na busca pelo filho desaparecido, sem desistir desta luta. Profissionais, advogados e assistentes sociais,  atuam na assistência direta às famílias, tendo como ponto de referência as mães. O Mães do Brasil também divulga fotos de crianças desaparecidas e foca as atenções no combate ao desaparecimento infantil, trazendo a público várias medidas preventivas, por meio de cartilhas, que possam  evitar ocorrências futuras. Até um coral, formado por mães de crianças desaparecidas, o Coral das Mães Cantoras, é utilizado para abordar o assunto através da música. Uma ideia inovadora, auxílio bastante providencial para a causa das crianças desaparecidas.