terça-feira, 24 de março de 2026

ATUALIZAÇÃO CASO LUCIANE TORRES DA SILVA

   


"Eu ouvi da dra. Helen Souto (DDPA/RJ) que o caso da Luciane corria sob segredo de justiça, porque estava na Interpol. Alguns anos depois, o Ministério Público falou que não estava na Interpol, porque sequer tinha ido para a Polícia Federal". 




    Luciane Torres da Silva desapareceu em 30/8/2009, em Nova Iguaçu / RJ. Trata-se de um dos casos de maior apelo no que diz respeito ao desaparecimento de crianças no estado. A menina foi a uma padaria próxima à casa em que morava, no Km 32 da antiga Rio - São Paulo, e não retornou ao lar. O paradeiro da criança, atualmente uma jovem de 25 anos, permanece ignorado.

    


Em live no canal Desaparecidos Oficial - Youtube - Luciene P. Torres conta a história do desaparecimento da filha Luciane, em agosto de 2009, e relata o drama vivenciado no período pós-desaparecimento. A ausência forçada completará 17 anos em 2026.


    Quase 17 anos depois, o caso não está arquivado. Conforme determina a lei 13.812/2019, a investigação acerca de um desaparecimento só pode ser encerrada após a localização da pessoa desaparecida. Porém, o fato dos órgãos competentes não trocarem informações dificulta o processo, não apenas no contexto investigativo, como também nas notícias desencontradas que chegam aos familiares. 





     Luciene Torres, mãe de Luciane, expôs ao @ccdesap que a polícia e o Ministério Público passaram a ela informações distintas sobre o andamento do caso da filha. Ela disse: "Eu ouvi da dra. Helen Souto (DDPA/RJ) que o caso da Luciane corria sob segredo de justiça, porque estava na Interpol. Alguns anos depois, o Ministério Público falou que não estava na Interpol, porque sequer tinha ido para a Polícia Federal". 



       Atualmente, Luciene confirma a federalização do caso. A Polícia Federal está à frente das investigações há mais de um ano. Assegura que está dando andamento aos trabalhos, mas não comunica à família como está se desenvolvendo. Caso tenha algum indício de que Luciane está fora do Brasil, o caso será repassado à Interpol. Este modelo de investigação é classificado por Luciene como "uma tortura". 






sábado, 14 de março de 2026

REUNIÃO CDH - DEBATE DE DESAPARECIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES - PARTE 3 FINAL

     




    A série da reunião do CDH chega à postagem final, trazendo o depoimento de 2 convidados e 2 familiares de crianças desaparecidas, contando suas experiências de vida, através de um convívio diário com o desaparecimento de uma neta e de um filho, casos ocorridos no Pará e no Rio de Janeiro, abordados na audiência presidida pela senadora Damares Alves (Republicanos / DF).


José Angelo Pamplona, ex -conselheiro tutelar e professor




Marinete Moraes Lopes, avó de Elisa Ladeira








               Fábio Peres Peixoto - Diretor do Instituto Cultural Shelter






 Marize Araújo, mãe de Edson Davi da Silva Almeida





quinta-feira, 5 de março de 2026

REUNIÃO CDH - DEBATE DESAPARECIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES - PARTE 2

      




    Em audiência da CDH realizada em Brasília, presidida pela senadora Damares Alves (Republicanos/ DF) , profissionais integrantes de orgãos da segurança, do judiciário e da administração pública do poder Executivo buscaram contribuir por meio de uma análise do cenário atual, considerando as possibilidades de  modificações e as alternativas capazes de agilizar a articulação entre as instituições envolvidas no combate ao desaparecimento de crianças e adolescentes. 

    O @ccdesap expõe nesta postagem o relato de 5  convidados, participantes  da reunião do CDH realizada em 2 / 3 / 2026. São destacadas as principais partes de cada apresentação, tomando por base motivação, ações,  estruturas, objetivos e resultados dentro do campo de atuação de cada representante dos órgãos competentes  Veja abaixo:


Tiago Kalkmann - Defensor Público do Distrito Federal


Iara Buoro Sennes - Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP)


Célio Roberto Araújo - Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Maranhão 


Ederson Martins - Delegado Geral Adjunto Operacional da Polícia Civil do Maranhão


André Luiz de Souza Cruz - Gestor Técnico do Ministério Público                                       do Estado  Rio de Janeiro 



AVISO

Atenção! Luciene Torres, presidente da ONG Mães Virtuosas do Brasil e mãe de Luciane Torres da Silva, desaparecida em 2009, no  Rio de Janeiro, fará uma palestra sobre o desaparecimento de pessoas no dia 7 de março. O evento será às 10 horas, no edifício Viseu em Campo Grande, zona oeste da cidade. O endereço é rua Aurélio de Figueiredo, 40, sala 401.








A seguir: PARTE 3  -  RELATO DOS CONVIDADOS E FAMILIARES


terça-feira, 3 de março de 2026

REUNIÃO CDH - DEBATE DESAPARECIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES - PARTE 1

     



  "Familiares de crianças desaparecidas também participaram do debate. Marize Araújo,  mãe de Edson David, desaparecido aos 6 anos no Rio de Janeiro, questionou a eficácia das investigações. Denunciou depoimentos falsos e afirmou que autoridades se recusaram a ouvir testemunhas. Disse que os responsáveis pelo processo investigativo não quiseram apurar a participação de uma provável sequestradora". 




    Em 2/3/2026, Comissão Permanente dos Direitos Humanos e Legislação Participativa realizou a 7ª reunião Extraordinária. A audiência pública, presidida pela senadora Damares Alves (Republicanos / DF), teve como pauta casos de desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil, os instrumentos nacionais de prevenção, investigação e localização, além da articulação entre os órgãos de segurança pública, o sistema de justiça e as políticas de direitos humanos. Rio e Janeiro, Pará - região do Marajó - e Maranhão foram os estados focados. 




    Entre os convidados, presenciais e via teleconferência,  estavam O comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Maranhão, Célio Roberto Araújo, o delegado geral adjunto operacional da Polícia Civil do Maranhão, Dr. Ederson Martins, o Defensor Público do DF, Dr.Tiago Kalkmann, o gestor técnico do Ministério Público do Rio de Janeiro, André Luiz de Souza Cruz, além de outros representantes ligados a órgãos competentes no que diz respeito a desaparecimento infantil. Todos buscaram contribuir, explanando acerca dos respectivos  campos em que atuam. Opinaram sobre o que precisa ser modificado, acrescentado ou corrigido no contexto das articulações entre as instituições envolvidas para desencadear melhores resultados.





    Familiares de crianças desaparecidas também participaram do debate. Marize Araújo,  mãe de Edson David, desaparecido aos 6 anos no Rio de Janeiro, questionou a eficácia das investigações. Denunciou depoimentos falsos e afirmou que autoridades se recusaram a ouvir testemunhas. Disse que os responsáveis pelo processo investigativo não quiseram apurar a participação de uma provável sequestradora. Ela precisou contratar um investigador  para provar que o filho  não se afogou na praia da Barra, conforme apontava a investigação da DDPA/RJ. A esperança desta mãe é a federalização do caso. 




    Marinete Moraes Lopes, avó de Elisa Ladeira Rodrigues, desaparecida no Pará aos 2 anos, é outra familiar de criança desaparecida que participou da reunião. Emocionada, expôs como a neta desapareceu e  pediu ajuda às autoridades no que diz respeito  às investigações. Um suspeito foi preso e depois morreu. Somente este homem sabia o que aconteceu com Elisa. O caso não está na delegacia de Anajás, cidade do Marajó, conforme informou o escrivão. No MP de Anajás um oficial de justiça avisou à família que encerrará as investigações. Alegou que o desaparecimento já tinha 3 anos. A esperança pelo retorno da menina ganhou mais força através de uma foto. Elisa foi vista no Maranhão.  Diante de uma pista do paradeiro de Elisa,  Marinete disse: "Eu sinto que a minha neta está viva". 




    A apresentação de referenciais distintos por parte das instituições envolvidas é classificada pela senadora Damares Alves como uma "não unificação de dados".  Ela expôs que os casos registrados em 2024 variam, segundo constatou uma avaliação da Comissão de Segurança do Senado, considerando a Política Nacional de Busca por Pessoas Desaparecidas.  Enquanto o  Fórum Brasileiro de Segurança registrou 83 mil desaparecimentos - indica um aumento de 4,9% -,  o  SINALID contabilizou 103 mil ocorrências. Acrescente ainda as subnotificações. O desencontro de informações se estende ao Ministério da Justiça, ao Disque 100 e à Secretaria de Segurança de Estado. É urgente a reorganização do sistema, viabilizando, pelo menos, o entendimento parcial  da situação.  No atual cenário, as famílias de desaparecidos convivem com inúmeras suposições, quando anseiam somente por uma resposta certa.  






*  A seguir: PARTE 2 - OS RELATOS DOS CONVIDADOS.